Faltam 76 dias para o Rali de Portugal: Miki Biasion e o tri português

Por a 28 Fevereiro 2025 09:36

Durante três anos, os Lancia Delta Integrale revelaram-se imbatíveis no Rali de Portugal/Vinho do Porto. Na verdade de tal forma as suas caraterísticas pareciam talhadas para as rudes e exigentes classificativas portuguesas, que entre 1988 e 1990, no pódio apenas existiram pilotos ao volante destes carros italianos. E, curiosamente, durante esses três anos, o vencedor foi sempre Miki Biasion – o que quer, sem dúvida, dizer alguma coisa sobre as suas capacidades como piloto. Acresce dizer que, nesses três anos, Biasion foi por duas vezes Campeão do Mundo de Ralis – em 1988 e 1989, tornando-se o primeiro piloto italiano a conseguir tal proeza na história do WRC

1988

Pela primeira e única vez na sua carreira no Mundial, Massimo Biasion não foi acompanhado pelo seu habitual navegador, Tiziano Siviero, que se encontrava doente. A substitui-lo, esteve sentado no banco do lado direto Carlo Cassina mas isso não fez qualquer diferença. Biasion acabou por vencer a prova de estreia do Lancia Delta Integrale, batendo por mais de oito minutos o primeiro dos dois carros idênticos do Jolly Club, pilotado por Alessandro Fiorio. Este por sua vez lutou até ao fim com o seu colega de equipa, Yves Loubet, que foi terceiro, a meros 36 segundos. A prova ficou aidna marcada pelos problemas de Markku Alen, logo na super-especial do Estoril, onde perdeu 20 minutos e qualquer hipótese de vencer o rali.

1989

Em 1989, o domínio de Miki Biasion foi ainda mais evidente pois ganhou 18 das 37 classificativas e a sua margem de vitória foi superior a 10 minutos, sobre o seu colega de equipa, Markku Alen. O pódio ficou completo com outro Lancia, do Jolly Club, pilotado por Alessandro Fiorio, já a mais de 23 minutos. O esperado duelo com os Toyota Celica GT Four evaporou-se quando, sob inclementes condições atmosféricas, com muita chuva e lama, os carros japoneses foram desistindo, um a seguir ao outro, antes do final do terceiro dia, deixando os Lancia oficiais à vontade e sem adversários.

1990

Neste ano, uma vez mais os Toyota foram batidos pelos Lancia, que ocuparam as cinco primeiras posições da prova. Entre eles, Carlos Bica como melhor português. O pódio foi todo ocupado por pilotos da equipa oficial com as cores da Martini (Biasion na frente de Didier Auriol e de Juha Kankkunen), numa prova em que a Toyota ainda deu um ar da sua graça, mas não resistiram aos duros pisos portugueses e nesse aspecto, Biasi

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