Entrevista: “Um será campeão e o outro vice-campeão”, Hyundai lança dupla jovem ao ataque do CPR
O Team Hyundai Portugal entra em 2026 com uma dupla totalmente renovada e uma meta sem rodeios: pôr dois jovens portugueses no topo do Campeonato de Portugal de Ralis, com o diretor, Jorge Costa a assumir que “um deles será campeão e o outro vice-campeão”.
Tendo em conta um campeonato que se prepara para uma verdadeira batalha de gerações, falámos com Jorge Costa, Diretor da Hyundai Portugal, marca que decidiu virar a página e apostar tudo em sangue novo.
Depois de títulos conquistados com nomes como Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, Kris Meeke e Dani Sordo, o Team Hyundai Portugal apresenta agora uma dupla 100% portuguesa e assumidamente jovem, com Gonçalo Henriques e Hugo Lopes como rostos de um novo ciclo.

A Hyundai Portugal não esconde que a escolha foi tão lógica quanto ambiciosa. “Quer o Gonçalo, quer o Hugo, o ano passado nas provas que fizeram connosco deram todos os indicadores de que tinham o potencial, a capacidade e a ambição para conquistar títulos com o Team Hyundai Portugal”, sublinha, falando numa “decisão natural” que traz “uma energia diferente” à equipa.

AutoSport: Este ano temos uma mudança de paradigma no Team Hyundai Portugal: de pilotos consagrados, depois consagrados e estrangeiros, e agora uma dupla de jovens, mas que já dão bastantes garantias…
Jorge Costa: “Sim, sem dúvida. Quer o Gonçalo, quer o Hugo, o ano passado nas provas que fizeram conosco deram todos os indicadores que tinham o potencial, a capacidade, a ambição para para para conquistar títulos com o Team Hyundai Portugal.
E portanto, este ano eu diria que é quase uma opção natural, uma uma decisão natural, foi apostar em jovens, jovens portugueses e jovens com imenso potencial que trazem uma energia diferente.
Vai ser, o que é ótimo, um confronto de gerações, porque os nomes que nós conhecemos há muitos anos e que os inspiraram certamente a eles, vão cá estar e teremos a geração deles a disputar o mesmo campeonato.
E portanto, eu acho que isso vai ser bom para todos, vai ser bom para Hyundai, vai ser bom para o próprio campeonato, a projeção que vai trazer vai ser excelente.”
AS: Tendo em conta o que diz, obviamente, os objetivos passam por vitórias e títulos…
JC: “Sim, o objetivo é muito claro. Um deles, um dos dois será campeão e o outro será o vice-campeão, é esse o nosso objetivo. Isso é para nós é muito claro.”

AS: A Hyundai já foi campeã com o Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, com o Kris Meeke e o Dani Sordo. Agora querem lá pôr um jovem nesse clube…
JC: “É o corolário, eu diria que é a evolução no natural no processo de uma equipa que tem vindo a aprender sempre. A passagem de pilotos muito experientes como o Kris Meeke e como o Dani Sordo, a ajudar-nos também a progredir o ano passado foi fundamental. A presença do Sordo ajudou-nos em determinados momentos a corrigir e a avançar, e que certamente nos levou na fase final, à vitória no campeonato.
E agora, perante aquilo que era o potencial, que estava aqui no fundo disponível, para participar e que só precisavam, digamos, do nosso apoio, precisavam de um desafio, de um projeto estruturado que os acolhesse.
E temos esse projeto, achamos que faz todo o sentido, eles também acharam que faz sentido e, portanto, diria que temos todas as condições para ter aqui um projeto vencedor.”
AS: Já acompanhamos o Gonçalo Henriques e Hugo Lopes há uns anos, o ano passado eles estiveram juntos na mesma equipa, mas com com com projetos parciais, mas este ano é diferente, vão estar em luta direta na competição. Está preparado para ter esse ambiente na equipa? Eles são muito amigos, mas vão ter que lutar um com o outro pelo mesmo objetivo…”
JC: “Isso é normal. Normal, e até saudável, diria. Temos dois pilotos com muita vontade de vencer, que vão exigir muito deles próprios e nós, enquanto equipa, o que queremos é proporcionar-lhes as condições nas mesmas circunstâncias, para que cada um deles tire o melhor partido possível do carro, do do seu trabalho em equipa, com o com o navegador e com as com as suas equipas técnicas. E que cada um deles tire o melhor e vença, e que vença o melhor.”
AS: Este ano parece que vamos ter no CPR uma luta de gerações, entre os pilotos consagrados e os jovens. O que acha disso?
JC: “Eu diria que é muito positivo haver estas duas gerações de pilotos, uma a renovar o plantel, o que é ótimo. Estamos mesmo convictos que vai ser uma época muito interessante, muito competitiva, naturalmente, com as outras marcas, que também apostaram em valores fortes. Mas nós estamos muito confiantes naquilo que é a nossa equipa, que é o nosso projeto, e portanto, acredito que temos todas as condições para vencer.”

AS: Disse-nos anteriormente que este projeto do Team Hyundai Portugal é bom, traz visibilidade, de que forma medem, perceção ou dados concretos?
JC: “Com dados concretos, aquilo que é projeção, daquilo são as as notícias quer no contexto digital, quer no contexto da empresa empresa tradicional, na televisão, etc. Ganhar um campeonato, uma marca ganhar um campeonato nacional de ralis é naturalmente algo que dá projeção, credibilidade, diria, e promove o próprio modelo, que é o modelo que está hoje disponível para venda. Portanto, qualquer pessoa pode comprar um Hyundai i20, naturalmente, e portanto, ajuda toda toda esta atmosfera, todo este contexto, ajuda, naturalmente, a promover a a a própria marca e quando se ganha, obviamente, mais ainda…”
AS: Como Diretor da marca, como vê o estado dos ralis em Portugal, em termos gerais?
JC: “O facto de ter chegado uma marca bastante forte dos últimos anos, veio obviamente aumentar a competitividade e isso é muito positivo para aquilo que é a própria projeção dos ralis. É o ideal, ter outras marcas a entrar, a tornar tudo isto ainda mais competitivo Todos acabam por ganhar com isso, há muito mais projeção. E nestes últimos anos não escondemos que houve também alguma ambição de projetar o próprio campeonato para fora das fronteiras, no fundo, não ser só visto em Portugal ser acompanhado também de fora…”

AS: Desde que falámos com o Sérgio Ribeiro em 2018, aquando da primeira apresentação, ele ao longo dos anos sempre foi dizendo que que os ralis em Portugal mereciam rever ali um ponto ao outro para ter outro tipo de projeção, e a Hyundai ao longo destes oito anos que tem cá estado, ajudou muito…
JC: “Sem dúvida. Nós não viemos para este projeto para experimentar. Ao fim de oito anos, claramente, toda a gente percebe que fizemos uma aposta segura, consistente, robusta e de longo prazo. E, portanto, já estamos no nono ano, nos três últimos anos fomos campeões, e portanto os nossos objetivos para este ano estão perfeitamente definidos. Isto é, claramente, para nós, um projeto muito importante.”
FOTOS GO Agency/Ricardo Oliveira
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