WRC 2025: M‑Sport/Ford fecha ano mostrar andamento para vencer ralis

Por a 19 Dezembro 2025 15:53

A época 2025 do M‑Sport Ford World Rally Team no Campeonato do Mundo de Ralis voltou a evidenciar um ponto-chave: o Ford Puma Rally1 dispõe de ritmo para andar na frente, mas transformar essa velocidade em resultados consistentes continua a ser o maior desafio da estrutura de Cumbria.

Logo no arranque em Monte Carlo, Grégoire Munster conquistou a primeira vitória em especiais da sua carreira no WRC, sinal claro do seu potencial ao mais alto nível, enquanto Josh McErlean assinou uma estreia sólida em Rally1 ao terminar em sétimo, gerindo bem risco e ritmo numa das provas mais exigentes do calendário.

Na Suécia, Mārtiņš Sesks regressou com um convincente sexto lugar na sua primeira presença em neve no WRC, ao passo que Munster e McErlean voltaram a mostrar parciais rápidos antes de verem os resultados comprometidos por pequenos erros, incidentes tardios e condições em constante mudança.

O Safari Rally Quénia foi a exceção positiva mais clara. Numa das provas mais duras do ano, a equipa executou sem falhas de maior: Munster terminou em quinto, com vitória de especial e pontos na Wolf Power Stage, enquanto McErlean lutou contra reparações e perda de tempo até assegurar o 10.º posto, com todos os Puma Rally1 a chegarem ao fim.

Asfalto expõe fragilidades, terra castiga erros

O primeiro grande teste em asfalto seco, no Rali das Ilhas Canárias, expôs o quão curtas são as margens nesta superfície. Munster e McErlean tiveram dificuldades em encontrar confiança e extrair performance do conjunto, resultando num desfecho discreto que, porém, influenciou grande parte do trabalho de evolução em asfalto no resto da temporada.

Nas provas de terra de Portugal, Sardenha e Grécia, o cenário misturou ritmo encorajador com contratempos pesados: em Portugal, o andamento dos dois pilotos foi próximo e estável, mas na Sardenha e no Acrópole incidentes, furos e problemas mecânicos transformaram os ralis em exercícios de contenção de danos, ofuscando sinais de verdadeira velocidade.

Em pisos rápidos, o quadro tornou‑se mais nítido. Na Estónia, todos os Rally1 da equipa concluíram o rali sem contratempos relevantes, e na Finlândia a formação assinou um dos fins de semana mais completos do ano, com McErlean em sétimo, seguido de perto por Sesks e Munster, num resultado construído mais pela execução do que pela desistência de adversários.

Fim de época mostra evolução e potencial

As novas provas também puseram à prova a capacidade de adaptação. No Rali do Paraguai, fortes impactos afastaram Munster e McErlean antes de regressos em “super‑rally”, enquanto no Chile o estónio voltou a assegurar um top‑10 controlado, ao passo que o irlandês foi traído por uma falha técnica, e não por erro ao volante.

O asfalto de fim de temporada revelou progressos concretos: no Rali da Europa Central, McErlean igualou o seu melhor resultado de carreira com um sétimo lugar, e Munster mostrou maior competitividade apesar de uma saída de estrada no primeiro dia. No Japão, o luxemburguês rubricou a melhor classificação do ano para a M‑Sport, quinto da geral, graças a uma condução disciplinada em troços estreitos e técnicos, onde qualquer erro se pagava caro.

O fecho em solo saudita condensou todo o enredo de 2025 num só fim de semana. Num rali novo para todos, Mārtiņš Sesks protagonizou uma das exibições da temporada, vencendo especiais, liderando a prova e controlando o ritmo frente a vencedores estabelecidos.

A desistência devido a falha de pneu na derradeira jornada foi um golpe duro, mas deixou uma mensagem clara: a M‑Sport Ford dispõe hoje de carro e andamento para lutar por vitórias, faltando transformar esse potencial em consistência ao longo de todo o campeonato. Logicamente, foram os dois pilotos Gregoire Munster e Josh McErlean que não tiveram capacidade de fazer, por exemplo o que fez Martins Sesks na Arábia Saudita.

Há muito se sabe que a ausência de triunfos tem a ver com os pilotos e não com o carro ou com a estrutura, e o melhor exemplo que se pode dar são os anos de 2017 e 2018. Com Sébastien Ogier asseguraram dois títulos de Pilotos e um de Construtores.

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