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Skoda 130 RS (1975-1981): O Porsche do Leste | AutoSport

Skoda 130 RS (1975-1981): O Porsche do Leste

Por a 4 Dezembro 2022 12:45

Do Skoda 130 RS foram feitos uns 200 exemplares. Quase imbatível no Grupo 1, tinha tração e motor atrás e ficou conhecido como o Porsche de Leste. O Skoda 130 RS foi o carro mais bem-sucedido da história da Skoda nos Ralis, até certo ponto. Se a ‘contabilidade’ for feita agora, quase de certeza é o Skoda Fabia R5/Rally2. Venceu a sua classe no Monte Carlo de 1977 e a Suécia de 1978 e um sem fim de provas do Europeu e de campeonatos locais por trás da Cortina de Ferro. Por isso, foi chamado o Porsche de Leste. Hoje, é um carro raro, muito difícil de encontrar.

Começar por cima
O primeiro modelo com a sigla RS feito pela Skoda foi o 180 RS e, logo de seguida, o 200 RS, que se estrearam em Junho de 1974, no que era então (muito apropriadamente, convenhamos…) Skoda Rally. Os dois modelos representavam oficialmente a marca checa nos ralis mundiais ao mais alto nível. O mais potente era o 200 RS, que tinha um motor 2.0 com 163 cv e uma única árvore de cames à cabeça, capaz de catapultar o carro para lá dos 210 km/h. Parte do segredo dessa ‘performance’ estava numa transmissão feita pela Porsche e que estava associada ao motor.
Mas a vida destes dois modelos foi curta e sem grandes sucessos, nem sequer locais. Depressa a Skoda lançou aquele que se tornaria um ícone dos ralis, nas mais pequenas cilindradas, nos anos 70 e até 1981: o 130 RS. Foi em 1975 e estreou-se no WRC no RAC de 1976, com John Haugland/Fred Gallagher, vencendo logo a Categoria 1 na sua primeira prova.
O 130 RS tinha um pequeno motor de 4 cilindros e 1,3 litros de cilindrada com somente 140 cv, equipado com carburadores Weber de mistura óleo/ar, cilindros com cabeça de oito entradas e lubrificação por cárter seco. Muito leve, o 130 RS era capaz de chegar aos 220 km/h e o seu equilíbrio tornava-o quase imbatível a sua categoria, motores até 1.300 cc.
Quase sempre nas mãos de pilotos checos, a honrosa exceção foi o norueguês John Haugland, que se encarregou da maioria dos sucessos do carro de Mlada Boleslav, que deixou de se fabricar em 1981. E, nesse ano, o 130 RS ofereceu à Skoda o seu maior resultado até então: o título de Campeão da Europa, na categoria de Turismo.
Depois disso, a Skoda esteve afastada da competição por 20 anos, regressando depois de ser adquirida pela VW, no no ano de 2000, com o Octavia RS com motor a gasolina de 180 cv. Três anos mais tarde, surgiu o Fabia RS com motor turbo-Diesel de 130 cv. Começou então uma segunda vida da Skoda no panorama mundial do desporto automóvel. Em especial, no ralis, onde chegou a correr com o Octavia WRC no… WRC.

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