WRC 2025: temporada de transição com novos desafios e mudanças significativas

Por a 18 Janeiro 2025 11:58

Arranca dentro de poucos dias mais uma temporada do Mundial de Ralis, um ano com mudanças significativas.

A era híbrida do WRC nasceu em 2022, mas com ela os custos atingiram proporções inimagináveis, o que aliado a todo o contexto geopolítico atual em todo o mundo, às rápidas e incertas transformações da indústria automóvel, e por fim à má promoção do Mundial de Ralis, a disciplina caiu para níveis complicados do lado das equipas, FIA e Promotor, mesmo que o espetáculo na estrada continue fantástico como (quase) sempre.

Não é decididamente, devido ao espetáculo que as equipas dão na estrada que o pináculo dos ralis está em crise, mas sim, consequência de tudo o que rodeia a modalidade, que precisa de mais concorrentes, de mais construtores, de mais equipas e por isso a FIA teve que ser drástica nas decisões que tomou.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, sabe bem que o WRC precisava de ter sido intervido há mais tempo, até pediu desculpas por isso, pelo tempo que está a demorar a resolver os problemas do Campeonato do Mundo de Ralis, desculpando-se com o facto de estar muito ocupado a tratar da FIA e assume que as decisões tomadas para 2027 são corajosas.

Esse é um tema para outra altura, porque até 2027 o WRC tem dois anos pela frente e por isso a FIA teve de mexer também no futuro próximo, e fazer alterações para 2025.

A retirada do sistema híbrido é vista como uma perda tecnológica, necessária para fazer baixar custos, até porque a recente decisão de ter que remeter os sistemas ao fornecedor em determinadas condições só estava a colocar ainda mais pressão financeira no que já era complicado. Por isso, cortou-se o mal pela raiz…

Assim, em 2025 os carros Rally1 deixam de contar com o sistema híbrido introduzido em 2022. O peso mínimo foi reduzido para 1180 kg, o restritor de ar ajustado (36 mm para 35 mm) de modo a manter uma relação peso-potência equivalente. A Hankook assume-se como novo fornecedor oficial de pneus, substituindo a Pirelli. Há também um novo sistema de pontuação: pontos atribuídos aos 10 primeiros e bónus para os mais rápidos no domingo e na Power Stage. Há ainda mudanças no Calendário, que se expande para 14 rondas, com a inclusão dos Ralis das Ilhas Canárias, Paraguai e Arábia Saudita.

Com novos regulamentos, pneus em desenvolvimento e alterações no calendário, 2025 promete ser uma temporada de transição e ajustes. A estreia da Hankook no fornecimento de pneus e o fim dos sistemas híbridos podem nivelar ainda mais a competição, sendo que a introdução de um novo fornecedor de pneus adiciona um elemento de incerteza, que naturalmente é igual para todos.

Mas continua a haver poucas marcas: apenas Hyundai, Toyota e M-Sport Ford competem, com poucas perspetivas de novas entradas. Aliás, o que há é dúvidas sobre o futuro da Hyundai: a permanência da Hyundai após 2025 é incerta, o que gera preocupações, porque a equipa ruma ao WEC com a Genesis, e até hoje nunca foi dito que iria permanecer no WRC no futuro.

Com a Ford apenas com jovens pilotos, e com pouca experiência, espera-se muita competitividade entre a Toyota e Hyundai já que o desempenho semelhante entre os carros promete disputas acirradas, voltando este ano a haver pilotos em part-time, como Sébastien Ogier e Martins Sesks, provavelmente outros, do lado da Hyundai.

O WRC2 está bem e recomenda-se, há muitos e bons concorrentes que prometem disputas intensas e por tudo isto o espetáculo na estrada está garantido, nesta ‘segunda divisão’ dos ralis.

Apesar dos desafios, a temporada de 2025 promete ser emocionante e com grande espetáculo. Será um ano de transição, mas não falta potencial para termos um campeonato, pelo menos, semelhante a 2024, com luta pelos títulos até aos derradeiros metros da última prova.

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1 comentários

  1. F1 FOR FUN

    18 Janeiro, 2025 at 12:29

    A Ford este ano nem conta para o Totobola.

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