WRC: Híbridos em 2022, mas com os custos atuais…

Por a 9 Junho 2019 16:49

A FIA continua a sua luta na procura das melhores regras para o Mundial de Ralis em 2022. Há muito se sabe que a atual geração de carros, que nasceu em 2017, terminará em 2020, mas nessa altura os construtores já terão que estar a trabalhar nos novos carros há quase dois anos e para que isso suceda o calendário já se está a tornar apertado…

As regras só agora estão a ser finalizadas, seguem depois para o Conselho Mundial da FIA, que dará a sua chancela, mas isto não deverá suceder antes de outubro, e só a partir daí as equipas/construtores sabem com o que contam em 2022.

É ‘obrigatório’ para a FIA introduzir tecnologia híbrida, mas tal como nos disse há dias, Carlos Tavares, presidente do Grupo PSA: “O WRC tem de acompanhar a evolução da sociedade, a nível de segurança, redução de emissões. Tem que se adaptar às mudanças, mas tem de ter muito cuidado em manter um equilíbrio difícil entre o nível de espetáculo, nível de tecnologia e custos. É um equilíbrio muito frágil que uma vez perdido é muito difícil de retomar, como acontece agora com o WEC. O WRC não pode perder esse equilíbrio, que está a encontrar neste momento com sucesso. Os carros são espetaculares, as provas são renhidas, a tecnologia é de ponta e os orçamentos ainda são razoáveis, mas devemos manter a cautela para não acabarmos com este equilíbrio.”

Significa isto dizer que às marcas os desportos motorizados interessa fundamentalmente como ferramenta de Marketing, e por isso a tecnologia dos ralis, a disciplina que está mais perto das pessoas, que vai à sua porta, tem que ser adequada para o Marketing das marcas, mas ao mesmo tempo estas não podem deixar crescer os custos, pois os atuais já são muito sensíveis, e complicados para os construtores lidarem.

Neste contexto, o diretor dos Ralis na FIA, Yves Matton, pretende dar sequência ao nível atual da competição, quando se chegar a 2022: “O objetivo é manter os mesmos custos atuais, vamos tentar poupar alguma coisas, aqui e ali, estudar formas de fazer com que o investimento seja o mais rentável possível para os construtores, e nesse contexto a intenção é tentar ter uma solução híbrida que não seja cara, pois precisamos manter os custos ao nível atual”, disse.

Fala-se num fornecedor único para motor e bateria, mas isso só depois da próxima reunião ficará decidido, pois há quem pense que cada um construir o seu sistema é diferenciador. Isto é verdade, mas é precisamente essa corrida que faz disparar os custos. Por isso, talvez seja mais inteligente não se preocuparem tanto com essa diferenciação, e trabalhem para que a disciplina continue como está, equilibrada, pois isso suscita cada vez mais interesse e faz crescer o número de adeptos…

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naranja
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naranja

Em que ficamos?

ecs
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ecs

Até agora, onde a “híbridização” foi adoptada (ou imposta), os custos aumentaram drasticamente e a competição piorou em igual medida. No caso do WEC, deixou a competição na categoria principal LMP1 Hy moribunda, uma vez que só a Toyota tem cerca € 200 milhões para gastar por época. Agora, a competir somente contra ela própria e contra os fantasmas do passado em Le Mans, talvez poupe uns cêntimos. O WRC neste momento tem um nível de popularidade que possivelmente só teve na época do Grupo B, quando oportunistas aproveitaram alguns acidentes, infelizmente alguns fatais, para o liquidar e assim deixar… Ler mais »

peudreot106rallye
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peudreot106rallye

PARA QUÊ MUDAR O que ESTÁ OPTIMO? as mudanças obrigam a certas etapas e a questões que têm de ser resolvidas- mas uma mudança tão grande pode acarretar um embandeirar em arco. podem tentar uma estratégia lean e , como fizeram com o regulamento f2 kitcar que depois foi t5ranscrito para os wrc 1997, começar a implementar os hibridos nas categorias mais baixas, com menos investimento e ver se resulta

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