WRC: Andreas Mikkelsen junta-se a Sébastien Ogier e critica ordem de partida

Por a 25 Outubro 2016 16:34

Actual segundo classificado do Mundial de Ralis, o piloto da Volkswagen Andreas Mikkelsen juntou-se a Sébastien Ogier nas críticas às regras relativas à ordem de partida que foram implementadas em 2016.

“Estive numa situação semelhante à dele o ano inteiro, sendo quase sempre segundo no campeonato. Portanto compreendo realmente o ponto de vista dele e estou em absoluto acordo de que é impossível vencer algumas provas a partir da frente tal como estão as coisas neste momento”.

As regras de 2016 fazem com que a ordem de partida para a estrada ao longo dos dois primeiros dias de competição tenha por base a classificação do campeonato, com o norueguês a admitir que gostaria de que o regulamento fosse revisto:

“Espero realmente que as coisas dêem um passo atrás. Não digo que tenhamos que mudar tudo, mas que não sejam tão penalizadoras como agora, porque penso que levaram demasiado longe este conjunto de regras. Em provas como a Sardenha ou Portugal é impossível vencer, e penso que qualquer concorrente deveria ter uma hipótese de vencer a prova. Compreendo que prefiram ter vencedores distintos ao longo do campeonato, mas não podem destruir o desporto porque querem vencedores distintos e não verdadeiros vencedores. Senti-o este ano na Finlândia, sendo segundo na estrada no primeiro dia. Terminámos em terceiro e depois o Sébastien saiu de estrada e eu passei a ser o primeiro na estrada, e acabei por cair para oitavo ou nono com o mesmo estilo de pilotagem. Portanto compreendo realmente a sua posição nesta matéria”.

Durante as seis provas de terra que decorreram entre o Rali do México e o Rali da Finlândia, o Campeonato do Mundo de Ralis teve cinco vencedores distintos: Kris Meeke, que bisou; e Hayden Paddon, Jari-Matti Latvala, Thierry Neuville e Andreas Mikkelsen.

O norueguês reconhece que mesmo sem a regra a Volkswagen teria sempre dificuldades em parar Meeke em Portugal e na Finlândia, mas que outros pilotos teriam tido mais dificuldade em vencer as provas que venceram.

“Quando o Kris venceu em Portugal, ele fez um trabalho fantástico. Eles estava a andar muito depressa e não tenho a certeza que, mesmo que tivéssemos partido na mesma ordem, o teríamos conseguido bater, já que ele conduziu realmente bem. Mas talvez para os outros vencedores tivesse sido mais difícil. Apenas acho que as regras foram demasiado longe”, concluiu.

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4 comentários

  1. [email protected]

    25 Outubro, 2016 at 18:42

    Testemunho engraçado porque diz que todos deviam ter oportunidade de vencer e ao mesmo tempo diz ser imposivel vencer certas provas quando se parte em 1º/2º, Então qual a solução ter 5/6 carros “0” com pilotos profissionais a abrir a estrada?

    E depois os que vem em 15º que apanham a estada tb já em más condições, tb não ficam em desvantagem para vencer?

    Uma vez que é impossivel dar as mesma condições a todos os concorrentes porque isto é rally e não provas de circuito, na minha opinião prefiro dar vantagem a quem vem em 5/6/7… do que a quem vem em 1º

    PS: Do que me recordo da minha infancia nos anos 90 não havia ordem invertida de partida e ninguém se quixava disso

    • Vasco Morgado

      26 Outubro, 2016 at 2:41

      Viva,

      Já noutros tópicos sobre o mesmo assunto, afirmei que ainda sou do tempo em que TODOS os concorrentes queriam ser os PRIMEIROS na estrada. Hoje, com os pisos das classificativas transformados em autênticas auto-estradas, verificamos que ninguém quer ser o primeiro a passar para não terem de andar a ‘varrer’ o pó para os carros seguintes terem já o piso limpo.

      Uma hipótese seria a de se alterar o conceito de ralis-sprint e adoptar-se um figurino de ralis um pouco mais longos e com os pisos sem terem o ‘tratamento’ que actualmente têm, portanto também ralis um pouco mais duros pois aquilo a que hoje assistimos é a autênticas provas de velocidade pura em estradas florestais ou municipais e onde o conceito de resistência dos materiais se resume a quem consegue ser o mais rápido sem bater com o carro pois quanto a fiabilidade das mecânicas – excepção feita aos constantes problemas que Latvala tem tido esta época – elas estão de tal modo evoluídas que é pouco frequente vermos concorrentes a desistirem com avarias mas é muito frequente ver-se desistências devido a despistes e toques.

      Quando, nos anos ’80 fiz ralis em Portugal, houve provas de um dia onde tinha tantos quilómetros de troços cronometrados como hoje em dia tem uma etapa dum rali do Campeonato do Mundo.

      Num outro tópico, avancei com uma proposta sobre como tornear esta questão de ser o primeiro carro na estrada durante os vários dias de prova. Para quem, eventualmente, não tenha lido, aqui vai a descrição dessa proposta:

      1) – Os números de competição seriam atribuídos sequencialmente e de acordo com a classificação no campeonato do mundo do ano anterior.

      2) – O campeão do mundo, como detentor desse título, seria sempre o primeiro a partir para a 1ª etapa em cada uma das provas do WRC e seguir-se-iam, pela mesma ordem numérica, cada concorrente participante (nº 1; nº 2; nº 3, etc…)

      3) – A partida para as etapas seguintes seria dada de acordo com a classificação geral no final da etapa anterior.

      4) – Atribuir 0,5 ponto ao primeiro classificado de cada troço. Como em média os ralis actualmente têm entre 16 a 18 troços, estamos a falar no máximo de 9 pontos ganhos por um só concorrente se este vencesse todas as PEC’s.

      5) – Atribuir 3, 2 e 1 pontos aos 1º, 2º e 3º classificados no final de cada uma das etapas, excepto na última.

      6) – Terminar com a Power-Stage e portanto, com a atribuição de pontos suplementares num único troço à excepção do 0,5 ponto ao vencedor de cada troço, conforme referido no ponto 4.

      7) – Reduzir substancialmente as pontuações atribuídas aos classificados no final de cada rali de modo a valorizar mais as vitórias em troços e as classificações gerais no final de cada etapa que não a última.

      8) – A pontuação final de cada rali passaria dos actuais 25 pontos do primeiro classificado para:

      1º classificado: 12 pontos
      2º ” : 10 ”
      3º ” : 8 ”
      4º ” : 6 ”
      5º ” : 5 ”
      6º ” : 4 ”
      7º ” : 3 ”
      8º ” : 2 ”
      9º ” : 1 ”

      9) – Para tal, suponhamos que num rali com 18 troços cronometrados e 3 etapas, por exemplo, na hipótese mais improvável, mas não impossível – um só concorrente ganhar todas as PEC’s e, de igual modo, outro concorrente ficar sempre em 2º lugar e outro sempre em 3º lugar – vejamos como ficaria distribuída a pontuação no final desse rali:

      1º classificado: 27 pontos
      2º ” : 14 ”
      3º ” : 10 ”
      4º ” : 6 ”
      5º ” : 5 ”
      6º ” : 4 ”
      7º ” : 3 ”
      8º ” : 2 ”
      9º ” : 1 ”

      10) – Com estas medidas, tornar-se-ia apelativo ganhar o maior número de troços e terminar as etapas intermédias na melhor classificação possível ainda que isso implicasse ter de partir mais à frente nas etapas seguintes. Desse modo, talvez as queixas de se partir nos primeiros lugares para os troços terminassem já que essas posições seriam compensadas com as pontuações obtidas nas vitórias das PEC’s e nas pontuações intermédias conquistadas no final das 1ª e 2ª etapas, além de que, se por exemplo o campeão do mundo pudesse ser eventualmente ‘prejudicado’ no primeiro dia de prova por ser ele a abrir a estrada, já no segundo dia, em condições ‘normais’, partiria mais atrás e teria mais hipóteses de vencer troços e, com isso, compensar o facto de ter de abrir a estrada no primeiro dia.
      Uma coisa é fundamental; Os pilotos devem continuar a não ter acesso aos tempos intermédios dos outros concorrentes (split times) e também não poderão ser informados desses mesmos registos pelas suas equipas, seja por que via for, nomeadamente escrita, áudio, etc… pelo que a FIA teria que controlar as comunicações das equipas com os seus pilotos de modo a verificar se alguma infringia este ponto e, a acontecer uma situação dessas, aplicar de imediato a desclassificação do concorrente que fosse beneficiado com essa informação.

      Cumprimentos,

    • Kankkunenfan

      26 Outubro, 2016 at 22:47

      O caro fez aí uma confusão e conseguiu enganar uma duzia deles tambem!! Ora se Mikkelsen diz que todos pilotos deveriam ter oportunidade de vencer é porque de 1º,2º e mesmo 3º não se consegue (viu o rali de Portugal, amigo a olho nu se via a perda) ganhar. Depois fala na solução e do tempo em que os ralis tinham quase 600km de classificativas e onde pilotos trocavam de posições várias vezes. Diga-me um rali nos anos 90 onde um piloto tenha aberto a totalidade do rali e o tenha ganho!! E para ver o quanto esta regra tem de anti desportiva é fácil. Baste ir rever em que lugar estavam todos pilotos que ganharam ralis e sabe o que se concluiu após essas vitórias? É que com a soma dos 25 pontos, os que ganharam ao subir na tabela cada vez ficaram mais longe dos bons resultados. Paddon foi o que pagou mais caro, pois saiu duas vezes de estrada nos dois ralis seguintes. E para que saiba, não é só Mikkelsen. Se o AS se desse ao trabalho de saber mais, Sordo, Neuville e Ostberg tem precisamente a mesma opinião. Ostberg foi mesmo dos que mais pagou, ao ponto de ter de optar pela regularidade, tal como Sordo. E “se isto é rally” como o caro diz, como é que se explica que prefere dar vantagem a quem vem em 5/6/7… do que a quem vem em 1º? Essa está boa. Não confunda o facto de não gostar de certos pilotos com o.. “rally”! E para que saiba, este ano houveram 9 eventos onde passam o nacional local. Ogier ou Mikkelsen são os primeiros a varrer as “valas” que os clássicos de tracção traseira/dianteira ou integral deixam marcados no chão e que em nada têm a ver com as linhas por onde passa um WRC. Apanhe um voo para a Grã Bretenha, porque de facto, nunca li tanta asneira em relação a esta regra, que apenas e só é bem vista aos adeptos de pilotos que jamais venceriam sem ela, ou porque têm algum tipo de fobia que a era Loeb volte a aparecer. Embora seja difícil, porque se na era Loeb eram 2 equipas e 2 pilotos em luta, o que se tem visto tem sido bem diferente com ou sem esta anti desportiva regra. E que tal acabar com a hegemonia da F1? É só pôr o Rosberg no fundo da grelha após vencer a qualificação! Se até os promotores sabem que foram longe demais e fala aí nos anos 90, se soubesse um pouco do que fala, saberia que com Balestre ou Mosley esta regra jamais teria de sido aplicada.

  2. Cariocecus

    26 Outubro, 2016 at 11:33

    Por mim sorteava-se a ordem de partida em cada um dos dias dos ralis, a quem saiu a ‘fava’ de estar num dos primeiros três a abrir a estrada num determinado dia, estaria isento nos próximos três sorteios

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