Citroën regressar ao WRC? “Nunca digas nunca, mas…”

Por a 22 Julho 2020 11:38

A frase é de Vincent Cobée, vice-presidente executivo da Citroën, quando questionado acerca do possível retorno da marca francesa ao Mundial de Ralis. Mas o que disse a seguir tem também enorme relevância, pois explica muita coisa: “O destino da modalidade não cabia no caminho que a Citroën queria fazer. Mas pode ser que no futuro a decisão chegue, talvez”, disse Cobée à revista Autocar, deixando no ar a possibilidade de retorno, mas também disse mais:

“A decisão de sair do WRC surgiu em 2019, por razões que não conheço em detalhe (ndr, iniciou as suas funções de janeiro de 2020) Percebo e respeito a decisão. Havia um crescente desligar entre o WRC, os seus adeptos, e o que a marca estava a promover em termos de produto. Foi uma decisão dura mas racional. Talvez nos próximos anos outra decisão surja, nunca podemos dizer nunca, mas para já é o que é, e estou confortável com isso.”

Vincent Cobée é a pessoa que precisa de ser convencida da importância do WRC para a marca, mas para isso é preciso que ele veja a relevância disso.

Para já, assegura que o que a marca estava a promover nas estradas do WRC não se coadunava com o caminho pela qual a marca está a seguir.

As regras vão mudar no WRC em 2022, talvez algo mude no futuro, até porque convém recordar qual é a marca que ocupa o topo na maioria dos recordes do WRC: a Citroën.

Gerard Quinn, ex-manager da Ford Motorsport concorda com algumas das afirmações de Cobée: “Tentar vender o WRC como meio de retratar o que a sua marca significa para uma população global de compradores de automóveis tornou-se mcada vez ais difícil ao longo do tempo.

A relevância para o produto com o qual os consumidores se podem relacionar sempre foi fundamental. Se alguém investe milhões durante um período sem ver retorno, então, com razão, os acionistas questionarão o valor dessa presença. O WRC encontra-se num ambiente competitivo difícil como meio de comercializar a sua marca face ao que costumava ser. Uma pequena percentagem dos compradores de automóveis são adeptos de ralis…”, disse Quinn.

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8 comentários

  1. [email protected]

    22 Julho, 2020 at 11:51

    Se calhar o facto de não haver visibilidade (pagar para ver) contribuiu para o decréscimo de interesse no WRC.

    • [email protected]

      24 Julho, 2020 at 20:00

      Ainda há muita gente nas estradas e a partilhar nas redes sociais.Se o problema fosse o pay per view, então, diriam que era melhor o ERC por causa do Eurosport. No meu tempo havia o Motor à quarta e o Autosport à quinta…rali naTV? só em 82 começou a sério. Antes disso tinhamos de ir às lojas da Salora ! …WRC significa oublicidade à borla nas redes sociais. A estes, até o BX 4TC lhes rende!

  2. Totalwrc

    22 Julho, 2020 at 12:07

    Seria uma excelente noticia o regresso ma Citroen ao WRC , o lugar dessa equipa é no mundial de ralis e com o aproximar da era hibrida talvez aconteça mesmo o tão desejado regresso

    • Mcrae

      22 Julho, 2020 at 14:57

      Espero que a era hibrida os faça regressar e se vier mais alguma marca melhor.
      Não compreendo porque não vêm visibilidade no WRC, toda a gente gosta de ralis, só é pena a FIA considerar sempre o WRC como o parente pobre do automobilismo.
      Existe outro desporto motorizado em que a parecença entre o carro de competição e os carros de estrada seja tão próxima?
      Deviam era aproveitar para fazer passar a imagem que as corridas são nas pistas e não nas estradas (abertas, entenda-se).

  3. santos-74-jorgegmail-com

    23 Julho, 2020 at 13:20

    Qdo o WRC for a pilhas eles voltam

  4. [email protected]

    24 Julho, 2020 at 19:51

    O que explica muita coisa é que este vice-presidente deve ter tido uma grande cunha! Nada sabe de automóveis nem de marketing. o que tem lógica, se o caminho é andar na sombra da Peugeot e fazer aquelas coisas feias que nem lembram ao Bertoni cuja bebedeira deu no Ami 6! Então , basta ver os conteúdos da Citroen no Facebook, sem os ralis o que tinham? 1 – os numeros não mentem, quando Citro não está no wrc , as vendas baixam. 2 – sem falar no exemplo caseiro do 205, cito Nini Russo – uma vitoria no montecarlo geram vendas que pagam a época! 3 – Os adeptos de ralis continuam a ser os influencers e os líderes de opinião a quem os leigos perguntam sobre carros para comprar. p.s. ainda ontem me perguntaram sobre um negócio. 4- a Peugeot exigiu a mudança de rumo do wec e depois pirou-se, este discurso já não convence. 5 – o ordenado e os prémios deste dá para pagar uma época no wrc…sem ralis o que fica? A frase: citroen e peugeot é carro que nunca prestou! ( vou mudar o username pq agora já nem corro de Peugeot)

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