Oliver Solberg: a cronologia de uma vitória histórica no Rali de Monte Carlo
Quando Oliver Solberg subia à rampa de partida do Rali de Monte Carlo não imaginava o que se ia seguir, mas quando terminou a PEC1 Toudon / Saint-Antonin com o Toyota GR Yaris Rally1, o coração acelerado pela pressão de um sonho que começava ali, no coração do Monte Carlo, era também de felicidade. tinha feito o segundo tempo, num contexto difícil, as coisas começavam bem: “Está mais lamacento, a sensação estava bastante ok. Tentei ter cuidado com os pregos, mas foi difícil”, confessava após um segundo lugar que já o colocava entre os gigantes.
Solberg sentia o carro vivo, estava pronto para o que viria.
Logo a seguir, a escuridão da PEC2 Esclangon / Seyne-les-Alpes engolia tudo, mas as coisas correram ainda melhor: “Meu Deus, foi a coisa mais louca da minha vida, pensei que saía de estrada tantas vezes”. Primeiro lugar absoluto, liderança geral assumida. O risco pagava dividendos, e o jovem sueco começava a acreditar.
Na PEC3 Vaumeilh / Claret 1, o nevoeiro transformava a estrada num túnel branco. “Tanto nevoeiro, meu Deus. E lama por todo o lado. Com este nevoeiro quase saía cem vezes. Ainda lideramos, bom dia então”. A prova endurecia, mas Solberg mantinha o controlo e de repente, tinha 44.2s de avanço para o segundo, Elfyn Evans..
A manhã do segundo dia trazia a PEC4 Laborel / Chauvac-Laux-Montaux 1, e Solberg atacava com confiança renovada. “A equipa de batedores fez um trabalho incrível, confiei 100%! Rali longo e traiçoeiro, nada é seguro”, exclamava após nova vitória no troço e liderança alargada. A máquina Toyota respondia, o sueco voava. Avanço passou para 1m10s.
Na PEC5 Saint-Nazaire-le-Désert / La Motte-Chalancon 1, o destino mordia: furo no dianteiro esquerdo. 18:25.9, quarto lugar, mas liderança intacta. Margem caiu para 43.5s. Solberg rangia dentes mas não quebrava. A PEC6 La-Bâtie-des-Fontes / Aspremont 1 foi de redenção: “Estava a limpar um pouco mas tinha lama na segunda parte. Um pneu de neve, loucura. Forcei muito. Ainda falta muito, tarde dura”, repôs a margem para o segundo em 1m04.2s.
A PEC7 Laborel / Chauvac-Laux-Montaux 2 confirmava a sua supremacia: “Muito complicado, lama por todo o lado. Não é fácil com estes pneus, mas dei o meu melhor. Cuidadoso, como todos”, 1m07.0s de liderança. Na PEC8 Saint-Nazaire-le-Désert / La Motte-Chalancon 2, a escuridão traía: “Está escuro, não vejo nada comparado aos primeiros.”, terceiro mas a margem na frente caiu quase nada: 1m05.6s.
A PEC9 La-Bâtie-des-Fontes / Aspremont 2 foi de sobrevivência: “Só queria passar, tanta coisa a acontecer. Opção cruzada má escolha. Mas alarguei liderança, feliz. Sempre complicado”, margem passou para 1m08.4s.
O terceiro dia abria com PEC10 La Bréole / Bellaffaire 1 nevosa: “Não preparei bem os pregos, perdemos muito. Erro fácil pode acaba o rali em meio segundo”, quarto mas líder com 51.4s. E quanto aos erros, mal ele sabia o que lá vinha…
Mas a PEC11 Vaumeilh / Claret 2 trazia alívio: “Pregos funcionam agora, mais fácil. Mais confortável”, vitória e margem de novo acima do minuto.
Depois, o enorme susto da PEC12, La Bréole / Bellaffaire 2: “Eu não sei o que aconteceu, fui tão cuidadoso durante toda a especial. Tentei seguir os trilhos e na saída havia apenas neve. Tive muita sorte em sair dali.” Uma saída de estrada, acreditou, acelerou – se deixasse o carro parar provavelmente não teria tração para sair, manteve o ‘momentum’ do carro e voltou para a estrada à bruta. E ainda ganhou o troço: vantagem, 1m04.7s. O dia terminou no circuito do Mónaco (PEC13), muita chuva, mas sem problemas: “Primeiro donut terrível. Chuva imensa, não queria estragar.” Líder com 59.3s.
PEC14 Col de Braus / La Cabanette 1, vieram os nervos: 11º do troço, mas estava mau para todos. Ainda assimperdeu nove segundos para Evans, o avanço caiu para 50.8s.
Logo a seguir na PEC15 La Bollène-Vésubie / Moulinet 1 rodava num gancho a seguir ao Col du Turini: “Pequeno pião em travagem”, margem caiu para 42.0s.
Na PEC16, novamente Col de Braus / La Cabanette, segundo no troço, volta a ganhar tempo a Evans. O rali estava na mão, era só levar o carro até ao fim.
A Power Stage PEC17 La Bollène-Vésubie / Moulinet 2 era o clímax. Solberg cruzava a meta em segundo atrás de Evans e sagrava-se vencedor absoluto: “Ainda não entendo bem este momento. Mais um dia emocional. Foi o Rali mais difícil da vida. Primeiro em asfalto no carro e ganhamos. Obrigado Toyota pela confiança. Equipa excepcional.”
Desta forma, Solberg tornou-se o mais jovem vencedor do Rali de Monte Carlo com seis vitórias em troços, três saídas de estrada e um furo, sobrevivendo ao caos para liderar quase do início ao fim. Só não esteve na frente na especial de abertura da prova…
FOTO @World
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