Faltam 100 dias para o Rali de Portugal, 73,5m no salto de Fafe: a queda de um mito…
Armin Schwarz recordou no seu Facebook o extraordinário Salto de Fafe que fez em 2000, e que ao longo dos anos tem sido ‘vendido’ como um salto de 73,5 metros. Até poderá ser o mais longo salto da história do Mundial de Ralis, isso aceitamos que possa ser.
Não afirmamos taxativamente que o é, isso fica para os finlandeses que juram a pés juntos que têm lá o salto recordista. Talvez.
Compreendemos que aos finlandeses lhes custe a aceitar, que o rali dos 1000 saltos não seja a prova que tem o recorde do salto mais longo, que até pode ser na Suécia, no Colin’s Crest.
Há uns anos, a revista inglesa Motoring News considerou-o mesmo o mais longo de sempre da história do Mundial de Ralis, mas depressa jornalistas e organizadores finlandeses se apressaram a desmentir o facto, considerando o salto de Markko Martin no Rali da Finlândia de 2003 como o maior de sempre.
Não é para afirmar que o salto de Fafe detém o recorde que aqui vimos hoje, mas sim para desmistificar que o Salto de Armin Schwarz em Fafe não pode ter tido 73.5 metros. Se repararem no vídeo do salto de Armin Schwarz, o Skoda aterra bem antes da pequena saída à direita.
Ora, hoje em dia é fácil no Maps do Google medir a distância e facilmente percebemos, pela foto, que os 70 metros ficam um bocado antes da pequena ‘saída’.

Se virmos o vídeo de Schwarz e depois o de Mads Ostberg em 2017, que foi um dos maiores, ou talvez o maior, basta vez em que placa Ostberg aterra. Antes da placa dos 40 metros, mais metro, menos metro.
De resto, basta pensar um pouco. Imaginem-se num estádio grande de futebol, Alvalade, Dragão ou na Luz, lá no alto, e imaginem um carro saltar da linha duma das balizas e aterrar depois do círculo de meio campo da outra metade do campo. Surreal. Pelo menos em ralis…


No entanto, a dúvida do recorde – que é uma ‘conversa’ diferente, subsiste, e não foi o antigo piloto alemão que a desfez: “Recordo-me perfeitamente desse salto, mas dentro do carro não fiz a mínima ideia de quantos metros saltei! posso apenas dizer que aquele foi de facto um grande salto, e isso deveu-se a eu estar muito confiante naquele troço por ali ter testado exaustivamente com o Toyota Celica em 1995”, revela Schwarz. “Quando o fiz com o Octavia WRC notei que o salto estava um pouco diferente, parecia que tinha uma pequena rampa no final, o que projectou o carro de forma incrível. Foi uma imagem espetacular mas estava tão absorvido na pilotagem que nem me apercebi do quão longe tinha saltado”, confessa.





jose melo
20 Maio, 2020 at 14:05
A única coisa que creio, o Armin é recordista no salto de Fafe, é na velocidade de aproximação (se for verdadeira)