Rali de Portugal: que tipo de espectador és tu? Resultados: Mais de 60% ficam na mesma ZE

Por a 8 Março 2026 20:13

Mais de 60% dos inquiridos optam por não se deslocar entre passagens…

A maioria dos adeptos do Rali de Portugal prefere assistir à prova a partir de uma única Zona Espetáculo (ZE). Segundo um inquérito realizado aos leitores, 33,9% indicaram que costumam “ir cedo, escolher uma ZE e passar lá o dia”, enquanto 28,1% revelaram que “dormem no carro ou em tenda para ficar logo junto da especial”, ou seja, também nas ZE determinadas pelo ACP, porque fora disso pode não ser possível.

No total, 62% dos participantes afirmaram não se deslocar entre passagens – porque quem leva o carro para junto das especiais dificilmente sai de lá entre passagens, embora seja possível, devendo permanecer no mesmo local ao longo do dia. Já 14% disseram escolher uma primeira ZE logo de manhã, mudando depois para outra na segunda passagem, demonstrando uma abordagem mais dinâmica à prova.

Mobilidade e planeamento condicionam experiência

Embora seja possível assistir a mais do que um troço no mesmo dia, essa opção requer bom planeamento e conhecimento do percurso. Algumas Zonas Espetáculo apresentam acessos mais limitados e eventuais (e quase certas) saídas demoradas, o que leva muitos fãs a optar por permanecer num único ponto.

Entre os adeptos mais aventureiros, 6,6% afirmaram andar de jipe com amigos, explorando caminhos menos convencionais — uma escolha que, embora excitante, traz riscos de cortes de estrada ou fortes condicionamentos. Outros 5% representam o grupo dos chamados “clássicos”, que sobem a taludes, árvores ou penedos para garantir uma melhor perspetiva da prova.

Outros perfis de espetadores

Uma minoria mais espontânea (3,3%) admite chegar em cima da hora e assistir onde conseguir, enquanto 2,5% seguem o rali a partir de casa, através da televisão e redes sociais. A mesma percentagem corresponde aos espetadores VIP, que usufruem de acesso privilegiado às Zonas Espetáculo, com todo o conforto incluído.

Por fim, cerca de 9% dos inquiridos afirmaram ter vivido diversas experiências ao longo dos anos, desde assistir em áreas VIP até acompanhar o rali de jipe ou autocaravana. Entre as respostas mais curiosas destacam-se: “Sou comissário técnico”, “Dispenso as mordomias dos Rally Pass” ou “Fujo das Zonas Espetáculo”.

Esta diversidade de comportamentos demonstra que, seja junto à pista ou através do ecrã, o Rali de Portugal continua a captar a paixão e dedicação dos adeptos, que vivem cada edição de forma única.

Legenda

1 – Durmo no carro ou em tenda para ficar logo à beira/junto da especial

2 – Vou cedo, escolho uma ZE e passo lá o dia

3 – Vou cedo, escolho uma ZE, mas vou para outra na 2ª passagem

4 – Ando de jipe com os amigos, vou por onde poucos vão…

5 – Só zona VIP: bom acesso, boa vista e conforto garantido

6 – Sou dos clássicos: subo a taludes/árvores/penedos para ver melhor

7 – Chego em cima da hora e vejo onde conseguir

8 – Fico em casa a ver tudo na TV e nas redes sociais

Comentários

“Já fiz um pouco de tudo, desde ir para a zona VIP até ir de 4×4 e ir onde poucos vão. Ultimamente é ir para uma ZE, e ver as duas passagens e no dia seguinte ir a outra ZE”

“Sou comissario técnico”

“Vou mais tarde, mas escolho criteriosamente as ZEs que me permitem estacionar e sair com menos dificuldade. Dispenso as mordomias dos Rally Pass. Sou capaz de transpor determinados obstáculos a pé (clássico) para zonas com pouco público”

“Fujo das ZE”

“Vou de autocaravana os 4 dias com amigos”

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1 comentários

  1. jose melo

    9 Março, 2026 at 13:03

    Ainda sou do tempo em que ver o Rallye de Portugal era verdadeiramente o acontecimento do ano.No início da década de 70.Em que as assistências eram feitas no final de cada PEC.Era uma experiência que ainda hoje motiva saudades.E quantas classificativas se viam?Todas.Claro que nesse tempo a diferença entre os carros “oficiais” e os nossos eram gigante (muito mais que agora) e portanto os carros “oficiais” giros de ver.Por exemplo: nas sextas-feiras do Norte em Fafe Lagoa viam-se 8/9 carros e ia-se a toda a velocidade para a Cabreira.E quando digo toda a velocidade era como loucos como se a estrada “fosse nossa” atingindo numa reta velocidades na casa dos 170 ms/hora.Na Cabreira via-se 12/13 carros e fazia-se o mesmo a ir para o Marão.E era assim de PEC em PEC dependendo das distâncias, via-se mais ou menos carros. Só na última PEC do dia se viam os carros todos. Quando o Rallye de Portugal alcançou o título de “melhor do Mundo” a afluência de gente passou a ser gigantesca. Por exemplo no ano anterior na ponte da Cabreira estavamos uma dúzia de pessoas; após o título nem cabíamos.Após isso, e ra tanta gente nas estradas que não só começou a ser difícil fazer isso, como começou a ser perigoso pois faziam-se autênticas corridas nas estradas. Então foi necessário recorrer às rádios e aos jornais da terra para ter “livres-trânsito” que permitiam ir onde aos “normais” não era possível.E é nessa altura que sobressai o saudado Capitão Quesada da GNR que era responsável pela organização da GNR e que facilitava muito a quem estava credenciado. Chegava inclusive a ser “um nos nossos” a abrir estrada no seu Golf GTI para chegarmos a tempo.
    Isto é que era.
    Quando começaram os Parques de Assistência e as ZE´s, onde quem quiser ver, é obrigado a ser nesses locais, e embora compreenda perfeitamente que provavelmente só assim é possível ser seguro, para mim pura e simplesmente foi o fim. Nunca mais vi o Rallye de Portugal, nem qualquer outro rallye em Portugal. Gosto de ver onde me apetece, obviamente sempre em segurança.
    Tudo isto como espetador, não com outras variantes.

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