WRC: Elfyn Evans domina e vence o Rali da Suécia
Elfyn Evans, ao volante do seu Toyota GR Yaris Rally1, não deu hipótese à concorrência no Rali da Suécia, conquistando uma vitória dominante após o segundo lugar em Monte Carlo.
Com uma prestação de alto nível, o galês liderou grande parte da prova, resistindo à pressão de Takamoto Katsuta e selando a vitória com uma forte exibição na Power Stage.
Com este triunfo, Evans ascende à liderança do campeonato, numa prova onde a Toyota dominou o pódio e Roope Korhonen triunfou no WRC2.
Depois do segundo lugar no Rali de Monte Carlo, Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1) venceu o Rali da Suécia com uma prestação de alto nível. O galês liderou desde a PEC2 até à PEC6, altura em que um pequeno pião o fez cair para segundo lugar.
No entanto, no início do segundo dia, reassumiu a liderança e não mais a largou, criando gradualmente uma margem confortável para Takamoto Katsuta (Toyota GR Yaris Rally1). O japonês bem tentou, mas nunca conseguiu aproximar-se de forma consistente do líder, que assim se posiciona favoravelmente nas contas do campeonato.
Katsuta teve um segundo dia complicado com a escolha de pneus, e apesar de se ter mantido a uma distância recuperável, Evans nunca lhe permitiu veleidades.
Na SS18, a Power Stage, Thierry Neuville venceu com 5:56.0, mas Evans conquistou o rali por 14,3s sobre Katsuta, Toyota dominou o pódio e no WRC2 venceu o finlandês Roope Korhonen. Elfyn Evans é o novo líder do campeonato.
Após um Rali de Monte Carlo muito mau, Sami Pajari (Toyota GR Yaris Rally1) realizou uma prova de bom nível na Suécia. O facto de ter conseguido resistir aos ataques de Oliver Solberg (Toyota GR Yaris Rally1) demonstra a qualidade da sua performance.
Depois do pódio conquistado no Japão na parte final do campeonato do ano passado, Pajari alcança agora um pódio logo na segunda prova da temporada, mesmo sob a pressão resultante do ‘desastre’ de Monte Carlo.
Oliver Solberg, após o triunfo no Monte Carlo, viu a sua recuperação dificultada por um erro na PEC3, que o fez cair de segundo para sexto, a quase quarenta segundos da frente. Subiu ao quarto lugar com alguma facilidade, mas a partir daí não teve andamento para mais, deixando claro que, para já, Monte Carlo foi a exceção e não a regra.
Adrien Fourmaux (Hyundai i20 N Rally1) foi o quarto classificado e o melhor dos Hyundai. Apesar das tentativas, a marca coreana continua a estar ‘a milhas’ dos Toyota, com todos os seus pilotos a demonstrarem que, mesmo com potencial para lutar na frente, o carro não o permite.
Esapekka Lappi (Hyundai i20 N Rally1) foi o melhor dos Hyundai durante grande parte da prova, mas não conseguiu suster o seu colega de equipa. Thierry Neuville (Hyundai i20 N Rally1), após os danos resultantes de um toque e da consequente queda na classificação, nunca mais conseguiu sair do sétimo lugar final.
Jon Armstrong (Ford Puma Rally1) foi o melhor dos Ford, terminando em oitavo, à frente de Joshua Mcerlean (Ford Puma Rally1), com Martins Sesks (Ford Puma Rally1) muito atrasado desde o primeiro dia de prova.
Neuville vence a PowerStage
A Power Stage final ‘caiu’ para a Hyundai com Thierry Neuville a vencer com 0.1s para Elfyn Evans.
Os primeiros a abrir a especial foram os WRC2, com Lauri Joona no Skoda, a fazer um tempo sólido, consciente dos erros mas feliz por alcançar o pódio no WRC2 – “às vezes perdemos segundos, mas temos de melhorar”, disse.
Teemu Suninen cruza a meta como vice do WRC2 após 18 meses afastado dos ralis – “uma prova incrível, voltamos ao pódio”, sorri, olhos no futuro e num programa que permita lutar pelo título. Roope Korhonen e Anssi Viinikka selam a vitória no WRC2 com 10,2 segundos de margem, uma segunda conquista na categoria após pilotagem limpa – “sentimento incrível, obrigado à equipa Printsport”, exclama, o orgulhoso finlandês.
Martins Sesks marca o ‘benchmark’ dos Rally1 com 5:59.2, um arranque forte que lembra o que podia ter sido sem os furos de sexta – “sexta foi dura, mas levo aspectos positivos e uma vitória de especial”, reflete.
Lorenzo Bertelli, de regresso ao WRC, termina com emoção genuína – “adorei, faltava-me isto da Toyota”, 6,3 segundos atrás, o italiano a sorver cada segundo como se fosse o último. E se calhar é. Pelo menos para este ano, Bertelli disse que não tem mais nada previsto.
Josh McErlean chega empatado com Armstrong em 6:02.5, após furos na sexta e luzes teimosas no sábado – “foi um dos fins de semana mais duros da vida, mas estivemos melhor agora”, confessa, o alívio de um rali limpo a lavar as feridas de Monte-Carlo. Jon Armstrong empata no tempo, é o melhor Ford em oitavo – “fim de semana forte, sem correr grandes riscos”, diz, satisfeito com o andamento mostrado.
Thierry Neuville regista 5:56.0, 3,2 segundos melhor que Sesks, conquistando a 28ª Power Stage da carreira e os 5 pontos extras apesar do 7º lugar – “frustração alta, mas enquanto há vida há esperança”, diz o campeão de 2024, olhos fixos na recuperação. Esapekka Lappi e Enni Mälkönen cruzam 2,7 segundos atrás, 6º geral no regresso ao WRC – “fui o mais rápido da Hyundai, mas longe dos líderes; o desafio é esse”, admite, orgulhoso mas realista.
Adrien Fourmaux, top Hyundai em 5º, fecha 3,2 segundos de Neuville – “rali fantástico, fãs incríveis, vamos em frente”, sorri apesar das dificuldades. Oliver Solberg, 4º em casa, 1,7 segundos atrás – “subestimei a sexta-feira, mas aprendi com isso; P4 é o que mereço após o erro que cometi”. Sami Pajari sela o 3º pódio da carreira, 7,3 segundos lentos – “contentíssimo após Monte-Carlo, obrigado à equipa”.
Takamoto Katsuta, 0,4 segundos de Neuville, aceita o 2º lugar com 14,3 segundos do líder – “podia ser melhor ontem, parabéns Elfyn; mas eu preciso melhorar”, disse, continuando à procura da sua primeira vitória. E aqui era o lugar perfeito para isso, mas não chegou. Finalmente, Elfyn Evans e Scott Martin cruzam a meta com 5:56.1, 0,1 segundos atrás de Neuville, mas selam a terceira vitória na Suécia e liderança no campeonato. A Toyota faz 1-2-3-4! A Hyundai, 5-6-7, e a M-Sport/Ford, 8-9! Décimo posto foi para o vencedor do WRC2, Roope Korhonen em Toyota GR Yaris Rally2.

O Autosport já não existe em versão papel, apenas na versão online.
E por essa razão, não é mais possível o Autosport continuar a disponibilizar todos os seus artigos gratuitamente.
Para que os leitores possam contribuir para a existência e evolução da qualidade do seu site preferido, criámos o Clube Autosport com inúmeras vantagens e descontos que permitirá a cada membro aceder a todos os artigos do site Autosport e ainda recuperar (varias vezes) o custo de ser membro.
Os membros do Clube Autosport receberão um cartão de membro com validade de 1 ano, que apresentarão junto das empresas parceiras como identificação.
Lista de Vantagens:
-Acesso a todos os conteúdos no site Autosport sem ter que ver a publicidade
-Desconto nos combustíveis Repsol
-Acesso a seguros especialmente desenvolvidos pela Vitorinos seguros a preços imbatíveis
-Descontos em oficinas, lojas e serviços auto
-Acesso exclusivo a eventos especialmente organizados para membros
Saiba mais AQUI





[email protected]
15 Fevereiro, 2026 at 16:53
Parabéns Evans!!
Ganhou na Suécia o ano passado… por isso vitória hoje não é surpreendente.
Sendo um rali “especializado”, vamos ainda ver se este é (finalmente) o ano dele…