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André Villas-Boas de Citroën C3 WRC no Rali de Portugal | AutoSport

André Villas-Boas de Citroën C3 WRC no Rali de Portugal

Por a 13 Maio 2022 17:08

Os testes que andou recentemente a fazer já deixavam perceber que algo estava para acontecer e agora já está conformado: o treinador de futebol André Villas-Boas vai guiar o seu Citroën C3 WRC no Rali de Portugal, inserido na comemoração da 50ª edição do Mundial de Ralis, competição que arrancou em 1973.

Como se sabe, André Villas-Boas fez o seu nome como treinador de futebol, treinou equipas como o Chelsea, FC Porto e, mais recentemente, o Olympique de Marselha.
A par disso, é um grande fã de desportos motorizados, já participou no Dakar em 2018 antes de se virar para os ralis em 2021, disputando o ano passado os ralis de Vieira do Minho, Fafe e Portugal, num C3 Rally2, enquanto sensibilizava o mundo para a sua iniciativa de caridade Race for Good.

Agora, ele está de volta, embora numa máquina ligeiramente mais potente. O carro em questão foi guiado por Esapekka Lappi, um Citroën C3 World Rally Car, que foi comprado à PSA Group no final do ano passado.
Villas-Boas conduzirá o carro numa série de troços de demonstração, como parte das celebrações da 50ª temporada da WRC e ao mesmo tempo que angaria fundos e sensibiliza para o Race for Good: “Eu gosto de colecionar carros com prestígio”, disse ao WRC.com. “Sempre quis ter um carro de ralis, por isso comecei a investigar.
“No início, estava num limbo sobre que carro de rali possuir. Tenho felizmente uma boa relação com o Grupo PSA, e o primeiro carro que surgiu foi na realidade um [Citroën] C4 de Loeb.
Era um grande carro, com seis vitórias, mas precisava de ser reconstruído. Na verdade, era um carro que já existia há algum tempo foi vendido pela Citroën e depois andou na mão de alguns pilotos, pelo que os 10 anos da sua vida foram muito intensos.
Depois veio a oportunidade de comprar o C3 e conseguimos chegar a um acordo e finalmente decidi comprá-lo.
É um dos carros mais incríveis que já conduzi, se não o mais incrível. Fizemos algumas voltas em Lousada e depois levei-o a dar uma volta em Vieira do Minho, e é realmente algo de especial”.

Como se sabe, cerca de 30 outros carros lendários irão traçar a história do WRC.
Entre eles, um A110 Alpine, o modelo que ganhou a primeira ronda do WRC no Rallye Monte-Carlo de 1973, nas mãos de Jean-Claude Andruet.
Presentes vão estar também carros do Grupo B, incluindo os modelos Audi Quattro S1, A1 e A2 e um Lancia Delta S4. Um Lancia Stratos, Ford Escort RS1800 e Opel Ascona 400, juntamente com os mais recentes Toyota Corolla e Hyundai i20 R5.

Os pilotos campeões que deverão assistir são Sébastien Loeb, Sébastien Ogier, naturalmente, pois vão competir, Walter Röhrl, Ari Vatanen, Miki Biasion, Carlos Sainz, Marcus Grönholm, Petter Solberg e Ott Tänak, que também compete, como se sabe.
Entre eles, acumulam 28 títulos.

O vice-presidente da FIA para o desporto Robert Reid, Luis Moya, Christian Geistdörfer, Tiziano Siviero, Timo Rautiainen, Derek Ringer, David Richards e Martin Järveoja estão entre os co-pilotos que irão aparecer.

A lista é reforçada pelos vencedores da WRC Ladies’ Cup Louise-Aitken-Walker e Isolde Holderied, a sua co-piloto Tina Thörner, e Christine Driano. Michèle Mouton e Fabrizia Pons, a única dupla feminina a ganhar um evento do WRC, também estarão presentes.

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