Afinal, a Lancia ganhou ‘qualquer coisa’ no Rali de Monte Carlo…
O regresso da Lancia ao Mundial de Ralis no Rali de Monte Carlo de 2026 foi uma autêntica montanha-russa de emoções, mas apesar dos desaires iniciais, a marca italiana acabou por “salvar a honra” com uma prestação histórica no Super Domingo.
Contra todas as expectativas, Yohan Rossel, ao volante do novo Lancia Ypsilon Rally2 HF Integrale, foi o piloto mais rápido no somatório dos troços de domingo, batendo toda a armada da categoria Rally1 (os carros principais e mais potentes). Rossel conseguiu superar Elfyn Evans (Toyota), que era o grande favorito para as etapas de domingo, e bateu-o por 22.4s.
Obviamente, a vitória da Lancia foi facilitada pela melhoria das condições dos troços entre a passagem dos Rally1 e a de Yohan Rossel, mas isso é indiferente, pois regras são regras e o francês da Lancia simplesmente aproveitou da melhor maneira possível o que tinha à sua frente, tal como fazem todos os concorrentes.
O “Gigante” Matteo Fontana
Houve ainda o caso de Matteo Fontana que venceu as especiais 14 e 15 com o jovem italiano a ficar incrédulo, pois num Ford Fiesta Rally3, teoricamente muito menos competitivo, num pensou ser possível vencer a SS14 e a SS15 à geral. E conseguiu-o. Rossel esteve perto de vencer essas classificativas à geral, mas Fontana foi ainda mais eficaz, batendo o Lancia por margens mínimas e adiando a celebração da marca italiana até ao final do dia.
As “Dores de Crescimento” da Lancia
Embora o domingo tenha sido glorioso, o início do rali foi um pesadelo para a equipa oficial Lancia Corse HF. Yohan Rossel: Abandonou logo na PEC1 (quinta-feira à noite) devido a danos na suspensão e direção, tendo de recorrer ao sistema de Super Rally para regressar nos dias seguintes.
Nikolay Gryazin: Esteve numa luta intensa pela liderança da categoria WRC2 até sábado, mas acabou por sofrer um acidente violento na PEC12, o que o obrigou a desistir quando o potencial do carro já estava bem demonstrado.
Desse, ninguém duvida: a Lancia regresso e já está a fazer jogo igual, ainda que se tenha que esperar por mais provas, porque este Monte, tão complicado, não permite mostrar a competitividade dos carros, porque é uma evento muito específico, tal como a Suécia, se bem que aí já se tem uma ideia melhor.
Quando chegarem os ralis de asfalto e especialmente o Rali de Portugal em maio, aí sim, se verá o que ‘vale’ este Lancia. Para já parece bem competitivo…
Sucesso em família: enquanto Yohan brilhava no domingo, o seu irmão, Léo Rossel, levou o Citroën C3 Rally2 à vitória na categoria WRC2 e terminou num impressionante 6º lugar à geral.
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