“Estou no lote dos que podem lutar pela vitória”
Ao contrário das melhores sequelas de filmes, onde o original é quase sempre melhor que as “repetições”, Armindo Araújo sabe que a sua terceira participação no Mundial de Produção é a mais ambiciosa. Mesmo assim, a experiência dos anos anteriores aconselha prudência: “não me peçam para dizer se um bom resultado no final do ano é ser Campeão, ser terceiro ou quinto porque já aprendi que neste campeonato não se pode fazer previsões”.
Face a uma concorrência de luxo onde se incluem nomes Martin Prokop, Patrick Sandell, Patrick Flodin ou Eyvind Brynildsen, o piloto da equipa Mitsubishi/Galp/TMN/MCA não se revê em baixa. Pelo contrário, faz uma auto-avaliação sem qualquer tipo de complexos, referindo que “estou incluído no lote dos pilotos da frente, daqueles que podem lutar pela vitória”. E se assim é, apetece então perguntar: qual o principal trunfo que o piloto pode, em 2009, pôr em cima da “mesa” e onde pode, efectivamente, fazer a diferença perante os adversários?
A resposta encontra-a Armindo na “experiência de dois anos de PWRC que permite avaliar as situações no terreno de outra maneira. Se há ralis onde posso fazer a diferença é nos mais rápidos e onde não é preciso poupar tanto a mecânica. Logo, ralis como o Chipre e a Grécia, de extrema dureza, poderão ser mais complicados do que, por exemplo, a Nova Zelândia”.
Essencial para os resultados será também levar a “estrelinha da sorte” bem amarrada dentro do Lancer Evo X pois problemas como os que aconteceram no Rali de Portugal do ano passado (motor partiu após oito quilómetros de utilização) ou na Nova Zelândia (caixa cedeu quatro quilómetros depois de arrancar) e para os quais ninguém encontra uma explicação razoável, são praticamente impossíveis de controlar.
Estratégia? É segredo!
Independentemente disso, Araújo não tem dúvidas que a melhor estratégia para se obter resultados no PWRC é “adoptar um ritmo de compromisso. Com provas tão longas e com os nossos carros a passarem já depois dos WRC, logo com os pisos muito mais degradados, nem sempre se pode andar a fundo. Por exemplo, não tenho problemas em afirmar que encararei um Rali da Nova Zelândia muito mais ao ataque do que um Rali da Grécia, mas, também confesso que a verdadeira estratégia de prova e planificação do ritmo do rali guardo-a para mim como se de um segredo se tratasse!”.
Meia novidade para este ano é o aparecimento de mais S2000 que o piloto que terá o seu carro novamente preparado pela Ralliart Itália vê com bastante apreensão “não só porque são mais rápidos que os carros de Produção, como também pelo factor da injustiça já que penso que esse carros nem deveriam concorrer na nossa categoria”. Seja como for, na sua terceira época no PWRC, Armindo parte decidido a fazer a diferença e com a consciência de que “a continuação da minha carreira internacional não dependente dos resultados deste ano”. Será?…Assim se espera, mas só o futuro trará a resposta…
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