Dani Sordo: “O título soube melhor por bater Kris Meeke no mano a mano”

Por a 27 Outubro 2025 07:45

Dani Sordo conquistou o CPR 2025 numa luta renhida com Kris Meeke, destacando, em entrevista a um podcast espanhol chamado Rallycast, a história do duelo, as dificuldades técnicas e a experiência no ambiente português.

Dani Sordo sagrou-se campeão de Portugal de Ralis em 2025, numa época exigente marcada por uma intensa rivalidade com Kris Meeke. O piloto espanhol não escondeu que o principal sabor da conquista esteve no duelo direto com Kris Meeke: “Para mim, o que me motivou mais foi mesmo lutar e ganhar ao Kris. Não desvalorizando os outros, mas era com ele que sentia competição direta.”

Sordo frisa que, apesar de não ser um sonho antigo, o título assume um significado especial precisamente pela exigência deste confronto, salientando ainda o respeito por Armindo Araújo como adversário de classe diferente.

O piloto da Hyundai venceu ao volante de um carro que reconhece estar longe de ser o mais evoluído do pelotão Rally2, o que só reforça o sabor da vitória: “Podes ganhar campeonatos sendo campeão ‘de verdade’ – ou seja, lutando por vitórias – ou simplesmente fazendo o suficiente. Nós ganhámos de uma forma bonita, a lutar, e isso sabe ainda melhor.”

Com Kris Meeke num Toyota mais evoluído e conhecedor das provas nacionais, Sordo reconhece a dificuldade acrescida: “O Kris é um excelente piloto com um carro bastante evoluído, para além de conhecer muito melhor o campeonato que eu.”

Rivalidade autêntica até ao fim

O confronto com Meeke fez-se sentir ao longo de toda a época, com direito a sessões intensas e até afastamento pessoal à medida que se aproximava a última prova:“Foi autêntico mano a mano. Eu queria ganhar a Kris e ele queria ganhar-me. A convivência acabou por mudar e a guerra psicológica foi aumentando com o desfecho à vista.”

O ambiente português e as limitações técnicas

Sordo sublinha que o regresso ao campeonato português representou um desafio diferente do mundial, com menos meios e recursos, mas com o prazer acrescido do esforço individual: “Estava habituado ao Mundial, com equipas e estruturas muito fortes, mas esta época foi diferente: menos meios, menos gente, menos assistência. Gostei do desafio de ter de dar tudo em condições mais limitadas, teve um valor especial.”

Sobre o carro, o piloto refere que apenas na última prova a Hyundai realizou intervenções técnicas relevantes: “Só para o último rali é que reviram o motor, adaptaram a centralina e a gasolina. Durante todo o ano, nunca mexeram muito no carro. Ficou a sensação de que podia ter tido mais apoio. Mesmo assim, foi possível mostrar potencial. O único título que a Hyundai tem este ano na Europa é o de Portugal, comigo.”

Despedida silenciosa do WRC e motivação renovada

O campeão admite que não conseguiu despedir-se dos fãs como gostaria, terminando a carreira no WRC sem anúncio ou reconhecimento público: “Não tive oportunidade de me despedir dos adeptos ou colegas como queria. Em 2023, a última corrida foi na Grécia, onde quase ganhei. Depois desapareci do mapa, sem anúncio, sem poder agradecer.”

Motivado pelo prazer da competição, Sordo vinca que o verdadeiro estímulo é o desafio e manter-se competitivo: “O prazer da competição. Não é tanto por títulos nacionais; é pela luta, pelo desafio. Ganhar a pilotos de topo, mostrar que ainda estou competitivo.”

A crítica à evolução técnica na Hyundai e o elogio à Toyota

O espanhol não evitou criticar a indefinição técnica da Hyundai: “A Hyundai tem problemas, sobretudo no asfalto. O Tanak chegou a sair com o carro antigo. O Toyota está mais evoluído, investe mais em testes e pessoal. Falta à Hyundai investir e ser mais focada.”

Mensagem final sobre legado e talento

No final, Dani Sordo deixa uma mensagem a Alejandro Cachón, destacando a importância da velocidade e da aprendizagem constante: “Quando se comete um erro aprende-se sempre. Se tens velocidade, o resto melhora com o tempo. Continua assim.”

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