CRM: João Silva dominou em Machico, mas classificação está suspensa…

Por a 15 Março 2026 10:44

João Silva e o seu Toyota GR Yaris Rally2 bateram a concorrência de forma arrebatadora na prova de abertura do campeonato madeirense, o Rali Marítimo Município de Machico. A classificação final da prova encontra-se suspensa após reclamação do vencedor.

O campeonato madeirense de ralis arrancou em Machico com a promessa de mais um duelo entre o campeão Miguel Nunes e João Silva pela primazia na competição insular. Silva, com o Toyota GR Yaris Rally2, saiu da super-especial de abertura disputada na noite de sexta-feira na frente, mas a sua vantagem de 1,6 segundos permitia continuar a acalentar a esperança de competição animada no dia seguinte.

O piloto da FX voltou a ser o mais rápido nos dois primeiros troços de sábado e aumentou o seu avanço para 4,5 segundos. Nunes, com o novo Skoda Fabia RS Rally2 “125”, ripostou e encurtou o seu atraso em 4 décimos.

O líder terminou a manhã com mais um triunfo e, a meio da prova, a diferença entre os primeiros estava nos 6 segundos.

Condições climatéricas mutantes aconselhavam a uma escolha de pneus acertada para a última e decisiva secção. Nunes foi o melhor na primeira passagem por Porto da Cruz, reduzindo a sua desvantagem para 4,3 segundos. No entanto, a opção de Silva veio a vingar no restante itinerário pois, na especial seguinte, bateu o seu rival por 24,8 segundos.

A partir daí, foi aumentando o seu pecúlio e cortou a meta com uma vantagem de 49,4 segundos para a restante caravana. Rui Jorge Fernandes, com um Skoda Fabia Rally2 Evo, cedo garantiu o lugar mais baixo do pódio, distanciado de Artur Quintal em viatura idêntica.

Mesmo queixando-se nalgumas ocasiões do comportamento do Alpine A110 RGT+ que estreou na ocasião, Gil Freitas foi um tranquilo vencedor na competição Master, com um avanço de 43,9 segundos para o segundo classificado, José Camacho, campeão da categoria em 2025 com um Skoda Fabia R5.

Vítor Sá, com o Alpine A110 RGT, enganou-se no percurso da classificativa disputada na cidade anfitriã na noite de sexta-feira e esteve o restante rali em recuperação do tempo perdido com o seu erro. Terminou na terceira posição da competição para os pilotos menos jovens.

Muitos eram os pilotos que poderiam brilhar na disputa pela primazia entre os utilizadores de viaturas de tração dianteira.

Uma das referências na categoria, Sandro Teixeira tomou a dianteira com um Peugeot 208 Rally4 mas perdeu o comando a meio da prova com uma saída de estrada.

As difíceis condições da tarde de sábado permitiram a recuperação e que ainda terminasse com uma vantagem de cerca de 20 segundos para Emanuel Martins, que dava os primeiros passos com um Renault Clio Rally4. O lugar mais baixo do pódio foi para Nuno Ferreira na estreia do Lancia Ypsilon Rally4.

André Freitas, com Renault Clio Rally5, foi um tranquilo vencedor do Troféu Eng. Rafael Costa e João Quintal foi o único classificado na competição júnior. O campeonato madeirense volta à estrada a 10 e 11 de abril em Santana.

Classificação suspensa

Concluído o Rali do Marítimo/Machico, o Colégio de Comissários Desportivos fez saber, através da sua Decisão nº 2, que havia recebido do concorrente nº 2, João Silva, relativa a uma alegada violação do art. 15.9 das PGAK, e que “o CCD após análise da reclamação, verificou-se que a mesma estava em condições de ser aceite, no entanto, devido ao teor da mesma enviou-a para apreciação/análise e decisão da direção da FPAK. Por este motivo fica suspensa a classificação final oficial até conclusão deste processo”.

O art. 15.9 das PGAK determina que, “de acordo com as normas expressas em vigor, os concorrentes poderão, livremente, afixar toda a publicidade nas suas viaturas desde que: sejam autorizados pelas leis nacionais; pelos regulamentos FIA; pelos regulamentos FPAK; não seja contrária aos princípios da boa moral e costumes; não seja de natureza política ou religiosa; não colida com os espaços destinados às placas e números de competição e nome do condutor…”

João Silva, nas suas redes sociais explicou que “a minha luta contra o tabaco é pública” e “é nesse contexto que surge a minha reclamação contra esse tipo de publicidade, que se foi normalizando mesmo sendo proibida por lei. Em consciência, decidi agir e fiz uso dos mecanismos regulamentares a que tenho direito como concorrente, antes mesmo do rali começar”.

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