Juha Kankkunen: Um marco na história do WRC

Por a 3 Outubro 2015 10:22

Juha Kankkunen dispensa apresentações! Tetracampeão do Mundo de Ralis e um dos melhores pilotos de ralis da sua geração (na verdade, atravessou pelo menos duas gerações), o finlandês, nascido em Laukka (perto de Jyvaskyla, o berço dos ralis, na Finlândia), é um nome incontornável do WRC e dos ralis, em geral. A sua carreira começou a aflorar quando o seu talento foi detetado pelo pai (também piloto de ralis) muito cedo, muito antes de ter carta de condução. Rapidamente se percebeu que Juha era um “diamante em bruto” que era preciso apenas lapidar. E foi o que fizeram Timo Makinen e Timo Jouhki (que se tornou o seu manager), com este último a suportar financeiramente os primeiros tempos da carreira do jovem finlandês, que precisou apenas de três ralis no WRC para que a Toyota Finlândia o contratasse.

Sempre com bons resultados, foi num ápice que chegou à equipa oficial da Toyota do Mundial de Ralis, em 1983, onde o sexto lugar, com o Celica Twin Cam Turbo, no Rali da Finlândia, lhe abriu as portas para, no ano seguinte, fazer mais três provas do WRC, já sob proteção da Toyota Team Europe. E só foi preciso esperar mais um ano para assegurar a primeira vitória no Mundial de Ralis, no Rali Safari, onde participou pela primeira vez! Repetiu o triunfo no Rali da Costa do Marfim, sendo rapidamente apontado como a nova referência dos ralis africanos do WRC.

Isso, somado ao seu inato talento, valeu-lhe um contrato com a Peugeot, em 1986, para guiar o 205 Turbo 16. E naquele que é considerado o ano mais emblemático do WRC, Kankkunen não fez a coisa por menos e sagrou-se Campeão do Mundo pela primeira vez, depois de aliar a rapidez à consistência e de ainda ter visto Markku Alen ser prematuramente considerado campeão (devido a uma polémica desclassificação da equipa Peugeot no Rali de Sanremo dessa ano).

Se alguém tinha dúvidas do valor do popular “KKK”, desvaneceu-as! E com o final dos Grupo B, não haviam de ser os menos potentes Grupo A a travar a ascensão do inlandês, por esta altura, com 28 anos. A saída da Peugeot de cena, levou-o a ser contratado pela equipa oficial Lancia, em 1987, e mesmo se no primeiro rali do ano, em Monte Carlo, sofreu uma das piores deceções da carreira ao obedecer a ordens de equipa para deixar vencer Miki Biasion, Kankkunen fez uma época brilhante, terminando apenas dois ralis fora do pódio, o que lhe garantiu a renovação do título, num feito, na altura, inédito.

A partir daí e na década seguinte, a carreira do piloto, dividiu-se entre a Toyota (1988, 1989, 1993, 1994, 1995 e 1996) e a Lancia (1990, 1991 e 1992) e foi nesse período que conquistou os restantes títulos da sua carreira no WRC. Primeiro em 1991, com um Lancia Delta Integrale, depois de ganhar cinco ralis, o que lhe permitiu tornar-se o primeiro piloto de sempre com três títulos de Pilotos e, depois, em 1993, já de regresso à Toyota, com o Celica Turbo 4 WD, com o qual foi o mais rápido em 86 classificativas ao longo do ano, averbando sete subidas ao pódio.

Em 1997 e 1998, Kankkunen aceitou um convite para guiar os Ford Escort Cosworth oficiais, mas não vai além de dois quartos lugares no final do campeonato, depois de conquistar 12 pódios em 21 ralis, mas nenhuma vitória. E após Toyota, Lancia e Ford, “KKK” embarca na aventura da Subaru, onde esteve mais duas temporadas, mas o melhor que conseguiu com os Impreza WRC da Prodrive foram duas vitórias no primeiro ano (na Argentina e Finlândia). Já na fase final da sua carreira, o finlandês ainda

acedeu a guiar os Hyundai de fábrica, mas a fraca competitividade dos Accent WRC face à concorrência melhor apetrechada, impediram-no de voltar a brilhar e de conseguir os resultados dos primeiros anos. A sua última época completa no WRC foi em 2002, com o construtor coreano, e, desde aí, participou apenas em ralis fora do âmbito do WRC, apenas para fazer o “gosto ao pé”, antes de se dedicar a bater alguns curiosos recordes de velocidade.

Currículo no WRC

Participações: 162

Primeira prova: Finlândia 1979

Última prova: Finlândia 2010

Vitórias: 23 (14,2 % das participações)

2ºs Lugares: 32

3ºs Lugares: 20

Total de Pódios: 75 (46,3% das participações)

Total de Pontos (Mundial de Pilotos): 1140

Vitórias em Troços: 700

Desistências: 43 (26,5% das participações)

Títulos: 4 WRC (Pilotos), 1986, 1987, 1991 e 1993

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