Pedro de Almeida: “Portugal nesta altura é seguramente um dos melhores ralis do mundo”
A poucos dias de mais uma prova, Pedro de Almeida, Diretor do Vodafone Rally de Portugal explica os desafios que tem pela frente com a passagem da prova portuguesa para o Norte, do entusiasmo da, explicou a opção de interditar público fora das zonas preparadas para os espectadores e como foram escolhidas as Zonas espectáculo. Alertou também para a dificuldade que vai haver com o tráfego, falou de segurança, explicando porque a Argentina pode ter público tão mal colocado e na Europa isso não acontece.
AutoSport – Finalmente a passagem para o Norte, isto traz grandes desafios, depois de dez edições no Algarve?
Pedro de Almeida: Sem dúvida, em primeiro lugar e preciso compreender que a grande razão do regresso o Rali de Portugal ao norte do país, para além de, obviamente, razões afetivas e históricas, a intenção foi sobretudo aumentar a notoriedade do rali, o calor popular à volta do evento. É natural que esse acréscimo de público, espetadores e entusiasmo, provoque, em si mesmo, alguns constrangimentos ao rali, essa foi naturalmente a preocupação, mas depois houve outras porque o rali estava muito consolidado no Algarve, tinha uma equipa de pessoas – mesmo locais – que nos ajudavam bastante e portanto, ao fazermos transitar o rali para o Norte foi necessário encontrar novos intervenientes e interlocutores e estabelecer novas pontes com eles. Há uma filosofia de organização que não se aprende de um dia para o outro, são desafios desta ordem, quando se lida com uma equipa de milhares de pessoas naturalmente há muita coisa nova quando muda mais de metade dessa equipa.
AS – Falou-se muitas vezes do facto de a FIA ter ficado muito sensibilizada pelo que viu no Fafe Rally Sprint, portanto já tem havido nos últimos anos uma aproximação ao Porto e ao Norte, com o Porto Rally Show e depois o Fafe Rally Sprint. Terá sido decisivo o que todo o mundo viu no Fafe Rally Sprint para a passagem do Rali de Portugal para o Norte. Sempre houve mesmo alguma pressão positiva da FIA nesse sentido?
PA – O Fafe Rally Sprint, como antes o Porto Road Show foram ações de grande sucesso, tratava-se de ações promocionais não eram ações desportivas, mas sim promocionais no quadro do rali. Foram muitíssimo bem sucedidas e em todas elas houve a presença de personalidades da FIA, e naturalmente ficaram muito entusiasmadas com todo o calor popular e toda a envolvente do rali, mas isto não significa que desde logo fosse tomada essa decisão. Uma decisão de levar o rali para o norte foi algo de bastante mais pensado. Da parte da FIA houve sempre uma grande abertura – até diria o interesse – em que isso acontecesse mas esse interesse não bastava porque houve muitas outras coisas em jogo- Hoje em dia estão reunidas as condições para fazermos o rali, os dez anos que estivemos no Algarve foi uma experiência muito positiva, mas é passado e agora temos e de olhar para o futuro.
AS – Sempre achámos curioso na promoção que faziam do próprio WRC, utilizavam imagens do Fafe Rali Sprint. Por aí se percebe o sucesso que teve…
PA – É sabido que hoje em dia o Campeonato do Mundo de Ralis carece desse entusiasmo popular, isto no fundo e uma marcha atrás. A determinada altura os ralis eram vitimas de excesso de público, de ralis demasiadamente entusiásticos e isso levou a FIA e os vários promotores a empurrarem os organizadores para zonas do país em que houvesse menos espetadores, menos problemas e menos incidentes, fruto de varias circunstâncias. Chegámos a um ponto em que os ralis são menos característicos do que deviam ser, têm menos entusiasmo popular à volta, tem menos espetadores, e portanto neste momento a FIA vê com muito bons olhos, quando de repente aparece uma prova que pode propor todo esse entusiasmo, carinho e envolvimento. É isso que o rali de Portugal no Norte esperemos que venha a constituir, e que seja um grande acontecimento e que neste momento o Rali de Portugal já e no quadro do Campeonato do Mundo de Ralis uma referência, em termos de organização, se for também em termos de entusiasmo popular, em termos de espetáculo popular, seria ainda mais fantástico.
AS – O ACP recuperou muitos troços, ou partes de troços com grandes ligações ao passado. Conseguiu-se fazer esse paralelo. É o percurso possível, ou exatamente o que pretendiam?
PA – Este percurso é exatamente aquele que queríamos realizar. Nós partimos de um modelo que utilizávamos no Sul do pais, que fomos desenvolvendo ao longo de dez anos, e um modelo que as marcas gostam, um modelo que os pilotos gostam e que a FIA preconiza para a generalidade das provas. Também nesse aspeto fomos de alguma maneira precursores, tendo na mãos um figurino que agrada a toda a gente. Seria no mínimo idiota abdicar dele por qualquer razão. Portanto quando a parte técnica da organização aceitou organizar o rali no Norte, uma das condições era garantir que este figurino se manteria, embora noutra região do país. É por isso que nos fomos para o terreno a procura das melhores classificativas, que melhor servissem o figurino que nós entendêssemos que é correto. Neste momento, desde que apresentámos o rali pela primeira vez, as marcas, que são no fundo os principais interessados no Campeonato do Mundo, tiveram uma adesão total porque reconhecem que também é bom, ao fim de dez anos, mudar. Ir para outro cenário.
AS – Portanto é uma prova que as equipas estão completamente confortáveis. Eles fizeram algum tipo de pedidos?
PA – Não, as equipas não tiveram qualquer interferência na escolha do percurso, apenas na medida em que eu conheço exatamente a preferência delas, nomeadamente sei o que o que gostam, o que e que querem que seja uma prova do Campeonato do Mundo, e no fundo a nossa função como organizadores é por a disposição deles exatamente esse mesmo figurino.
AS – Falando agora da prova deste ano. Até aqui no Sul não era difícil ver algum público fora das zonas espetáculo, este ano com o que foi delineado, isso torna-se completamente impossível?
PA – Bom, essa sua pergunta pressupõe vários níveis de resposta, o primeiro e que mesmo na zona sul do pais, no Baixo Alentejo e no Algarve não é verdade que tenha sido sempre assim, que se tenham visto pessoas fora das zonas espectáculo. No princípio fomos bastante estritos e era verdade, só havia pessoas na zona espectáculo. Depois, aos poucos, e como percebemos que o comportamento médio do público era muito aceitável fomos facilitando e permitindo que as pessoas se colocassem em zonas que a partida não estavam preparadas para os receber. Só que há uma diferença muito grande, para além desta realidade de que agora estamos no Norte e portanto é a primeira vez desde 2001 que o rali se realiza no Norte, há uma outra realidade que tem a ver com o terreno. Na zona sul do país em que realizávamos a prova, no Baixo Alentejo e no Algarve, de fato as pessoas quando saíam das zonas espetáculo era para se deslocarem para pontos altos, longe do itinerário, sem qualquer risco. Ou porque não apanhavam pó, porque viam mais, havia pontos altos em que se conseguia ver 1 ou 2 km de troço, portanto quando as pessoas saíam das zonas espetáculo era para se colocarem em posições de risco zero. Isto em zonas florestais com árvores, precipícios, como acontece no norte do pais, não corre exatamente da mesma maneira, portanto aquilo que ocorria no Sul do país não tem que ser forçosamente verdadeiro no Norte, ate porque também há alguma carência de habituação por parte das pessoas, nós optámos este ano por criar condições de alguma rigidez, o que não significa que depois não possamos aliviar isto no futuro se as próprias pessoas encontrarem locais onde possam ver o rali, sem correr riscos, eles ou os pilotos. Em qualquer caso eu quero dizer, lembrar que nos divulgamos 33 zonas espetáculo, mas aquilo que dizemos é que a permanência do público fora das zonas preparadas para os espetadores é interdita, há algumas outras zonas para além das zonas espetáculo que estão preparadas para receber os espectadores, se por acaso eles la aparecerem, fora destas zonas preparadas para o público, e que ainda por cima por facilidade de entendimento de toda a gente, este ano, a única cor que utilizamos nas delimitações na sinalização e verde, portanto todas as zonas destinadas aos espetadores são verdes, portanto desde que estas zonas sejam respeitadas, tudo bem, encantado da vida e estou convencido que será bom para toda a gente.
AS – Sei que escolher uma zona espetáculo não e fácil porque não e só chegar a um ponto que é bonito e colocar-se ali pessoas. Porque tem que se pensar que aquilo será uma zona para muita gente, portanto nesse aspeto está confortável com o facto de as 33 ZE poderem chegar para todo o público que se espera para esta prova?
PA – Sim, as ZE são, se quiser, um bocadinho extensíveis, portanto se de repente tiver uma zona que começa a encher, que de repente começa a ultrapassar a sua própria capacidade, existe capacidade também de resposta para alargar um pouco a zona. Estou convencido que as zonas que previmos são mais do que suficientes, porque foram escolhidas justamente para albergar o maior número possível de pessoas. Há um outro aspeto que talvez seja bom desde já deixar claro, porque a nossa preocupação é sermos transparentes e informar as pessoas de que tudo o que e bom, e as ZE são ótimos locais para ver o rali. O maior problema destes espaços não tem a ver com as ZE, tem a ver com os acessos, e uma grande concentração de pessoas leva a uma grande concentração de automóveis e leva a que porventura os últimos fiquem já muito longe da ZE, portanto muitas vezes o problema que se põe não é o da capacidade da ZE, mas o da capacidade de estacionamento na ZE, e isso não há nada a fazer, mesmo no Sul isso já era difícil, no Norte não há espaços para estacionamento junto das ZE, as pessoas vão ter que estacionar da forma mais organizada possível ao longo dos trajetos que acedem as provas de classificação, portanto à medida que os espetadores vão chegando, cada vez se fica mais longe da PE.
AS – Tendo em conta a tipologia do terreno é completamente desaconselhável que as pessoas andem a saltar de uma ZE para outra?
PA – Sim é, devido aos engarrafamentos que seguramente vão existir nos acessos dos espetadores e também ao facto de em cada um dos dias, sobretudo sexta e sábado, que são os dias mais relevantes, há apenas três provas de classificação e as três estão geograficamente muito próximas, que significa que os tempos de prova são relativamente curtos nas ligações, portanto se quiser ir para a primeira PE do dia e assistir a passagem dos 20/25 primeiros carros, nesse momento já o primeiro carro esta a começar a terceira PE e vai fazer o quê? Arrisca-se a não ver mais nada. Isto e de facto um convite aos espetadores para ficarem nos locais que escolhem sobretudo porque uma das caraterísticas que quisemos dar às ZE foi a amplitude, há ZE que ultrapassam 1000 metros de frente para a PEC, mas em média estaremos a falar sempre entre 500 a 700 metros, isso permite aos espetadores dentro da mesma PE, ter muitos locais para ver, ver curvas diferentes ou mudarem de posição da primeira para a segunda passagem, sem correr o risco de quando vai à procura de um outro troço ficar engarrafado numa estrada nacional ou numa aldeia.
AS – Relativamente ainda ao tráfego, o que não pode acontecer, é que os pilotos e a organização tenham problemas nas ligações e não consigam chegar aos sítios. Tem alguma coisa prevista nesse sentido?
PA – Sim, sem dúvida. As ligações que não eram um problema de todo no Sul do país, aqui no Norte representam uma questão importante, e um desafio também importante. Desenhámos, conjuntamente com a Guarda Nacional Republicana um plano que pretende defender o itinerário do rali, e isto começou até no próprio desenho da prova, evitando que os itinerários dos espetadores coincidam com os itinerários do rali, essa é a primeira regra, procuramos que todos os acessos aos itinerários surjam por estradas distintas das que os concorrentes usam, mas como e evidente a GNR vai estar muito atenta e se houver qualquer circunstância adversa eles intervirão, porque é fundamental preservar o percurso do rali limpo para os concorrentes.
AS – Estão confortáveis com o número de agentes de segurança?
PA – Sim é o número que, entre nós e o comando da Guarda Nacional Republicana foi entendido como necessário. Estamos a falar de um número muito elevado, superior a um milhar de agentes, mas contamos também com 500 marshalls que apoiarão o trabalho da GNR, e que poderão também ajudar a apoiar o público a dar-lhes os conselhos a conduzi-los para os locais certos. Penso que estão criadas as condições para que tudo corra bem.
AS – A segurança é claramente o ponto fulcral desta prova. Mas vemos outras provas do Mundial, como por exemplo o Monte Carlo e mais recentemente a Argentina onde recentemente existiram alguns problemas. Porque é que esse tipo de situações se passa e porque é que fica sempre a sensação que os espetadores nessas provas não são tão bem acarinhados como no Rali de Portugal. Porque é que existe esta dualidade de critérios?
PA – Em primeiro lugar, deixe-me lembrar-lhe que, em 2004 o Rali de Portugal era uma prova que estava praticamente esquecida em Trás os Montes, a nível internacional não tinha nenhuma notoriedade, era um rali que vivia da sua historia do passado, mas sem grande futuro. Quando em 2004 para 2005 esta equipa tomou conta do rali e começou a projetá-lo para integrar o Campeonato do Mundo de Ralis, para além de muito trabalho e de muito rigor, houve uma coisa que foi um argumento fundamental e que sempre procurámos comparar-nos com os melhores e não com os piores. Portanto andamos sempre a procura dos melhores exemplos, das melhores práticas, e mesmo quando essas não existiam ou não eram adequadas a nossa realidade, fomos nós que as inventámos, e isso que leva a que o Rali de Portugal hoje seja uma referência. Repito, não foi comparando-nos com os maus exemplos mas com os melhores exemplos possíveis que o rali chegou onde está hoje. Por outro lado é bom relembrar que o Campeonato do Mundo de Ralis é composto maioritariamente por provas que se disputam na Europa, as provas fora da Europa são em número relativamente reduzido, como se trata de um Campeonato do Mundo é normal que a FIA queira manter esta dimensão Mundial, portanto as provas que se realizam fora da Europa, leia-se, a Argentina, o México, a Austrália, terão sempre uma proteção especial porque, haja o que houver, será muito difícil que a FIA as exclua. Tomará certamente outras medidas, mas a exclusão do Campeonato do Mundo não e muito provável, já na Europa com 9/10 provas no calendário, é natural que a pressão e o nível de exigência sejam maiores. Até por outra razão, porque é na Europa que esta a génese dos ralis, é aqui que estão os mais conhecedores, mais aptos e capazes portanto é normal que também haja maior nível de exigência, e há que perceber que se amanhã a hipótese de um rali na China, na África do Sul ou no Brasil vier for avante não é a Argentina ou o México que vão sair, sairá seguramente uma prova europeia, portanto é normal que as provas europeias estejam sempre sobre pressão, a qualquer momento uma delas pode sair. No caso de Monte Carlo é um caso completamente diferente, é um caso emblemático, o Campeonato do Mundo de Ralis precisa do Rali de Monte Carlo porque o Rali de Monte Carlo e um motor de notoriedade para o campeonato que não seria o mesmo se não tivesse Monte Carlo, se não tivesse a história do Rali de Monte Carlo, é um pouco como o Mundial de Fórmula 1 sem o GP do Mónaco, que ninguém põe em causa, toda a gente sabe que hoje em dia o GP do Mónaco é quase um anacronismo, nem faz sentido face ao resto, mas continua no campeonato porque faz falta, e o Rali de Monte Carlo é exatamente assim, faz falta, sabemos todos que nem sempre as condições do rali são as melhores ao nível da segurança, mas vamos tentando minimizar esses problemas. Toda a gente quer o Rali de Monte Carlo no Mundial, incluindo os outros organizadores.
AS – Voltando ao Rali de Portugal, relativamente aos pisos, há dois meses já estavam muito bons, não houve grandes problemas em termos meteorológicos, em principio estará tudo bem?
PA – Os pisos estão excecionalmente bons, e nesse aspeto acho que vale a pena salientar o enorme trabalho e contributo que as Câmaras Municipais deram. Quando em janeiro de 2014 eu comecei a trabalhar neste rali, havia troços onde não se passava a não ser de quatro rodas motrizes e redutoras, foi um trabalho fantástico de recuperação das estradas e isto deve-se de facto muito ao trabalho e investimento das Câmaras, mas também é um esforço que não se esgota só no rali, estas estradas, com um pequeno arranjo a seguir ao rali, vão ficar ao serviço das populações locais, porque vão passar a utilizar trajetos que antes estavam completamente vedados, mas também tem outro aspeto muito importante, e que permitirão um determinado tipo de turismo. De facto este rali tem uma coisa extraordinária, a beleza das paisagens, onde o rali decorre, acho que qualquer pessoa que já foi ver os troços do Rali de Portugal, os mais entusiastas, não podem deixar de reconhecer que as paisagens daquelas regiões são absolutamente fantásticas. Portanto isto vai abrir caminho a um determinado tipo de turismo relacionado com a natureza, pois agora passaram a haver estradas onde as pessoas podem ir conhecer estas zonas do país mais interiores, menos conhecidas. E finalmente, uma vez que se tratam de zonas florestais, também no ataque aos incêndios passou a haver uma via de acesso mais rápida, ou seja, temos aqui um esforço que foi feito pelas Câmaras a favor do rali, mas que vai beneficiar as populações, as atividades económicas, e até a segurança daquelas regiões.
AS – De qualquer forma se tivesse que escolher um troço mais seletivo, estou-me a lembrar por exemplo da Cabreira, não sei exatamente como e que estarão os pisos hoje em dia, onde acha que eventualmente o Rali de Portugal se pode ‘jogar’?
PA – O Rali de Portugal joga-se no seu conjunto, são 16 PE e o resultado final decorrerá do andamento dos pilotos em todos eles, agora é evidente que pela sua extensão e pela sua localização no programa da prova, a classificativa do Fridão, a que poderíamos chamar de Amarante, com os mais de 37 km, feitos por duas vezes, é de facto uma prova que pode estabelecer as diferenças, mas também o troço de Vieira do Minho, que corresponde a antiga Cabreira, também pela sua extensão, com mais de 32 km e colocado como penúltima PE do rali pode ser o local onde a classificação se decida.
AS – No Fridão vai haver a possibilidade de alguém fazer a mesma coisa que fez o Hannu Mikkola há muitos anos, cortar caminho?
PA – Não, porque o caminho hoje em dia é o caminho que ele usou nessa altura, portanto não há mais para cortar, já cortámos o que havia a cortar…
AS – O que lhe parece que terá que acontecer nesta prova para que o Rali de Portugal possa vir a ser novamente o melhor rali do mundo?
PA – Penso que hoje em dia a questão de ser o melhor ou não ser o melhor não se coloca tanto. Para já o prémio não existe, naquela altura havia de facto um premio da associação dos construtores para designação do melhor rali do mundo. Lembro-me também que numa fase posterior o Rali de Portugal foi considerado aquele que mais evoluiu de um ano para o outro, isto já numa fase mais recente. Hoje em dia esse galardão não existe. Existe sobretudo, para já, a consciência do dever cumprido, de termos feito – ou não – feito tudo, e claro o apreço das marcas, dos pilotos, da FIA em relação a isto. Portugal nesta altura é seguramente um dos melhores ralis do mundo, isto toda a gente está de acordo, não nos preocupamos muito se somos nós ou a Finlândia, mas enfim, estamos seguramente no pódio dos ralis do Campeonato do Mundo e o importante é que mantenhamos esta filosofia, mantenhamos esta imagem e que Portugal não seja mais associado aquela imagem um pouco perturbadora, eu diria quase de gente indisciplinada, arruaceiros até, que nos marcou durante muitos anos. Hoje em dia Portugal, o Rali de Portugal ajuda a mostrar uma imagem de um país organizado, ordeiro, competente e é isso que eu espero que o Norte contribua, o Rali de Portugal é muito importante para a economia das regiões onde se desenvolve e também para passar uma imagem dessas mesmas regiões. Portanto importa que a imagem que passemos do norte de Portugal seja a melhor imagem possível, não seja apenas a do entusiasmo popular, que esse é muito importante, mas seja um entusiasmo regrado, organizado, de modo a que continuemos a ser um rali referência no campeonato do mundo.
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