Desalle vence, Rui Gonçalves foi sétimo
No arranque para a primeira manga de MX1 o mais lesto foi o russo Evgeny Bobryshev e assim conquistou o prémio de 250 euros que vale o melhor arranque na primeira manga de cada uma das provas do campeonato. Mas ainda no decorrer da volta de abertura Clement Desalle tomou de assalto a primeira posição e conseguiu uma vantagem que acabaria por se revelar preciosa até ao final da corrida.
Num traçado exigente e onde qualquer erro pode sair caro o piloto belga rapidamente encontrou as suas trajetórias e procurou manter-se a salvo da oposição da concorrência, conseguindo uma vantagem que nunca chegou aos três segundos face ao segundo classificado. Quem ocupou inicialmente a posição intermédia de pódio foi mesmo Bobryshev, mas o russo apenas por aí ficou durante duas voltas, já que na terceira foi passado por Steven Frossard, perdendo na sétima o degrau mais baixo do pódio para António Cairoli.
O italiano campeão do mundo em título era mais veloz mas não conseguiu encontrar as linhas para ultrapassar Steven Frossard e por isso manteve-se durante bastantes voltas atrás do piloto gaulês, até que o conseguiu finalmente passar na 18ª volta, quando se aproximava já o final da corrida.
Consumada a ultrapassagem a Frossard o recruta da KTM aumentou o ritmo e conseguiu mesmo juntar-se a Desalle para discutir a vitória, mas aí o belga esteve mais forte e apesar dos ataques de Cairoli foi mesmo o piloto da Suzuki a vencer com menos de meio segundo de diferença para o rival da KTM, que mesmo com um polegar lesionado depois de um toque mais violento numa estaca não baixou os braços para ser segundo.
‘Foi uma pressão muito forte no final da corrida, numa pista onde não se pode cometer erros. Mas resisti e consegui vencer, o que me deixa confiante para a segunda manga.’ Afirmou Desalle depois de cruzar a meta nesta primeira manga. Rui Gonçalves foi o sétimo classificado depois de um arranque menos feliz que o colocou em sexto, sendo passado por Ken De Dycker na 15ª volta.
1ª Manga MX2: Ken Roczen imparável
Foi confuso o momento do arranque naquela que foi a primeira corrida do mundial neste derradeiro dia de passagem do campeonato por Águeda, a primeira manga reservada à classe MX2. Se na primeira curva ninguém caiu logo na seguinte, após a primeira subida do traçado, foi Arnaud Tonus, o terceiro no dia de ontem, que caiu de forma aparatosa e com alguma felicidade, pois todos os pilotos que o seguiam o conseguiram evitar. Pouco depois foi a vez de Max Anstie ‘encostar’ Nicolas Aubin e este cair depois de tocar igualmente um dos fardos que delimitam a pista.
Primeiros momentos atribulados que serviram de aperitivo para a restante corrida. Jeffrey Herlings saiu na frente e aproveitou tudo isso para se destacar da concorrência, aproveitando o facto do seu principal adversário, Ken Roczen, ser apenas quinto no final da volta de abertura. Mas Roczen voltou a empreender uma das suas recuperações e nem mesmo a bota direita aberta depois de um toque de Gautier Paulin logo na segunda curva impediu o alemão de fazer uma corrida ao ataque, subindo ao segundo posto logo na sexta volta depois de ultrapassar Gautier Paulin, Zach Osborne e Max Anstie.
Atrás dele foi Tommy Searle o azarado. Depois de subir ao quarto posto o inglês iniciou a luta pelo terceiro posto com Anstie, seu colega de equipa, mas exagerou num dos saltos e ao sair para o extremo da pista viu a roda traseira da sua Kawasaki enrolar vários metros da rede delimitadora do traçado, o que o impediu de continuar em prova apesar de todos os esforços que fez para conseguir. Uma semana depois da vitória em França Searle voltou a conhecer o ‘lado negro’ do desporto. A três voltas do final Ken Roczen conseguiu finalmente passar Herlings e garantiu mais uma vitória neste campeonato na frente do seu colega de equipa e de um adoentado Zach Osborne, que evitou todos os contratempos da concorrência e manteve a sua corrida segura para garantir pela terceira vez consecutiva o degrau mais baixo do pódio.
Max Anstie foi o quarto na frente de Gautier Paulin, que depois de uma pequena queda a meio da manga levou até à bandeira de xadrêz a luta pela posição, terminando separados por escassas milésimas.
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