WRC chora morte de Morrie Chandler, figura maior do automobilismo
Morrie Chandler, antigo presidente da Comissão do Campeonato do Mundo de Ralis da FIA e uma das personalidades mais influentes da história recente da modalidade, morreu aos 85 anos. A notícia foi confirmada no domingo pela comunidade do WRC e pela MotorSport New Zealand, desencadeando uma vaga de homenagens a uma carreira que marcou decisivamente os ralis na Nova Zelândia, na Ásia-Pacífico e ao mais alto nível internacional.
Distinguido em 1997 como Officer of the New Zealand Order of Merit pelos serviços prestados ao automobilismo neozelandês e mundial, Chandler deixou um legado que ultrapassou em muito o âmbito competitivo. Ao longo de mais de cinco décadas, foi dirigente, organizador, promotor e também piloto, assumindo um papel central na consolidação da Nova Zelândia no calendário do WRC durante as décadas de 1970 e 1980.
De dirigente local a voz influente no WRC
Chandler iniciou o percurso no automobilismo em provas de montanha com o Northern Sports Car Club, clube no qual rapidamente ascendeu à presidência. Mais tarde, integrou o conselho executivo da MotorSport New Zealand e ajudou a reforçar a presença do país no panorama internacional dos ralis, numa fase crucial para a afirmação do Rally da Nova Zelândia no Mundial.
A projeção internacional chegou em 1983, quando passou a integrar a Comissão do WRC da FIA. Nas décadas seguintes, acumulou responsabilidades até atingir os cargos de presidente da Comissão do Campeonato do Mundo de Ralis e vice-presidente para o Desporto da FIA, consolidando-se como uma das vozes mais respeitadas da governação do automobilismo.
Influência estendeu-se à Ásia-Pacífico
A ação de Morrie Chandler não se limitou à Nova Zelândia nem ao Mundial. O dirigente foi igualmente apontado como uma força decisiva no desenvolvimento do Campeonato FIA Ásia-Pacífico de Ralis, contribuindo para alargar a influência da modalidade fora dos centros tradicionais europeus.
Na reação mais destacada, o diretor sénior de eventos do WRC Promoter, Simon Larkin, descreveu Chandler como “um titã” dos ralis e do automobilismo em geral. “Liderou com força e paixão, e foi um prazer trabalhar ao seu lado e em parceria com ele para o crescimento e desenvolvimento do WRC”, afirmou, acrescentando que a dimensão do contributo deixado poderá confortar família e amigos neste momento de luto.
Legado reconhecido dentro e fora dos ralis
Além da distinção oficial atribuída pelo Estado neozelandês, Chandler foi nomeado President d’Honneur da MotorSport New Zealand em 1998 e recebeu, em 2018, o Lifetime Achievement Award nos Halberg Awards, prémios anuais do desporto da Nova Zelândia. O conjunto dessas homenagens espelha a amplitude de uma carreira que ajudou a moldar o rumo dos ralis modernos.
A morte de Morrie Chandler representa a perda de uma figura estruturante para várias gerações do desporto motorizado. No WRC, onde a memória coletiva é feita tanto de troços como de quem os constrói nos bastidores, o seu nome permanecerá associado a uma era de expansão, ambição e influência duradoura.
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