Rali Safari: FIA justifica-se após críticas dos pilotos

Por a 14 Março 2026 09:19

A FIA respondeu às críticas dos pilotos no Rali Safari Rally Quénia, esclarecendo a decisão de reforçar as zonas delimitadas por fita nos quilómetros finais das especiais Elmenteita (SS12/15) e Sleeping Warrior (SS13/16), depois de vários concorrentes denunciarem alterações às condições da estrada entre os reconhecimentos e a prova. Segundo o organismo, a intervenção foi feita “em conformidade com o regulamento” e comunicada atempadamente às equipas, com recurso a vídeo para atualização das notas de andamento.

Só que há algo que “não bate a bota com a perdigota” já que na sua comunicação a FIA refere “taping” e no jargão dos ralis, “taping” designa a colocação de fitas de segurança ao longo da estrada, usadas para fechar acessos, impedir cortes de curva e definir zonas proibidas ou limitadas, tanto para carros como para público.

E a maioria dos pilotos furaram, e não foi certamente por causa das fitas, mas sim por causa de pedras.

Portanto, agora só falta esclarecer se foi coincidência quase todos os pilotos furarem. Pelos vistos, com as alterações, os pilotos andaram um pouco por todo o lado, e alguns encontraram pedras. Aqui o problema foi que apesar da FIA ter alertado para os ‘paus’ e as ‘fitas’, estas desapareceram rapidamente e lá estavam pedras, que alguém se esqueceu de avisar. Resta saber se foi excesso de zelo de quem montou os paus e as fitas, o que é certo é que não é normal tantos furos. são coincidências a mais, algo aconteceu…

Na comunicação oficial, os organizadores explicam que, ao abrigo do Artigo 19.2 dos Regulamentos Desportivos do WRC 2026, foram adicionadas fitas nos últimos 1,13 km de Elmenteita e nos últimos 0,9 km de Sleeping Warrior, depois dos reconhecimentos, para garantir o cumprimento do percurso definido.

A FIA sublinha que esta medida foi tomada porque, após o recce, “ficou claro que os concorrentes estavam a desviar-se de forma substancial da estrada definida”, usando zonas fora da faixa principal para otimizar trajetórias. Neste contexto, o “taping” surge como ferramenta de controlo de segurança e de respeito pelo traçado aprovado, desenhando, na prática, um “corredor” obrigatório até à linha de meta.

Posição oficial da FIA: alterações comunicadas e dentro das regras

Em resposta direta à polémica, um porta-voz da FIA detalhou o processo seguido. “Após a conclusão dos reconhecimentos em SS12/15 e SS13/16, tornou‑se claro que os concorrentes se estavam a desviar de forma substancial da estrada definida”, refere a nota, justificando a instalação de barreiras e fita adicional nos segmentos finais de ambas as especiais.

Segundo o mesmo responsável, após a montagem destas medidas, o diretor de prova emitiu a Comunicação n.º 8 às 17h45 de 13 de março, informando oficialmente os concorrentes das alterações e, em linha com a prática habitual no WRC, foram distribuídos vídeos das secções modificadas para todas as equipas. O objetivo, sublinha a FIA, foi “fornecer tempo suficiente para rever as mudanças e ajustar as notas de andamento em conformidade”, procurando mostrar que não houve surpresa deliberada em contexto competitivo.

Na perspetiva do organismo, a intervenção cumpre o equilíbrio previsto no regulamento: por um lado, o princípio de que o traçado não pode ser alterado de forma inesperada; por outro, a obrigação de garantir segurança, respeito pelo percurso definido e controlo das trajectórias em zonas sensíveis. A controvérsia, porém, deverá continuar a alimentar o debate dentro do WRC sobre até onde pode ir este tipo de “afinação” das especiais entre os reconhecimentos e a hora da verdade…

FOTO @World

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