Kris Meeke vence Rali Terras d’Aboboreira

Por a 3 Maio 2025 19:12

Três em três para Kris Meeke-Stuart Loudon (Toyota GR Yaris Rally2), que venceram o Rali Terras d’Aboboreira, terceira prova do Campeonato de Portugal de Ralis.

Depois dos triunfos em Fafe à chuva e na lama, e no Sol algarvio, agora foi a vez de Amarante chuvoso, num ‘tri’ que é um arranque de campeonato de sonho, tal como já tinha sucedido o ano passado em que o irlandês venceu as três primeiras provas do CPR… e na altura também o Rali de Portugal.

Este é um triunfo, que por ser o terceiro consecutivo, tem forte impacto no campeonato, já que apesar de ter trocado de equipa, de marca e consequentemente de carro, Kris Meeke já se encontra muito bem ligado ao seu novo Toyota GR Yaris Rally2 e está a deixar claro que será muito difícil ser batido, em condições normais, mesmo por um piloto da categoria de Dani Sordo.

Um bom rali, grandes troços, ‘mundialistas’ a que só a chuva incomodou um pouco, mas ainda assim, boas lutas, tanto na prova principal como nas duas rodas motrizes e por inerência na Peugeot Rally Cup Portugal e Peugeot Rally Cup Ibérica, em que Ricardo Sousa-Luís Marques (Peugeot 208 Rally4) e Hélder Miranda-Rui Teixeira (Peugeot 208 Rally4) foram para o derradeiro troço separados por 1.0s com o triunfo a cair para as mãos de Ricardo Sousa que venceu, também porque Hélder Miranda desistiu no último troço depois de ter ficado preso numa valeta. Era preciso risco máximo, e neste caso foi-se o tudo, ficou o nada…

Para Dani Sordo, desta feita com Patricia Ruiloba ao lado no Hyundai i20 N Rally2, restou o consolo de novo segundo lugar, desta feita por 27.6s, após um furo na PowerStage. No lugar mais baixo do pódio ficaram Armindo Araújo-Luís Ramalho (Škoda Fabia RS Rally2), posição a que chegaram no último troço, depois de Jan Solans-Rodrigo Sanjuan (Toyota GR Yaris Rally2) se atrasarem, com a dupla lusa a vencer mesmo a Power Stage da prova, passando por isso Roope Korhonen-Anssi Viinikka (Toyota GR Yaris Rally2), que terminaram a prova no quarto posto.

Um belo resultado para a dupla lusa, que bateu os finlandeses, mas também Yohan Rossel-Arnaud Dunand (Citroën C3 Rally2), vencedor do WRC2 nas Canárias e Jan Solans-Rodrigo Sanjuan (Toyota GR Yaris Rally2). Com este resultado, Armindo Araújo e Luis Ramalho foram, logicamente, os melhores portugueses em prova.

Rúben Rodrigues-Rui Raimundo (Toyota GR Yaris Rally2) foram sétimos da geral, quartos do CPR, depois de uma prova em crescendo, entraram muito bem no segundo dia, lutaram com Armindo Araújo pela posição de melhores portugueses, mas cederam já na parte da tarde do segundo dia depois de perceberem que dificilmente chegariam aos homens do Skoda, terminando, no entanto, bem classificados, e mais do que isso, com uma exibição bem prometedora, a melhor do ano até aqui.

Esta prova foi boa para se confirmar o que era quase uma certeza: Kris Meeke e Dani Sordo vão passar todo o campeonato, em condições normais a lutar entre si pelos triunfos nas provas do CPR o que neste caso da Aboboreira se estendeu também a um rali que contou com uma presença muito significativa de concorrentes do WRC2 a preparar o Rali de Portugal.

Só mesmo Mārtiņš Sesks-Ralfs Igavenš (Ford Fiesta Rally2) deram alguns sinais de poder dar alguma luta, mas ao cabo do final do primeiro dia estavam já a 14.3s, e antes de abandonarem com problemas mecânicos, já distavam 20.8s.

Não há forma alguma dos concorrentes lusos terem hipóteses de chegar, sequer perto, do ritmo dos dois ‘mundialistas’, numa questão que este ano ainda se agudiza mais porque… os dois estão a ‘puxar-se’ um ao outro, por estarem em luta direta, e isso faz com que o fosso cavado para os portugueses seja ainda maior.

Por muito que, muita gente, especialmente nas redes sociais, se insurja contra a falta de andamento dos concorrentes lusos, essas são críticas extremamente injustas porque as diferenças a todos os níveis são tantas e tão grandes, de quilómetros feitos ao longo da carreira ao mais alto nível, de testes, de material mais competitivo, não esquecendo o custo de eventuais acidentes, o que são anos e anos de competição mundial comparada com provas de campeonatos nacionais. É pedir o impossível…

Jan Solans-Rodrigo Sanjuan (Toyota GR Yaris Rally2) fizeram uma prova de trás para a frente, em que fruto de uma penalização por falsa partida na super especial do primeiro dia, caíram para a oitava posição, recuperando posições ao longo do dia, terminando o rali no lugar mais baixo do pódio. Só que, na PowerStage perderam 49.1s, e com isso caíram para a sexta posição da classificação geral.

Ricardo Teodósio-José Teixeira (Toyota GR Yaris Rally2) tiveram uma prova complicada, más escolhas de pneus no primeiro dia, um atraso considerável, de tal modo que o terminaram na 13ª posição da geral, estiveram melhor no segundo, mas ‘o estrago’ já era grande e nem sequer conseguiram muito melhor do que andar a fazer sextos e sétimos tempo, com dois quintos postos do CPR já perto do fim do rali. Terminaram em oitavo da geral, quinto do CPR, igualando a mesma posição do Algarve.

Depois de um sexto lugar em Fafe e sétimo no Algarve, José Pedro Fontes-Inês Ponte (Citroën C3 Rally2) foi sexto na Aboboreira, mas bem mais longe da frente que no Algarve.

Ernesto Cunha-Valter Cardoso (Škoda Fabia Rally2 evo) fechou o top 10 da prova, repetindo o sétimo posto de Fafe no CPR.

A prova ficou marcada por dois abandonos significativos de Gonçalo Henriques-Inês Veiga (Hyundai i20 N Rally2) e Pedro Meireles-Mário Castro (Škoda Fabia RS Rally2), quando ambos estavam a realizar boas provas.

Já Pedro Almeida/António Costa (Skoda Fabia RS Rally2) deram um toque no primeiro dia que os fez abandonar, regressaram no segundo e nessa etapa terminaram em quarto o que diz bem do que andaram…bem!

Temos muito mais informação para dar, relativamente a muitos outros concorrentes, bem como às restantes competições desta prova, mas isso fica para mais tarde, assim que possível.

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2 comentários

  1. [email protected]

    3 Maio, 2025 at 19:51

    Parabéns ao Meeke e ao Armindo!
    Confirmação que novos valores estão a despontar…

  2. HellRun

    4 Maio, 2025 at 0:42

    Não sou grande frequentador das redes sociais, mas se há mesmo gente a criticar os pilotos nacionais por não conseguirem acompanhar dois ex-mundialistas, até é natural. Hoje em dia, basta ter um teclado à frente, para ser possível partilhar ignorância (que anda normalmente acompanhada de arrogância) com o resto do mundo. Dantes, dava muito mais trabalho. Os pilotos nacionais que continuem a fazer o seu trabalho (e neste rally houve uma ou duas provas excelentes) e não se deixem afectar por vozes que, podem sair do router dos iluminados, mas não chegam ao céu.

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