Ari Vatanen: “Os milhões que fiquem para os homens das pistas, que eu continuarei e encontrar nos ralis que conheço a maior das riquezas…”

Por a 6 Fevereiro 2014 18:08

O WRC entrou há pouco no 41º ano de existência e para trás ficaram 40 anos de uma competição que também não escapou aos imperativos comerciais, evoluiu em função dos interesses mediáticos e terá perdido muito do romantismo que os laivos de aventura lhe conferiam.

As longas provas do passado, disputadas sem descanso, durante dias a fio, deram lugar a ralis de sprint, muitíssimo mais curtos e disputados ao segundo. A chegada da electrónica, tende a desvalorizar o papel dos pilotos mas, na verdade, a ‘peça’ colocada entre o volante e a baquet, continua a ter um papel fundamental. Neste capítulo, e apesar da monotonia que se vive, no que ao nome dos vencedores diz respeito, o WRC assiste hoje a uma das maiores e mais significativas mudanças da sua história: a arte da condução.

Depois de décadas em que o estilo dos pilotos finlandeses foi a referência, servindo de inspiração a gerações de pilotos em todo o mundo, a configuração dos ralis actuais e a evolução dos carros dos nossos dias, tende a premiar uma mestria de condução substancialmente diferente, mais precisa, assente no eixo dianteiro, sem as tradicionais escorregadelas a que os nórdicos tanto nos habituaram, com maior preponderância do eixo traseiro, na procura de maior aderência.

Não deixa de ser, assim, curioso, assistir à tentativa dos finlandeses em trocar a sua forma tradicional de abordar as classificativas por aquela onde, mais recentemente, Loeb e Ogier têm feito escola. O ano passado, depois de Latvala ter percebido que teria que alterar o seu estilo para acompanhar os tempos de Ogier na Volkswagen, e depois foi a vez de Hirvonen, em conjunto com a sua equipa, iniciar um processo de reformulação, a que a Citroen decidiu chamar “nova filosofia”, que procura conciliar a adaptação da condução do finlandês à “nova escola” com desenvolvimentos ao nível dos diferenciais e amortecedores do DS3 WRC…

Nesta altura está a ser desenhado o caminho que deverá ser trilhado nos próximos dez anos, mas o futuro do WRC é actualmente um dos pontos mais sensíveis da agenda da FIA e dos promotores da competição. Reduzir custos, aumentar a visibilidade, procurar novos países comercialmente atractivos sem, contudo, desprezar as suas raízes, são os desafios que se colocam. Promover a segurança sem que isso represente o divórcio relativamente ao seu público é fundamental para que as provas de estrada, os seus homens e as suas máquinas continuem a despertar paixões.

Estórias como estas, que aqui lembramos são a essência de um desporto único e ajudam-nos a compreender a profundidade das palavras de Ari Vatanen, quando um dia descreveu a sua profissão: “os milhões que fiquem para os homens das pistas, que eu continuarei e encontrar nos ralis, nos lugares que descubro e nas pessoas que conheço, a maior das riquezas…”

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