Será este o melhor Campeonato de Portugal de Ralis de sempre?

Por a 22 Fevereiro 2019 08:13

O Campeonato de Portugal de Ralis 2019 arranca hoje em Fafe, e se nos anos anteriores já quase gastámos os adjetivos para qualificar esta competição, que dizer este ano. Quase três dezenas de R5. Será este o melhor CPR de sempre? Se estivermos enganados, não será por muito…

É que não estamos a falar só de carros de topo, mas também de pilotos de qualidade.

Sabemos, pela experiência dos outros anos, que Fafe é logo no arranque o pináculo do ano em termos de participações. Há, como já sucedeu nos anos anteriores, muitos programas ainda parciais, sendo natural que alguns deles acabem por ficar pelo caminho, mas no topo da pirâmide, há mais um candidato muito sonante, Bruno Magalhães. O vice-campeão do ERC 2017 vem acrescentar muita qualidade ao CPR, aos comandos de um Hyundai i20 R5 do Team Hyundai Portugal, onde vai ser companheiro de equipa de Armindo Araújo, também ele regressado aos ralis o ano passado. Um ano depois, é o Campeão em título.

Será que Bruno Magalhães consegue o mesmo feito? É isso que o vice-Campeão Europeu de Ralis de 2017 objetiva, chegar ao seu quarto título nacional de ralis.

A segunda grande novidade é a nova máquina de Pedro Meireles, o novíssimo Volkswagen Polo GTI R5, que a nível internacional já mostrou que não fica a dever nada aos seus adversários. Passado o natural período de adaptação, será curioso ver o que o piloto de Guimarães consegue fazer, depois duma época de 2018 algo apagada.

Passemos aos candidatos ao título. Aqui, claramente, Armindo Araújo, que vai para o seu segundo ano com o Team Hyundai Portugal. Agora já conhece bem o Hyundai i20 R5, já não chega sem ritmo de cinco anos parado, ou seja tem menos óbices. Mas também tem mais concorrência. Mas tem claramente uma boa dose de favoritismo para a reconquista do título em 2019.

A seu lado na equipa, que não na estrutura (Magalhães vai estar com a Sports&You, Armindo com a RMC MotorSport) Bruno Magalhães tem que passar pelo mesmo processo de Araújo o ano passado, com uma grande diferença. Traz do ERC um bagagem de andamento e de conhecimento e rápida adaptação que mais ninguém tem na competição lusa.

Por outro lado, há estradas que não faz há muito, mas dos nove ralis (vai fazer oito), e ainda não sabendo o que pode escolher, visto que isso depende do evoluir das coisas (carro/equipa melhores na terra ou no asfalto). Fafe não ‘faz’ há 10 anos, Açores, Madeira conhece bem, Rali de Portugal é 70% novo para todos. Resumindo, vamos ver como correm as primeiras provas, mas terá que ser considerado forte candidato.

José Pedro Fontes já tem o Citroën C3 R5 desde o meio do ano passado, a Inês Ponte regressou, e depois do que Fontes já andou na segunda metade de 2018, não lhe falta nada para lutar pelo título de 2019. Absolutamente nada.

Ricardo Teodósio renova a aposta no Škoda Fabia R5 da ARC Sport e vai tentar uma versão revista e aumentada do que foi o seu ano de 2018. Muita rapidez, e luta até ao fim pelo título. Tendo em conta o aumento da concorrência, se, pelo menos, repetir 2018 será outro grande feito.

Miguel Barbosa teve um ano de 2018 atípico, com vários azares. A classificação do campeonato não espelha o que andou muitas vezes (por exemplo, Fafe), por isso a luta este ano será converter o andamento que lhe vimos muitas vezes em 2018, em resultados. Terá que sobressair na primeira metade do campeonato, pois no asfalto terá mais dificuldades. Não é por acaso que defende a divisão igual de provas de terra e asfalto no CPR.

Pedro Meireles tem um trunfo, o Volkswagen Polo GTI R5, que não se sabe ainda se será o Ás. Se for, pode não só repetir 2014, ou pelo menos lutar como em 2017 em que ficou a 0.5 pontos do título. Contudo, não é o piloto mais rápido, mas talvez seja dos mais consistentes. O seu problema principal poderá ser o facto da concorrência ser muito maior e a consistência poder não ser suficiente. Mas pode fazer uma época bem diferente de 2018.

Os ‘outsiders’

Todos os pilotos que vamos referir a seguir poderão obter alguns bons resultados caso os homens da frente, nas suas lutas, exagerem ou tenham problemas. Mas há uma exceção neste lote: Ricardo Moura. Vai estar em Fafe e quase de certeza nos Açores, sendo ele quiçá um dos mais fortes candidatos a vencer as duas provas. O que fez o ano passado.

Contudo, está há um ano sem guiar, e isso poderá ser um grande óbice tendo em conta a concorrência mais forte este ano.

Manuel Castro regressa com o Hyundai i20 R5, mas ainda não sabe, para além de Fafe, quantas mais provas vai fazer.

Pedro Almeida trocou de carro, tem agora um Škoda Fabia R5 e aos 21 anos vai querer continuar a evoluir. Tem todas as condições para isso e será ele o mais forte candidato ao lugar de “melhor dos outros”.

Joaquim Alves também vai fazer quatro ou cinco provas, com o seu Škoda Fabia R5. Melhorar o segundo lugar do Rali de Portugal 2017 será difícil. Diogo Salvi vai disputar quatro provas de terra com o seu Škoda Fabia R5, e nada de asfalto.

Miguel Correia é uma das mais recentes ‘promoções’ aos RC2, vai guiar o Ford Fiesta R5 ex-Pedro Almeida, e será curioso ver a sua evolução.

Paulo Meireles tem previstas, mas não asseguradas quatro provas com o Hyundai i20 R5 e António Dias, vai continuar a dar o seu espetáculo, sem grandes objetivos regulares em termos de resultados no top 5.

António Dias vai tentar fazer melhor que no ano passado, em que chegou a vencer uma especial à geral no CPR.

2WD com muitas indefinições

As duas rodas motrizes nacionais vão este ano perder um dos seus grandes protagonistas, já que Pedro Antunes vai rumar ao Europeu de Ralis . Com a presença da Peugeot Rally Cup Ibérica, não vão faltar concorrentes na luta pelas duas rodas motrizes, mas quanto à

à competição lusa, CPR2, é um pouco diferente, mas já existe lista de inscritos no campeonato: Gil Antunes, Rafael Cardeira, Paulo Neto, Hugo Lopes, Daniel Nunes, Filipe Nogueira, Manuel Pinto, Joana Barbosa e João Marcelino.

Daniel Nunes, Campeão Nacional de duas rodas motrizes renova a sua presença na competição, o mesmo sucedendo com Gil Antunes e Paulo Neto, mas há ainda muitas indefinições, e o mais provável é o aparecimento a conta gotas doutros protagonistas.

Portanto, temos bons condimentos para um excelente campeonato, melhor no topo que no CPR2, e se pudéssemos, pedíamos algo semelhante aos últimos dois. Título decidido na última prova, e de preferência ainda com mais candidatos. E que ganhe o melhor, claro.

Horário

6ªFeira, 22 de Fevereiro

Reconhecimentos Qualifying Stage 09:00 – 09:30

Qualifying Stage 09:30 – 10:00

(duas passagens treinos livres, uma de qualificação)

Shakedown (restantes competidores) 10:00 – 12:00

1ª Etapa-1ª e 2ª Secções

Assistência-Praça das Comunidades (Largo da Feira) 15:09

SS1 – Luilhas 1 (12.82 Km) 15:52

SS2 – Luilhas 2 (12.82 Km) 17:15

1ª Etapa-3ª Secção

SS3A – Super Special Stage – Fafe Street (2.05 Km) a)

SS3B – Super Special Stage – Fafe Street (2.05 Km) a)

a) A determinar de acordo com o Nº de concorrentes à partida

Sábado, 23 de Fevereiro

2ª Etapa – 4ª e 5ª Secções

Assistência-Praça das Comunidades (Largo da Feira) 08:20

SS4 – Ruivães 1 (9.65 Km) 09:00

SS5 – S. Pedro 1 (8.02 Km) 09:23

SS6 – Aboim/Rio Vizela 1 (10.32 Km) 10:12

Reagrupamento – Praça Comunidades (Largo da Feira) 10:53

SS7 – Ruivães 2 (9.65 Km) 11:28

SS8 – S. Pedro 2 (8.02 Km) 11:51

SS9 – Aboim /Rio Vizela 2 (10.32 Km) 12:40

2ª Etapa-6ª e 7ª Secções

Assistência Praça das Comunidades (Largo da Feira) 14:03

SS10 – Montim 1 (8.52 Km) 14:48

SS11 – Lameirinha 1 (10.84 Km) 15:16

SS12 – Montim 2 (8.52 Km) 16:16

SS13 – Lameirinha 2 (10.84 Km) 16:44

Assistência Praça das Comunidades (Largo da Feira) 17:19

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