RALLYE CASINOS DO ALGARVE: A QUADRATURA DO TÍTULO

Por a 31 Outubro 2019 12:14

Ricardo Teodósio, Bruno Magalhães, Armindo Araújo e José Pedro Fontes, partem atrás do ‘jackpot’ no Rali Casinos do Algarve, última prova do Campeonato de Portugal de Ralis. Quatro candidatos separados por 26,31 pontos com 30 pontos em jogo e muitas contas para fazer na prova que vai decidir o Campeão Nacional de Ralis de 2019.

Como se percebe pelos números, é Ricardo Teodósio que tem uma boa vantagem nas contas, e se vencer ou for segundo (mesmo que não somasse qualquer ponto extra de triunfos em PE), será sempre campeão.

O eventual terceiro lugar de Ricardo Teodósio na prova (147,44 pontos no total) é que já apresenta ‘nuances’, ainda assim difíceis de concretizar (para os seus adversários), mas não impossíveis.

Neste contexto, mesmo que Armindo Araújo ou José Pedro Fontes vencessem e somassem os cinco pontos extra, nunca somariam mais do que 146,44 pontos (Armindo) ou 142,45 (Fontes). Mas se o triunfo fosse de Bruno Magalhães, e o piloto da Hyundai somasse mais três pontos extra que Teodósio seria campeão. De referir que três pontos extra significam seis vitórias em troços. Muito difícil, mas não impossível…

Com Ricardo Teodósio em quarto, isto ainda não seria suficiente para José Pedro Fontes (claro que com os resultados de Bruno Magalhães e Armindo Araújo a ‘ajudá-lo’). Mesmo vencendo e somando cinco pontos extra, o piloto da Citroën totalizava 142,45 pontos, face aos 144,44 de Teodósio. Não chegava.

Já relativamente a Armindo Araújo, as coisas eram diferentes, mas ainda assim muito difíceis, pois se vencesse seis troços, passávamos aos fatores de desempate, pois ficavam iguais em pontos à décima. E aí, Teodósio era campeão pois o primeiro fator de desempate é a soma da totalidade dos pontos, sem ‘atirar’ pontos fora. ‘Bastava’ Armindo vencer mais um troço.

Para Bruno Magalhães, num contexto em que vence o rali (Teodósio em 4º), o piloto da Hyundai só não podia permitir que o algarvio vencesse mais troços que ele. Mesmo que nenhum ganhasse troços, Bruno seria campeão se triunfasse no rali.

Portanto, as possibilidades existem, mas a teoria continua a apontar para Ricardo Teodósio. A juntar a isto, com todos os quatro candidatos a querer vencer, as vitórias em troços podem dividir-se e isso é mais uma fator favorável a Ricardo Teodósio. Mais divisão de pontos beneficia que tem 10 pontos de avanço (virtuais, já retirando o pior resultado) sobre o segundo. E assim por diante…

Trocando a forma de olhar para a questão, José Pedro Fontes seria campeão se: Vencesse o rali, Armindo fosse segundo, Bruno terceiro, Teodósio sétimo, e o piloto da Citroen vencesse mais dois troços que Teodósio. O sexto lugar de Teodósio já não permitiria o título de Fontes a não ser que o homem da Citroën vencesse sete troços e Teodósio nenhum.

Como já percebeu, há imensas possibilidades e o ‘excel’ mexe a cada troço. Resta aguardar pelo desenrolar da prova, tendo em mente que ‘isto’ são ralis, e até ao último troço tudo, literalmente tudo pode acontecer, e já agora, para ser ainda mais correto, só depois de publicada a classificação oficial final, após as verificações técnicas finais.

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mabofama
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mabofama

São todos óptimos pilotos.
No entanto, a minha preferência vai para o José Pedro e para a Inês, para selarem com chave de ouro os infortúnios de que foram vítimas.
Viva o CPR!…

peudreot106rallye
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peudreot106rallye

o Teodósio ja merece mas que ganhe o melhor!

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