A ascensão singular de Jon Armstrong ao WRC: há 3 meses, Rally3 era a solução, mas agora…
A M-Sport Ford confirmou para 2026 duas duplas totalmente irlandesas a tempo inteiro no Campeonato do Mundo de Ralis, reforçando a sua aposta em jovens talentos. Josh McErlean e Owen Tracy mantêm-se na estrutura após a primeira época completa na categoria Rally1, sendo agora acompanhados pelos estreantes Jon Armstrong e Shane Byrne. A formação britânica passa assim a apresentar uma linha da frente integralmente composta por pilotos e navegadores da Irlanda, numa das mudanças mais significativas da nova temporada do WRC.

A chegada de Jon Armstrong à categoria máxima completa uma trajetória pouco convencional. Com dificuldades orçamentais nas fases iniciais da carreira, o piloto encontrou no mundo virtual uma plataforma decisiva para se afirmar. Em 2018, conquistou destaque ao sagrar-se campeão de esports do WRC, o que lhe abriu as portas para colaborar no desenvolvimento do jogo oficial da disciplina.
O sucesso digital foi acompanhado por resultados consistentes na ‘vida real’, com Armstrong a alcançar dois títulos de vice-campeão no Junior WRC, antes de liderar o programa da M-Sport no Campeonato da Europa de Ralis na temporada passada. Inicialmente, o objetivo para 2026 passava por um programa em WRC2, mas as vitórias em provas como o País de Gales e a Croácia convenceram o diretor de equipa, Rich Millener, de que o irlandês de 31 anos estava preparado para dar o salto para a elite.
Expectativas para o desafio Rally1 em 2026
Armstrong admite que a oportunidade representa a concretização de um sonho de infância, ao chegar finalmente a um carro de topo do WRC. O irlandês sublinha, contudo, que o foco passa por aprender rapidamente e medir forças com o ritmo dos favoritos, reconhecendo que haverá dias mais difíceis e outros mais positivos ao longo da época.
O Rali de Monte Carlo, primeira prova do calendário, está a ser um verdadeiro “batismo de fogo” para o novo piloto da M-Sport. Armstrong recorda que, há apenas quatro meses, ponderava alinhar num carro Rally3 e já se mostrava satisfeito com essa perspetiva.
Agora, a estreia faz-se logo ao volante de um Rally1, em condições de inverno exigentes, com neve, gelo e pneus de inverno com pregos. Numa sessão de testes, chegou a escorregar para uma vala ao rodar com pneus slick sobre gelo, experiência que serviu de alerta para a falta total de aderência neste tipo de situação.
Ambição moderada e foco na aprendizagem
Com um programa completo em Rally1 garantido, Armstrong reforça que a prioridade é “sujar as mãos”, ganhar quilómetros e compreender onde se situa face ao andamento dos pilotos da frente. A M-Sport, por seu lado, apresenta um projeto coeso, com quatro representantes irlandeses a tempo inteiro e uma combinação de continuidade (McErlean) com renovação (Armstrong), numa época em que a estrutura pretende regressar de forma consistente aos lugares de destaque no Mundial de Ralis.
FOTOS @World e Red Bull Contentpool
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