Uma questão de fé da Volkswagen
Quando Mikko Hirvonen estabeleceu o melhor tempo na qualificação do Rali do México, muitos terão pensado que a auto-confiança do finlandês regressara, muito provavelmente, influenciada pela visita que efectuara ao monumento mexicano do Cristo Rei, poucos dias antes do início da prova.
Depois de analisar as escolhas de pneus das várias equipas para a sessão que determinaria a ordem de partida, conclui-se que também a Volkswagen revelou uma enorme fé…mas na estratégia. Com a FIA a estabelecer um limite de 28 pneus por carro, para todo o rali, incluindo a qualificação, e apenas dois tipos disponíveis para este evento (duros e macios), o primeiro dilema que se apresentou às equipas, dizia respeito à gestão dos pneus durante os quatro dias de prova. Levando um especialista em meteorologia para as montanhas mexicanas, a marca alemã depressa confirmou que as hipóteses de chuva eram reduzidas e que a escolha certa passaria por pneus duros em todas as classificativas.
Ao utilizar pneus macios na Qualificação, Ford e Citroën apostaram em fazer tempos rápidos, que lhes permitiriam escolher as últimas posições de partida para as especiais de Sexta-Feira. O objectivo foi conseguido mas, na prática, gastaram 4 dos 28 pneus disponíveis, já que as borrachas macias, usadas num troço seco, apesar de curto, dificilmente estariam em condições de voltar a ser usadas.
Já a Volkswagen, ao optar por pneus duros para a Qualificação, assumiu o risco de não fazer os melhores tempos, sujeitando-se a limpar a estrada para os seus principais adversários. E foi, efectivamente o que veio a acontecer. Entre partir atrás dos pilotos da Ford e Citroën e fazer uma melhor gestão dos pneus, a marca alemã optou pela segunda. Os pneus duros poderiam voltar a ser utilizados e assim, restava confiar no talento dos seus pilotos para não se ressentir no cronómetro o facto de partirem à frente de Hirvonen, Ostberg e companhia. Se no caso de Latvala, não foi possível aferir o impacto desta opção, do lado de Ogier cumpriu-se na perfeição o plano da equipa e o piloto francês não perdeu tempo para os restantes, conseguindo mesmo ser o mais rápido do dia, terminando com uma vantagem de 33 segundos para Ostberg e mais quatro pneus que os adversários para gerir.
Se em matéria de performance e fiabilidade do Polo R WRC, a Volkswagen havia já demonstrado ter feito o trabalho de casa, a marca de Wolfsburg mostrou no México uma notável maturidade no plano estratégico. De prova para prova, definem-se os contornos de um domínio alemão no Mundial de Ralis…
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