Rali de Monte Carlo: Boa luta no WRC2, Lancia na luta mas é a Citroën que lidera
A categoria WRC2 no Rali de Monte Carlo está a ter bastante atenção e a ser um dos focos de maior interesse, não só pela luta intensa, mas pelo regresso histórico de uma marca mítica, a Lancia.
Depois de muita coisa já ter acontecido até aqui, Léo Rossel e Guillaume Mercoiret (Citroen C3 Rally2) são os líderes, com 31.2s de vantagem sobre Nikolay Gryazin e Konstantin Aleksandrov (Lancia Ypsilon HF Rally2), e Eric Camilli e Thibault De La Haye (Skoda Fabia RS Rally2) a 13.1s do piloto russo.
A grande notícia deste rali é, logicamente, a estreia oficial do Lancia Ypsilon HF Rally2. A marca italiana regressou ao mundial com estrondo, mas para já com sentimentos mistos: Nikolay Gryazin (Lancia) dominou o primeiro dia (quinta-feira), terminando a noite como líder do WRC2 e mostrando que o novo carro é competitivo logo “ao sair da caixa”.
Em contraste, o seu colega de equipa, Yohan Rossel, teve um início desastroso, batendo numa parede logo na primeira etapa e sendo forçado a abandonar precocemente, um balde de água fria para as aspirações da Lancia em colocar os dois carros no topo. Rossel voltou esta manhã e já ganhou um troço.
A manhã de hoje tem sido uma batalha de “xadrez” nas estradas escorregadias dos Alpes Franceses: Léo Rossel (Citroën C3 Rally2), irmão de Yohan, assumiu o protagonismo e tem estado num ritmo fortíssimo, tendo inclusive saltado para a liderança da categoria durante a manhã de sexta-feira (após a PEC5). Nikolay Gryazin continua na luta direta, tentando gerir a pressão dos rivais e adaptando-se às mudanças constantes de aderência, mas já se aproximou cerca de 10 segundos da frente, face a onde terminou ontem ao fim do dia.
Eric Camilli (Skoda Fabia RS Rally2), experiente piloto francês, está 13.1s logo atrás e mantém-se no pódio provisório, à espreita de poder chegar mais à frente.
As condições têm sido descritas pelos pilotos como um “inferno” devido ao gelo negro e à lama trazida pelos cortes nas curvas. No WRC2, onde os carros não têm a mesma potência e aerodinâmica dos Rally1, a gestão dos pneus (os polémicos Hankook) tem sido ainda mais crítica. Vários pilotos, como Roberto Daprà e Pepe López, têm tido “sustos” consideráveis, com toques ligeiros que, felizmente, não os tiraram da prova.
Para que se perceba que o WRC2 é um bom viveiro de valores, Oliver Solberg, campeão do ano passado no WRC2, este ano está a correr na categoria principal (Rally1) com a Toyota, e lidera o Rali de Monte Carlo à geral.

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