Augusto Ramiro: “ARC Sport estará sempre disponível, com a FPAK, equipas e pilotos, para encontrar soluções”
Augusto Ramiro (ARC Sport) é o líder da equipa campeã, que prepara o carro campeão, o Skoda Fabia R5 Evo de Ricardo Teodósio e José Teixeira, e também ele, naturalmente tem uma opinião bem formada sobre o crescimentos do CPR nos últimos anos, as razões para que isso sucedesse, a a sua visão não diverge muito dos restantes players do campeonato.

O CPR tem vindo a crescer bastante nos últimos anos. Concordas? O que fazer para o consolidar?
Sim concordo,o CPR nos últimos anos tem vindo em crescendo não só em quantidade como competitividade, pois nunca houve tantos pilotos campeões a disputar o CPR como aconteceu os últimos anos. No que a consolidar fiz respeito, depende de vários fatores, um deles é a saúde financeira das empresas. Também importantíssimo é a relação com os media de forma a promover e a divulgar os eventos, para que seja possível a quem investe ter o devido retorno. E por último e não menos importante, criar condições para que apareçam novos valores, porque se fizermos uma análise vamos de certeza chegar à conclusão que precisamos de gente nova para dar continuidade a este bom momento do CPR”.
Em que se baseou este crescimento? A FIA ter ‘criado’ os R5? O quê mais?
“Como já fiz referência, a saúde financeira e o crescimento da economia são fundamentais e se a isso aliarmos o reconhecido sucesso da categoria R5, sem dúvida que foram estes os fatores de crescimento. De referir também que, pelo o facto de termos várias provas FIA no CPR, isso também ajuda ao crescimento do campeonato”.

Sendo os diversos carros competitivos e tendo andamentos muito parecidos, isso gera maior competitividade, será isso?
“Sim, sem dúvida que isso é fundamental para a competitividade do campeonato, pois se não fosse seria um desastre, por isso noutras situações defendi sempre que para o CPR só deviam poder competir carros sobre ‘regras FIA’, isso é o garante da competitividade.
O que se fez bem? O que não se fez tão bem?
“Muita coisa foi bem feita, não vou estar a enumerar, mas acho que temos de melhorar a promoção da modalidade estabelecendo parcerias com plataformas audiovisuais de maneira que se possa ter em canais generalistas e horários premium programas de desporto automóvel. Para ser mais pragmático é preciso criar o ‘lobby’ do desporto automóvel”.
Tendo em conta o período que vivemos, e o cenário que temos pela frente, o que achas que deve ser feito por parte da FPAK quanto a esta temporada de CPR?

“A FPAK não tem uma tarefa nada fácil para minimizar os efeitos desta pandemia. Primeiro, porque as coisas estão a mudar muito rápido, o que ao início parecia uma coisa para resolver em um ou dois meses, agora já se percebeu que não é bem assim. Mas espero que para o segundo semestre esteja tudo controlado. Depois, não podemos esquecer que temos muitas provas internacionais e isso nesta conjuntura também pode ser um problema. Deste modo, penso que as medidas tomadas devem ter sempre em consideração o CPR 2021 (e os restantes campeonatos) para que não seja de alguma forma hipotecado.
Qualquer decisão vai sempre depender da DGS (que se tem demonstrado muito pouco assertiva e credível), mas a FPAK, na minha opinião só poderá tomar decisões depois de perceber as orientações da DGS e OMS.
Queremos também dizer que a ARC Sport estará sempre disponível para, em conjunto com a FPAK, equipas e pilotos, encontrar soluções para retomar a competição o mais rápido possível”.




