Dois anos e meio depois do acidente o Ministério Púbico acusou seis pessoas pelo sucedido no Rali Sprint Guimarães de 2014, prova em que morreram três pessoas na sequência do despiste de um carro participante na prova. Estão acusados de homicídio por negligência um mecânico e cinco organizadores do Rali Sprint de Guimarães de 2014. Numa missiva publicada hoje, a Procuradoria-Geral Distrital (PGD) do Porto faz saber que cada um dos seis arguidos está acusado de três crimes de homicídio por negligência. Recorde-se que na prova, um despiste de um concorrente colheu oito espetadores, e desses, três viriam a falecer na sequência dos ferimentos. Aqui fica a nota da PGD, na íntegra:
“No dia 28.12.2016, o Ministério Público no DIAP da Comarca de Braga (Vila Nova de Famalicão, 1.ª secção), deduziu acusação contra seis arguidos, imputando a todos eles a prática de três crimes de homicídio por negligência. Os factos reportam-se ao despiste de um automóvel de competição sucedido no dia 07.09.2014, em Guimarães, durante a classificativa do Rali Sprint de Guimarães, que decorreu na EM 579-2, em Vila Nova de Infantas, Guimarães, colhendo oito espectadores, dos quais três viriam a morrer como consequência dos ferimentos assim sofridos. Dos arguidos acusados, um tinha a seu cargo, como mecânico, a manutenção mecânica do veículo que se despistou; os outros cinco foram os responsáveis pela organização da prova desportiva. O Ministério Público considerou indiciado que no veículo automóvel tinham sido efetuadas modificações nos conjuntos roda/cubo e cubo/manga do eixo traseiro que enfraqueceram as suas condições de segurança, levando a que, no decurso da prova, os esforços incidentes sobre o conjunto roda/suspensão levassem à rutura gradual de parafusos de fixação, à consequente frouxidão da roda traseira esquerda e à perda de controlo do veículo por quem o tripulava. Mais considerou indiciado que a competição foi posta em execução em flagrante violação das normas que regem a segurança nos ralis, por não estarem identificadas zonas de risco, nem protegidas com equipamentos de segurança especiais, por não estarem estabelecidas zonas específicas de segurança para o público e ter sido permitido que este se colocasse junto das bermas e por elas circulasse. Foi requerida a abertura de instrução.”
Recorde-se que a FPAK já tinha divulgado as conclusões tiradas pela Comissão de Inquérito por si requirida para avaliar as circunstâncias do acidente que vitimou fatalmente três pessoas e feriu cinco no Rali Sprint de Guimarães de 2014, a 7 de setembro do ano transato. A Comissão de Inquérito acabou por considerar o facto “um lamentável e triste acidente de corrida”, isentando de responsabilidades, o organizador da prova, o Motor Clube Guimarães que considera ter cumprido todas as elementares regras de segurança. Leia o comunicado na integra neste link:










