CPR, Kris Meeke: “Pelo terceiro ano consecutivo, sem sorte no Rali de Portugal”
Depois de três triunfos consecutivos para o Campeonato de Portugal de Ralis, a Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal ficou muito perto de conquistar a quarta vitória. Mas o Rally de Portugal é conhecido pela sua dureza que, infelizmente, ditou o abandono de Kris Meeke e Stuart Loudon.
São Ralis! Uma expressão muitas vezes usada, que explica de forma simples a exigência e as dificuldades que por vezes pregam partidas aos pilotos e equipas. Um desabafo que encaixa na perfeição ao que aconteceu sexta-feira, segundo dia de prova do Rally de Portugal. A equipa vinha determinada em conseguir um bom resultado. Tudo indicava que tal iria ser possível, mas nada está acabado, até estar acabado.

Kris Meeke e Stuart Loudon voltaram a ser protagonistas. Com quase 150 km de ralis pela frente, o equivalente a um rali e meio no Campeonato de Portugal de Ralis, a dupla britânica ia focada em conseguir o máximo de pontos. O CPR era claramente a prioridade, mas o plano passava por fazer todo o rali e mostrar a força da Toyota Gazoo Racing Caetano Portugal e do GR Yaris Rally2 num plano internacional.
A primeira parte do plano foi cumprida escrupulosamente. Kris Meeke venceu as quatro primeiras especiais do rali e apenas não venceu a quinta por 0,1 seg. Meeke e Loudon chegavam ao fim da manhã com 15,1 segundos de vantagem, uma almofada já bem confortável. A PEC 6 trouxe o primeiro dissabor, com um furo a roubar 46 segundos. No entanto, o concorrente mais próximo desistiu nesse mesmo troço e a equipa ficava com via aberta para o triunfo. Meeke ficou com 48 segundos de vantagem para o adversário mais direto e aumentou essa vantagem para uns impressionantes 2m13.9s. A vitória parecia estar assegurada. Mas nos ralis, certezas só no fim.
Na PEC11, que também serviu de PowerStage para o CPR, a suspensão do GR Yaris Rally2 cedeu a poucos quilómetros do fim, mas Meeke ainda conseguiu chegar ao fim do troço. Contas feitas, a dupla da Toyota ainda tinha mais de 9 segundos de vantagem para o segundo classificado. Mas era preciso chegar ao fim do rali, ou seja, à assistência. E, apesar de todos os esforços para reparar a suspensão, o carro não tinha condições para fazer os 100 km de ligação que ainda faltavam. Apesar de terem feito o melhor tempo, Meeke e Loudon ficaram assim fora do rali.
Kris Meeke estava frustrado, mas resignado com o resultado: “Pelo terceiro ano consecutivo, sem sorte no Rali de Portugal. Conseguimos ser rápidos ao longo de todo o dia, mesmo na secção da manhã, em que uma escolha menos feliz de pneus nos aumentou o desafio. Começamos a tarde com um furo, mas com a desistência do nosso rival direto, ficamos com ainda mais margem, que conseguimos aumentar a cada especial.
Continuamos a aumentar a distância para a concorrência, focados no CPR, mas já a pensar no dia seguinte, pois queríamos continuar o rali e tentar um bom resultado em WRC2. Mas a poucos quilómetros do fim, tivemos uma falha mecânica na suspensão traseira esquerda. Terminamos ainda na liderança do rali, mas era impossível fazer a ligação de 100 km naquelas condições. Por isso, fomos obrigados a desistir. O carro voltou a estar perfeito, e a prova disso foi a vantagem que conseguimos criar ao longo do dia. Mas não era este o final que desejávamos. Os ralis são mesmo assim. Sabemos que temos um excelente carro, uma excelente equipa e vamos regressar em força na próxima prova.”
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19 Maio, 2025 at 18:53
Pena… teria sido giro comparar-lo com os outros WRC2 nos dias seguintes.
jose melo
20 Maio, 2025 at 12:14
Mas para isso tinham de tentar chegar. Não é a olho. O tempo que perderam na PEC acho que mostra que mesmo assim o carro aguentou um bom bocado. Em alcatrão e relativamente devagar por vezes aguentam mais do que se espera. E pela foto que vi, se baixasse muito a pressão do pneu, para não tocar na carrossaria e para ficar mais macio, quem sabe? Sem tentar é que não se sabe.