Sébastien Ogier celebra hoje mais um ano de vida. Aos 32 anos, já somou mais sucessos do que (quase) todos os pilotos que lhe antecederam. Mas há um que continua no topo. Resta saber até quando…
Desde que entrou para a Volkswagen Motorsport, o piloto francês venceu três títulos mundiais e 25 dos 39 ralis disputados. Festejou ainda 31 pódios e a vitória em 308 especiais, nas quais se incluem os 22 triunfos na Power Stage.
O seu percurso começou a florescer em 2005 quando se sagrou, com a Citroën, Campeão Júnior de ralis de França. Três anos mais tarde, em 2008, tornar-se-ia Campeão Júnior do Mundial de Ralis, título que lhe daria o passaporte para a categoria máxima. Em 2009 chega então ao WRC e no ano seguinte, em 2010, festeja efusivamente a primeira vitória, obtida no Rali de Portugal, um ano marcado ainda pelo triunfo no rali do Japão. Em 2011 soma mais cinco, em disputa direta com Loeb, triunfos que se revelaram decisivos para ‘alimentar’ a lenda.
Com a carreira em crescendo, Ogier tomou uma decisão nem sempre fácil: dar um passo atrás para poder dar dois para a frente. Assinou pela Volkswagen, cuja entrada no WRC estava agendada para 2013, com a noção de que antes teria de desenvolver o novo carro. E assim se explica que tenha participado no campeonato de 2012 ao volante de um Skoda Fabia S2000, um carro inferior que serviu de ‘laboratório’ para a equipa desenvolver aquele que viria a ser o Polo R WRC.
Essa aparente ‘despromoção’ não lhe impediu de, no ano seguinte, se sagrar pela primeira vez na carreira Campeão do Mundo de Ralis, com um impressionante registo de nove vitórias em 13 provas, e contribuir assim para a ‘dobradinha’ – Pilotos e Construtores – da Volkswagen, que desta forma teve uma entrada fulgurante na modalidade.
Dois anos volvidos, a página mantém-se. O binómino piloto/máquina que Ogier forma com o Polo R WRC lembra o não muito longínquo caminho que um outro Sébastien traçou ao longo de nove anos com a Citroën.
Aos 32 anos também Loeb tinha três títulos de WRC. Ao festejar o seu tricampeonato somava 28 vitórias, enquanto o ‘atual’ Sébastien contabiliza tem 32. Mas convém recordar que Loeb falhou as últimas quatro provas de 2006, numa ausência forçada devido um acidente de bicicleta.
Loeb foi nove vezes campeão (entre 2004 e 2012), retirou-se aos 38 anos. Ogier tem 32, três títulos, e os alicerces para aos 38 ter nove… Haverá coincidências?
André Bettencourt Rodrigues










