A juntar aos habitués que integram a lista de inscritos do Campeonato Nacional de Ralis, para o próximo ano, poderá estar também o nome de Carlos Fernandes. Natural de Sintra e vencedor do Troféu Modelstand em 2011, o piloto disputa atualmente o Campeonato de Ralis Centro, no qual já rubricou dois triunfos, – Rali de Penela e Rali do Oeste – sendo segundo à geral.
Em 2015 o objetivo é ‘dar o salto’ e fazer todo o CNR para poder “lutar com os melhores”, como afirma. Com este intuito, o piloto deslocou-se, ontem, a Ota, para testar um Mitsubishi Lancer Evo IX de RC2N, no caso, cedido por Nelson Trindade, a fim de comparar as potencialidades desta máquina, que é a hipótese apontada para 2015, com o seu atual Mitsubishi Lancer Evo VI de Grupo A.
Num traçado de dois quilómetros, o piloto realizou cerca de seis com o Lancer Evo IX. Com 300 cv debaixo do capô, o mesmo que no seu ‘Evo’, quais serão as diferenças entre os ‘irmãos’ Mitsubishi?
Carlos Fernandes é bem explícito. Quanto ao motor “pega mais cedo, tem mais força, mas acaba mais cedo por causa do restritor”, no Evo VI de 34 mm, enquanto no Evo IX, de 33 mm. O “chassis é bastante melhor e a direção mais precisa”, revelando não sentir diferença em termos dos diferenciais e considerando a travagem, também ela, semelhante.
Falando em números, e apesar de um problema na caixa de velocidades do Evo IX ter impedido o piloto de efetuar mais alguns quilómetros, considera que o ‘mais novo’ Lancer, é cerca de 1s/km mais rápido que o seu antecessor.
A par da velocidade ao cronómetro ser superior, numa passagem do CRC para o CNR, os gastos também o são. Carlos Fernandes esclarece-nos quanto às diferenças. Por prova, os valores do CRC cifram-se em cerca de 3500 euros, enquanto no CNR ascendem ao dobro, 7000 euros. Já uma temporada completa, no primeiro caso, orça os 25 a 30 mil euros, enquanto a segundo opção fica por cerca de 100 mil euros, incluindo as deslocações aos ralis da Madeira e Açores. Ao nível dos Mitsubishi, a manutenção e despesas são similares, diferindo apenas, o fato de o Nacional contar com provas de outras dimensões que, por isso, implicam mais custos.
Numa competição que afirma ser mais “estimulante” e trazer maior “visibilidade”, Carlos Fernandes considera que poderia “tornar o campeonato mais competitivo, porque sempre era mais um carro a correr.” O projeto está em curso e a vontade bem visível, quanto a uma confirmação, teremos de esperar por Novembro.









