A subida do Monte de Armindo Araújo
Já hoje, o piloto luso rumou à curta Powerstage, com 2,9s de atraso para Martin Prokop e o nono lugar. Perdeu mais três segundos e terminou a prova no décimo lugar, pontuando, num evento que teve de escalar desde a 24ª posição da geral em que se encontrava depois da saída de estrada em Burzet 2, no primeiro dia de prova.
Tendo em conta que mal testou para um rali tão exigente como o Monte Carlo, o piloto luso preferiu claramente colocar nos seus objetivos chegar ao fim da prova arriscando o mínimo possível, mantendo um ritmo a cerca de 1,5s por quilómetro para o mais rápido em cada especial, só perdendo mais (chegou a perder entre três a quatro segundos por quilómetro) nos três troços que estiveram mais problemáticos, protegendo-se o mais possível das muitas armadilhas do Monte Carlo.
Top 10 na estreia do ‘Monte’
Mas será que poderia chegar mais à frente na classificação? A resposta é, talvez, mas não muito. Basta olhar para o cartão de visita dos adversários que terminaram à sua frente e perceber que se noutros ralis é obrigatório fazer melhor, mas no Monte Carlo, “neste” Monte Carlo, o desfecho acaba por ser positivo. Se a prova estivesse completamente ‘seca’, era diferente. Mas se aqui a tese da falta de experiência é perfeitamente válida, nas duas provas que se seguem no seu calendário, provavelmente Suécia e Portugal, outro galo cantará, pois aí a sua experiência é bem diferente, pelo menos comparativamente aos adversários do ‘seu’ campeonato, ou seja todos os privados…
Entre os pilotos que ficaram classificados à sua frente, e para não falar em Sébastien Loeb (disputou 8 Monte Carlo, venceu em 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008, e ainda foi segundo na “secretaria” em 2002 e novamente segundo em 2006, depois de se despistar no primeiro dia de prova. Dani Sordo participou em quatro “Monte”, sendo segundo em 2007. Petter Solberg disputou o Monte Carlo seis vezes. Mikko Hirvonen (6), venceu em 2010 na prova do IRC. Depois surge o seu ‘campeonato’.
Evgeny Novikov, apesar dos seus tenros 21 anos, foi uma bela surpresa, pois numa prova complicada como esta não pregou qualquer susto a Denis Giraudet. No entanto, convém lembrar que o russo já corre no WRC desde o Rali da Grã-Bretanha de 2007, e sempre de WRC. De qualquer forma, a margem de dez minutos para o russo é demasiada, mesmo descontando os cinco minutos perdidos no Burzet.
E bater o veterano François Delecour que tem nos braços 17 Monte Carlo e uma vitória em 1994? Não era fácil, mas também não se esperava uma margem tão grande. Numa comparação mais justificada de fazer, a diferença de oito minutos para o corso Pierre Campana também parece exagerada, mas convém relembrar que Campana realizou o campeonato francês do ano passado em MINI WRC, com várias provas com estradas muito semelhantes às do Monte Carlo e participou no Monte Carlo de 2010 e em várias provas do IRC.
Ott Tanak só disputou duas provas do WRC mas pelo que se diz dele, não vai demorar muito a chegar a uma equipa oficial embora a sua fogosidade vá fazer com que surja tantas vezes entre os primeiros nas PE como na lista de abandonos devido a excessos. Neste caso específico do Monte Carlo, a sua posição nem de perto se coaduna com a sua rapidez, pelo que o estónio é um excelente termo de comparação. Já Martin Prokop, que apesar de ter apenas duas provas com um WRC, já realizou mais de 60 entre PWRC e JWRC. De qualquer forma, este era um piloto que Armindo Araújo poderia bater e a diferença final é completamente irrisória numa prova desta extensão. Mas por muito menos já se perdeu ou ganhou ralis…
Acresce referir, em favor de Armindo Araújo, que muitas vezes Matthew Wilson e Henning Solberg foram bons termos de comparação para o piloto luso, por ficarem à frente do piloto português, mas desta feita ficaram atrás e quase ninguém ouviu falar deles. Por aqui se percebe o nível a que este Rali de Monte Carlo foi disputado.
Agora, na Suécia, a fasquia sobe, e as diferenças para os homens da frente deverão baixar. Com Mads Østberg (Ford Fiesta RS WRC) e Nasser Al Attiyah (Citroën DS3 WRC) de regresso e pilotos como Jari Ketomaa (Ford Fiesta RS WRC) como especialistas, resta saber o que vai fazer o nosso representante no WRC.
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