CRÓNICA: Será que o WRC está preparado para eventuais confusões?

Por a 17 Maio 2019 12:08

O Copec Rally Chile, um evento no primeiro novo país visitado pelo WRC em dez anos, produziu grande entusiasmo e interesse. Quem assistiu ao WRC All Live TV viu algumas imagens extraordinárias de carros de ralis em plena luz do sol no alto das colinas, com um pano de fundo composto por nuvens baixas, sob os vales abaixo.

Também, tal como habitualmente, os dramas, como as fotos de helicóptero da tripulação que saía do Hyundai acidentado de Thierry Neuville e Nicolas Gilsoul, que deu aos organizadores a primeira chance de perceber o que acontecia quando o botão de emergência não funcionou.

Também puderam ver em primeira mão a preocupante visão de Thierry Neuville arrancando para o segundo troço antes que a especial fosse libertada pelo Delegado de Segurança da FIA. Noutro lugar, na internet, durante o shakedown, viu-se outra séria fraqueza quando um polícia bem-intencionado guiou a sua moto num troço que estava a decorrer antes de sofrer um ferimento provocado por uma ambulância, o que causou um longo atraso no Shakedown.

Visíveis a todos os envolvidos foram as duas ocasiões em que troços tiveram que ser interrompidos porque a escuridão tinha chegado mais cedo do que o esperado. Raramente houve um momento sem drama no Chile.

Nos bastidores, o Diretor de Prova esteve muito ocupado a processar o enorme número de vezes que tempos nominais foram atribuídos, em todas as ocasiões em que os troços tinham sido parados ou prematuramente neutralizados.

Mesmo num evento bem planeado como o Chile, muitas coisas podem correr mal numa prova do Mundial de Ralis. Se novos eventos estão a ser planeados, será que o WRC está preparado para eventuais confusões?

Martin Holmes

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