Rali da Finlândia: Primeira vitória de Esapekka Lappi
Esapekka Lappi venceu o Rali da Finlândia, naquela que é a primeira vitória da sua carreira no WRC, isto depois de ter começado a correr na categoria principal apenas a partir do Rali de Portugal. Elevando o nível a cada rali, o jovem finlandês lutou ao décimo de segundo com o seu experiente companheiro de equipa, Jari-Matti Latvala pelo triunfo. Ontem, um problema no Yaris WRC de Latvala quando este já se tinha distanciado 8.5s deixou o caminho aberto para Lappi, e apesar de um pequeno susto na penúltima especial, com um problema numa jante, o finlandês assegurou uma merecida vitória.
Grande rali também de Elfyn Evans, que terminou em segundo depois de suplantar Juho Hanninen por três décimos na última especial quando partiu para o troço a 0.9s do finlandês. Pelo meio, ‘roubou’ um ponto na Power Stage a Thierry Neuville, impedindo que o belga passasse para a frente do campeonato, pelo que Ogier e Neuville estão agora empatados na classificação do Mundial de Pilotos: “Foi um fim de semana difícil. A sexta-feira esteve longe de ser ideal. Naquela altura, nunca pensámos poder estar aqui nesta posição, mas continuámos a forçar o andamento. O segundo lugar aqui é realmente positivo, mas precisávamos de um bom resultado. Finalmente, as condições reuniram-se”, disse.
Juho Hanninen perdeu o segundo lugar para Elfyn Evans por três décimos, mas de qualquer forma é o primeiro pódio do finlandês no WRC: “Cometi um pequeno erro no começo do troço. Sabíamos que seria difícil, mas tudo bem, ao mesmo tempo, temos que ser realistas este é o nosso primeiro pódio!”
Teemu Suninen ficou fora da luta pelo segundo lugar na PE24 depois duma saída de estrada em que as coisas podiam ter terminado bem pior. O carro ficou suficientemente bem para terminar o rali na quarta posição, sem pára-choques e o ‘pacote aero’ da dianteira, mas o que fica é um magnífico rali por parte do jovem finlandês, que, recordamos fez apenas o seu segundo rali com um WRC, mas a verdade é que o finlandês não estava contente no final: “É difícil de dizer qualquer coisa. O rali foi realmente bom, o ritmo foi bom, melhor do que qualquer um esperava, e eu estava em segundo. Aí cometi dois erros e ficámos em quarto. Sinto-me dececionado, mas amanhã o sentimento será melhor. Este é o meu segundo rali com este carro, e estive na luta por um pódio, acho que é muito bom”. Sem dúvida!
Craig Breen termina novamente um rali no quinto lugar do geral, a quinta vez esta temporada, sendo claramente o melhor Citroën. “O ano passado foi incrível o meu rali aqui e eu estava no topo do mundo. Agora, digo que tenho um grupo incrível de pessoas ao meu redor, trabalhando com grande afinco. Nós só precisamos de mais confiança. Todos trabalhamos duro, e simplesmente tudo precisa se unir…”
Empatados no comando
Foi, globalmente, um fim de semana sem grande brilho para Thierry Neuville, que depois do abandono de Sébastien Ogier na sexta-feira, recuperou 11 pontos ao francês, precisamente os que tinha de atraso, pelo que está agora empatado no comando do Mundial de Pilotos com o francês: “Procurámos recuperar o mais possível ao Seb. Mesmo que o ritmo não tenha estado lá neste rali, tenho uma ótima equipa atrás de mim que está a trabalhar muito para melhorarmos.”
Ott Tanak termina a prova no sétimo lugar da geral num rali condicionado pelo furo do primeiro dia. Hoje, venceu a PowerStage, somando cinco pontos adicionais: “Eu sabia que havia alguma limpeza para o Jari-Matti fazer, então aproveitei.”
Oitavo da geral para o vencedor do ano passado, Kris Meeke: “Foi um fim de semana muito complicado, tem que se vir aqui com toda a confiança e depressa isso nos afetou. O próximo rali é em asfalto, temos algum trabalho para fazer, vamos ver o que fazer. Nono lugar para Dani Sordo: “Foi um rali difícil para nós e para a nossa equipa, agora é esquecer e encontrar um bom set-up para o Rali da Alemanha e vencer lá”
Mads Ostberg foi décimo: “As chances de um bom resultado foram-se com uma ligeira saída para uma vala no sábado: “Foi uma boa experiência, um dos melhores ralis que fiz este ano. Gostei de ter o Torstein ao meu lado. tivemos alguma má sorte, mas fiquei contente com o ritmo. Venha o próximo.” Latvala terminou desanimado, mas ciente que fez o que pode para vencer, pois uma falha da ECU (basicamente o processador do computador do Yaris WRC) custou-lhe a liderança: “Foi o melhor que conseguiu fazer, o abandono foi como uma facada”
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João Pereira
30 Julho, 2017 at 14:09
Finalmente um piloto verdadeiramente promissor para bater Ogier. Neuville e Latvalla que se cuidem.
Hyundai a grande desilusão, Acredito que Neuville é capaz de fazer melhor na Finlândia em termos de andamento, mas a alta velocidade é sempre um risco que um piloto que começou o ano a bater em tudo o que lhe aparecia à frente e dos lados não quer correr.
Citröen em desespero até já pensa em convencer Loëb que os ralis serão o seu futuro depois de mais um Rally Raid para esquecer, mas eu acho que ele não vai arriscar um regresso, que seja pouco mais que esporádico (leia-se Monte Carlo e Corsega).
Uma palavra para a Toyota e principalmente Tommi Makkinen, que conseguem uma excelente performance logo no ano de estreia, batendo o que a Hyundai fez nos últimos anos, bem como a M-Sport nos últimos muitos anos e sem Ogier.
Parabéns ao WRC, que criou novos carros espectaculares, mas eu gostava de ver o que aconteceria com o lider do campeonato menos penalizado. De qualquer forma, eu acho que Lappi teria vencido na mesma.
Há que saudar também o andamento de Evans e Suninnen, que estão a crescer cada vez mais.
Temos pilotos e carros, para no futuro temos um WRC diferente do que tem acontecido neste inicio de século.
Fantástico.
fjdnt123
30 Julho, 2017 at 19:03
Um piloto verdadeiramente promissor mas que também, com 50 segundos de avanço e duas pequenas Pec´s para percorrer, deu um toque que lhe poderia ter sido fatal e aí… seria tão promissor como o Suninen que depois daquela “porrada”… não sei como chegou ao fim da Pec e do rallye.
O Evans fez um bom rallye, sem duvida, mas passa de 5º para 2ª (e até podia ter sido para 1º) à custa das azelhices e azares alheios.
Neuville teve 2 pequenas falhas e pagou-as demasiado caras fazendo provávelmente a Hyundai perder o titulo de marcas e a ele o de pilotos (basta refazer as contas acrescentando 50 pontos de 2 vitórias ao score dele e da equipa e retirar os dividendos respectivos aos que disso beneficiaram ).
Por isso e porque o Paddon teima em só fazer asneiras é ele que transporta nos ombros a equipa (Sordo lá dá uma ajuda).
Para mim atendendo aos problemas sentidos na Finlandia fez um rallye inteligente.
Ogier bateu o que não é habitual. A pressão vem mais de dentro da equipa (colegas rápidos) do que de fora (onde também tem tido alguns bónus).
Relativamente à Toyota que andou quase 2 anos a preparar-se para o WRC (a tempo inteiro) entrou com o estatuto parecido ao da Citroen no WTCC. Não foram surpresa para mim os bons resultados obtidos e só não foram melhores porque ao contrário do WTCC todos os outros evoluiram na mesma proporção.
Aguardemos pelo asfalto.
A Citroen é o unico “Case-Study” que aqui existe. Que o carro não é o melhor já percebemos mas acho que a história do Loeb é mais uma de quem é responsável e está a atravessar uma fase de desvario que não ajuda em nada a equipa.
Mcrae
30 Julho, 2017 at 17:55
Se não era o problema eléctrico no carro do Latvala e se o Hanninen conseguisse superar o Evans, tínhamos um pódio Toyota..
A Hyundai realmente foi a maior desilusão, mas este também não era o rali deles. O Neuville preocupou-se mais em acumular pontos do que em arriscar. O Paydon bateu e o Sordo já não tem alma para se bater com os mais rápidos.
Está-se a preparar um final de campeonato ao rubro, foi mesmo pena o problema do Latvala, se ganhasse aproximava-se do Ogier e do Neuville no campeonato.