Ogier vence pela 5ª vez Rali da Sardenha, seis seguidas da Toyota no WRC 2025

Por a 8 Junho 2025 13:16

Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1) venceu o Rali da Sardenha, naquela que é a sexta vitória seguida da Toyota no WRC 2025. A Hyundai esteve melhor, do que em provas anteriores, Ott Tänak (Hyundai I20 N Rally1) foi segundo, dando muita luta ao vencedor, mas ainda esteve longe de ser suficiente, pois o francês da Toyota teve um fim de semana sem erros e com ritmo, um degrau acima de todos os adversários.

Kalle Rovanperä (Toyota Gr Yaris Rally1) terminou no pódio uma prova que não gosta, e com isso minimizou perdas no campeonato, até porque venceu a PowerStage e o Super Domingo, aproveitando o erro de Ogier no derradeiro troço da prova, com o francês a cair para terceiro do Super Domingo.

Globalmente, entre erros, furos e carros menos rápidos e bem afinados, a Hyundai esteve ainda longe de poder bater a Toyota. Começou bem, mas depressa foi ‘andando’ para trás.

A Toyota esteve igual a si própria, quando não é um, é outro, e os seus três mais destacados pilotos já venceram ralis este ano, Sébastien Ogier (Toyota GR Yaris Rally1), Kalle Rovanperä (Toyota GR Yaris Rally1) e Elfyn Evans (Toyota GR Yaris Rally1), que nesta prova foi quarto, minimizando, também, as perdas.

Do lado da M-Sport/Ford, um desastre, com os seus carros a ‘ficarem’ todos no mesmo troço, espaçados por minutos. Quase nunca visto no WRC.

Quarta prova, terceira vitória para Sébastien Ogier (Toyota), que continua a mostrar ao mundo que se ainda tivesse ‘paciência’ para disputar todo o calendário do Mundial de Ralis, no mínimo continuaria a lutar pelos títulos. É verdade que já leva 20 anos de carreira nos ralis, e desde 2022 que já não faz calendários completos, mas ainda assim, nestes quatro anos, em 27 ganhou nove ralis, 33% das provas que realizou. Notável.

E mais uma vez, voltou a fazer o mesmo neste rali, que triunfou com grande mérito, mostrando ser, quase sempre, o mais forte. Cometeu um erro na PowerStage, saindo de frente e batendo ligeiramente numa árvore, mas podia ter corrido mal, pois na última especial passou de 17.2s para 7.9s, com que terminou a prova…

Na sexta-feira de manhã entrou a vencer, liderou brevemente, caiu para 3º, de tarde já liderava aproveitando o erro de Adrien Fourmaux: “Foi um bom dia, sem dúvida. Fiz tudo o que podia hoje, por isso estou contente com isso”.

No sábado começou por perder algum tempo na poeira atrás de Fourmaux, recebeu um tempo nominal e manteve a liderança: “O incidente com o Adrien foi um pouco perturbador, mas tentámos manter a calma e insistir na última corrida.” De tarde foi consistente, venceu três especiais e ampliou liderança para 11.1s: “Foi um dia longo. A tarde foi dura. Mas estou contente até agora, acho que consegui gerir bem o rali até esta altura”, disse.

Quando Ott Tänak (Hyundai) não tem o carro afinado como gosta, ‘sofre’ demais, mas ainda assim foi ele que deu a luta possível a Ogier, mas um furo no sábado, atirou a margem para algo que seria arriscado tentar ir buscar. Preferiu olhar para as contas do campeonato, e sabendo que Ogier não o faz todo, obteve bons pontos.

No primeiro dia de manhã era 4º, faltava-lhe ritmo, mas as coisas melhoraram de tarde e subiu para 3º, mesmo com um amortecedor danificado. No sábado de manhã assumiu o segundo lugar após furo de Adrien Fourmaux, e de tarde venceu as duas passagens de Lerno–Su Filigosu e manteve pressão sobre Ogier. No domingo, não conseguiu aproximar-se e preferiu olhar pelos pontos…

Kalle Rovanperä (Toyota) continua longe da forma que já mostrou em anos anteriores e a sua explicação reside nos novos pneus da Hankook, que tem vindo a alertar para o facto de serem diferentes ao ponto do ter que mudar o estilo de pilotagem. Ainda por cima, a Sardenha: “sempre foi uma prova difícil para mim”, admitiu.

Apesar das dificuldades, ajustes feitos no carro permitiram-lhe melhorar o desempenho, mas continuou sempre sem ficar totalmente satisfeito com o comportamento do carro, referindo desgaste excessivo dos pneus.

Na sexta-feira de manhã sofreu muito com a posição na estrada e o piso solto, terminou em 7º, de tarde subiu para 5º mostrando maior com constância, continuou a melhorar a classificação frutos dos erros à sua frente, terminou a manhã de sábado no terceiro lugar que manteve no fim do dia, apesar de uma prova discreta, beneficiando da eliminação de rivais.

Já se calculava que Elfyn Evans (Toyota) tivesse muitas dificuldades ao abrir a estrada, e se em Portugal, onde o problema era um pouco menor, mesmo assim teve uma péssima prova. Na Sardenha esteve um pouco mais ‘lutador’, mas sendo primeiro na estrada, foi como se esperava muito prejudicado, terminou o primeiro dia em 8º, no final do primeiro dia era sexto, no sábado ganhou uma posição para 5º e depois para quarto após o erro de Pajari.

Ainda assim, perdeu algum tempo ao trocar um roda, fruto de um furo, mas o quarto lugar final não é nada mau depois de ter sido sexto em Portugal. A este ritmo, vai perder rapidamente o avanço que tem no mundial, mas Ogier já tinha avisado para isso: sair na frente nas provas de terra é muito mau e Evans tem ainda a Grécia, Estónia, Finlândia, Paraguai e Chile. Se não chover forte em nenhuma, é uma questão de apostar quando vai perder o avanço.

Takamoto Katsuta (Toyota) terminou num quinto posto ‘simpático’ com o japonês a continuar a cometer demasiados erros face à experência que já tem. A sensação que fica é que já atingiu o seu potencial máximo, em termos de rapidez, e agora só a experiência lhe pode dar melhores resultados, eventualmente um triunfo, mas Mikko Hirvonen já está há algum tempo a preparar a próxima fornada pelo que a vida do japonês no WRC pode não ter muito mais futuro, embora possa manter-se, dependendo como mudam as regras e os custos.

Na 6ª feira, rodava num sólido sexto posto, até um capotanço numa zona lenta. Caiu uma posição, recuperou, no sábado, perdeu muito tempo ao trocar uma roda, desceu de novo para 7º. Recuperou posições com os abandonos ou problemas à sua frente.

Sami Pajari (Toyota) terminou atrasado, mas começou bem, terceiro, depois caiu para o 5º lugar, era quarto quando deu um toque numa pedra. Depois, no sábado de manhã perdeu tempo após sair largo na PEC9, caiu para 4º e de tarde, mais problemas, tendo que trocar uma roda após um impacto. Ainda assim terminou o segundo dia num bom quinto posto, mas no domingo um pião em que o motor se calou fê-lo cair para oitavo, terminando o rali na sétima posição. Já mostra maturidade e consistência, mas com adversidades.

É cedo, mas Thierry Neuville (Hyundai) dificilmente renova o título. Teve alguma falta de sorte. No primeiro dia, liderou após a PEC2, perdeu liderança para Fourmaux logo a seguir, de tarde bateu num banco de terra e quebrou suspensão traseira esquerda, abandonando. Aproveitou o sábado para testar afinações, mas no domingo não conseguiu melhor do que o 5º posto do dia e o mesmo na PowerStage..

Adrien Fourmaux (Hyundai) terminou muito atrasado uma prova em que não foi feliz. Tal como em Portugal, lutava pela liderança, já no segundo dia de prova, quando sofreu um furo. Parou para mudar a roda e com isso terminaram as hipóteses de lutar na frente, mas ao capotar duas especiais depois é que não se entende, pois estava muito atrasado, teve um momento de desconcentração devido ao pó que entrava no carro e capotou. No domingo, sexto na PowerStage, sétimo no super-domingo, foi mau.

Grégoire Munster (Ford Puma) foi o primeiro a cometer um erro, semelhante aos seus dois colegas de equipa, que no seu caso, não ficou logo no local, mas abandonaria logo a seguir, com danos na suspensão traseira, que estava partida. Voltou no domingo, foi 10º do super-domingo, oitavo na PowerStage.

Josh McErlean (Ford Puma) também bateu na mesma PEC2 que os seus dois colegas de marca. Quebrou suspensão traseira na PEC2 e abandonou, no ‘tal’ troço que era estreito e rápido. Foi nono na PowerStage e no super domingo.

Por fim, Martins Sesks (Ford Puma), de quem se esperava bem mais neste rali, mas o jovem letão parece ter pouca paciência e muito ‘azar’. Desta feita, depois de em Portugal ter batido na PEC2, na Sardenha fez o mesmo e desta feita ficou logo ali porque capotou em alta velocidade e destruiu o carro para desespero de Richard Millener. Na verdade, ficar sem três carros em alguns minutos é desesperante: “É frustrante e dececionante, tendo em conta o esforço de toda a equipa e o trabalho que fazem com os recursos de que dispomos apenas para estar aqui e ajudar estes jovens a progredir nas suas carreiras, acontece isto. É uma situação difícil para a equipa”, disse Millener.

FOTOS @World

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1 comentários

  1. [email protected]

    9 Junho, 2025 at 0:50

    Só não percebo porque os regulamentos “obrigam” o Evans a sair na frente nas restantes provas de terra mencionados neste artigo?
    Não ’tou a par…

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