WRC: de que forma 2026 servirá de transição para 2027?
A temporada de 2026 do Mundial de Ralis é um ano ‘charneira’ e de transição suave para o futuro do Campeonato do Mundo de Ralis (WRC), que sofrerá uma revolução completa em 2027. Esta transição manifesta-se em três pilares principais: o técnico, o desportivo e o estratégico.
O ano de 2026 marca o fim da atual geração de veículos Rally1. Tal como sucedeu na F1 em 2025, enquanto a temporada de 2026 decorre, os olhares já estão postos em 2027, ano em que entrará em vigor um novo regulamento técnico que se deverá prolongar por uma década. Portanto, neste caso, e ao contrário do que sucedeu na F1, as equipas do WRC vão alocar boa parte dos seus recursos em 2026 ao futuro. Neste momento, o regulamento final dos novos carros ainda não é público e, até há bem pouco tempo, as equipas tinham apenas um rascunho. Assim, muitas decisões para 2027 ainda estavam por tomar e, consequentemente, por se tornarem definitivas.
Em 2027, surgirá uma nova categoria principal que combinará a base dos atuais veículos de Rally2 com performances aumentadas, visando atrair mais construtores. Construtores como a Toyota já estão a testar protótipos para 2027, tendo inclusive um carro novo em fase de ensaios privados para ganhar vantagem competitiva.
A Hyundai planeia utilizar o seu i20 N Rally2 Step 2 como base para homologar uma nova versão sob as regras de 2027. Fala-se em novos projetos WRC27, mas é preciso esperar um pouco para que se saiba mais, em primeiro lugar, sobre as regras finais de 2027.
Por outro lado, a temporada de 2026 servirá como palco principal para alguns veteranos e como prova de fogo para os jovens talentos. Para pilotos como Thierry Neuville, Elfyn Evans e Sébastien Ogier, 2026 representa mais uma, ou a última, oportunidade de conquistar um título mundial antes da “revolução” de 2027, em que tudo ficará muito mais incerto a todos os níveis.
Pilotos da nova geração, como Adrien Fourmaux, Sami Pajari, Oliver Solberg, Josh McErlean e agora também Jon Armstrong, terão em 2026 a ocasião ideal para provar que merecem um lugar de destaque nas equipas oficiais em 2027. Fourmaux estará, possivelmente, bem perto de Evans, Neuville e Ogier, enquanto Pajari estará um pouco atrás, mas bem na frente dos pilotos da M-Sport, equipa que em 2026 assume, abertamente, este ano como um ano de transição, apostando numa dupla de pilotos jovens para os preparar para o novo regulamento.
A transição também ocorre ao nível da gestão do campeonato. O promotor do WRC está em fase de negociações e mudanças estratégicas, com discussões sobre a venda de licenças e a entrada de novos investidores para garantir a sustentabilidade da disciplina a partir de 2027.
Em suma, 2026 funciona como uma ponte estratégica onde as equipas tentam capitalizar os sucessos de 2025, enquanto investem os seus recursos de forma ponderada no desenvolvimento dos carros que ditarão a hierarquia do rali mundial a partir de 2027.
FOTOS @World
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