Rali Terras d’Aboboreira: mais seletivo, troços longos e novo desenho competitivo

Por a 8 Abril 2026 18:41

O Rali Terras d’Aboboreira de 2026, agendado para 17 e 18 de abril, apresenta-se como uma das edições mais seletivas dos últimos anos, com menos classificativas, mas troços mais extensos e um figurino competitivo renovado, assumindo esta época a abertura do Campeonato de Portugal de Ralis e integrando novamente o calendário do FIA European Rally Trophy. A prova organizada pelo Clube Automóvel de Amarante mantém o epicentro em Amarante, passa por Baião e Marco de Canaveses e aposta numa estrutura que privilegia a exigência desportiva e a capacidade de gestão dos pilotos.

A principal alteração está no desenho do rali: depois de nove troços entre 2022 e 2024 e de dez em 2025, a edição deste ano terá oito classificativas, ainda assim acima das seis de 2020 e das sete de 2021. A diferença, porém, não está apenas no número. Está sobretudo na extensão e na dureza dos troços, com Amarante e Aboboreira a ultrapassarem os 20 quilómetros, num sinal claro de que a organização procurou responder ao pedido de maior seletividade.

Troços mais longos, menos margem para erro

A opção por especiais mais extensas deverá alterar o modo como a prova é abordada, aumentando o peso da consistência, da gestão mecânica e da leitura do terreno. António Jorge, presidente do Clube Automóvel de Amarante, explica que a solução surgiu na sequência de um pedido claro dos intervenientes no campeonato.

“Já que nos pediram troços mais longos, na sequência disso colocámos dois deles [Amarante e Aboboreira] com mais de 20 quilómetros. Face às circunstâncias regulamentares, teremos, por isso, menos classificativas, mas creio que, no cômputo geral, o rali ficará ainda mais interessante e competitivo. Os pisos das classificativas vão estar fantásticos, em termos de qualidade, pelo que tudo se conjuga para mais uma edição de sucesso e merecedora do agrado dos pilotos e dos nossos parceiros.”

A declaração do dirigente sublinha a lógica da edição de 2026: menos dispersão, maior densidade competitiva e uma prova desenhada para fazer diferenças mais claras em estrada. Num rali com esta configuração, a velocidade pura continuará a ser determinante, mas o erro tende a pagar-se mais caro.

Cinco classificativas, todas em versão nova

Outra das notas fortes desta edição é a renovação integral do traçado competitivo. O rali terá cinco classificativas distintas — Amarante, Marão, Baião Vida Natural, Aboboreira e Baião — e nenhuma delas surgirá exatamente na mesma versão de anos anteriores.

Essa reformulação permite à organização introduzir novidade num rali já consolidado no calendário nacional e internacional. Ao mesmo tempo, reduz a vantagem de referências demasiado automatizadas, obrigando pilotos e equipas a um trabalho particularmente rigoroso de preparação, de reconhecimentos e de afinação.

Qualifying regressa e muda a lógica da sexta-feira

A edição de 2026 traz também de volta o Qualifying, reativado na manhã de sexta-feira, no troço de Vila Boa de Quires, com 3,47 quilómetros. A realização desta sessão decorre das exigências regulamentares da FIA associadas à presença da prova no European Rally Trophy e terá impacto direto na ordem de partida para o primeiro dia.

Este regresso introduz um elemento adicional de estratégia logo na abertura do rali. Mais do que procurar apenas um bom arranque cronológico, as equipas terão de ponderar o posicionamento ideal para enfrentar as primeiras especiais, num contexto em que as condições do piso podem influenciar de forma decisiva o rendimento.

Super-especial em Baião mantém aposta urbana

A primeira etapa terminará com a super-especial Baião Vida Natural, com 1,75 quilómetros, disputada no centro da vila, depois das passagens inaugurais por Amarante, com 22,70 quilómetros, e Marão, com 12,29 quilómetros. Trata-se de uma versão inédita e substancialmente diferente da utilizada há três anos, mantendo-se, no entanto, a aposta da organização numa classificativa de forte proximidade com o público.

O Clube Automóvel de Amarante preserva ainda uma solução que mereceu destaque em edições anteriores: os pilotos poderão efetuar os reconhecimentos com a super-especial já montada. A sexta-feira reserva também outra novidade operacional, já que a ordem de partida para esta PEC 3 será feita por ordem inversa para as primeiras 40 equipas, acrescentando um fator de espetáculo e reorganização competitiva ao fecho do dia.

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