Sami Pajari: “reset” após desastre no Monte Carlo: irregularidade e pressão preocupam
Latvala exige “reset” a Pajari após desastre no Rali de Monte Carlo: pressão aumenta para o jovem finlandês na Toyota
Sami Pajari teve um Rali de Monte Carlo muito complicado, marcado por vários incidentes. Logo na segunda especial, bateu numa barreira de uma ponte devido ao gelo negro, danificando a suspensão traseira esquerda e sendo forçado a abandonar nesse dia. Após regressar, voltou a sair de estrada no sábado (PEC 12) devido a condições de neve lamacenta – ‘sopa’ – terminando o rali contra uma árvore.
O próprio piloto descreveu o seu fim de semana como “desesperante”, admitindo que não conseguia encontrar o ritmo e que nunca tinha sentido um rali tão difícil do ponto de vista pessoal. É verdade que foi uma prova de sobrevivência, mas algo se passou com Pajari, pois foi igual para todos, e quando se comete um erro na PEC2, voltar a sair de estrada é “proibido”. Os cuidados deviam ter sido outros. Será que ver a prestação de Oliver Solberg, recém-chegado à equipa, ‘mexeu’ com a cabeça de Pajari que está na equipa desde meados de 2024?
Jari-Matti Latvala, um perfeito conhecedor destas questões “da mente”, é o conselheiro ideal: Disse a Pajari para fazer um “Reset” Total, “esquecer absolutamente tudo” o que aconteceu no Monte Carlo. “Tudo tem de ser reiniciado e posto de lado. Ele não deve pensar em nada do que aconteceu no Monte, mas focar-se a cem por cento na Suécia”.
Em declarações ao Rallyjournal, Latvala usou o seu próprio exemplo para motivar o piloto, recordando que em 2008 também teve um Rali de Monte Carlo “terrível e embaraçoso”, onde bateu numa rocha e partiu a suspensão. No entanto, após fazer um “reset”, conseguiu vencer a prova seguinte na Suécia.
O problema de Pajari é simples e fácil de perceber: está a tentar afirmar-se na equipa, mas continua muito irregular, e vê pilotos na equipa chegarem e fazerem muito melhor em muito menos tempo. Só conseguiu vencer mais troços em 2025 do que Gregoire Munster e Josh McErlean, triunfou em menos de metade dos troços que Takamoto Katsuta, isto para não falar em Solberg, claro que está claramente noutro patamar e ainda agora chegou à equipa. Resumindo, está a acusar a pressão de ter que fazer melhor e não está a conseguir.
Embora compreensivo, Latvala não esconde a sua desilusão, mencionando que esperava ver maior desenvolvimento nesta temporada, mas que o rali de Pajari foi “atabalhoado” do início ao fim.
Portanto, a ordem é clara: Pajari tem de limpar a mente para o Rali da Suécia, uma superfície onde os finlandeses costumam ser muito fortes. Latvala acredita que Pajari tem o talento necessário, mas precisa de recuperar a confiança perdida após este “choque de realidade” no asfalto gelado de Monte Carlo. É óbvio que a prova foi complicadíssima para todos e até o vencedor podia ter acabado o rali ‘plantado’ na neve, mas desistir duas vezes foi mau demais. Tem de responder rapidamente, senão pode entrar numa espiral que é ainda mais difícil de sair.
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