A Roborace apresentou o seu carro autónomo em Barcelona, durante o Mobile World Congress, isto depois da primeira experiência durante o fim de semana da Fórmula E em Buenos Aires, em que a a corrida teve… um acidente. Para não faltar uma pitada de emoção. O carro foi apresentado pelo CEO de Roborace, Denis Sverdlov, e já está prevista para outubro a primeira ‘verdadeira’ corrida da Roborace, a primeira competição automóvel em que o pilotos não tem lugar. Neste contexto, o primeiro ‘robocar’ foi apresentado e os seus mentores prometem superar os 300 km/h. A competição vai desenrolar-se em paralelo com o calendário da Fórmula E, e será composta por dez equipas de dois carros sem piloto. Aqui, os heróis, ao invés dos pilotos, logicamente, serão equipas de engenheiros: “Este é um momento histórico para a Roborace, que mostra ao mundo o Robocar, veículo que é um grande passo no avanço da tecnologia de pilotagem elétrica sem piloto, algo que definirá o nosso futuro” disse Denis Sverdlov.
O carro foi desenhado por Daniel Simon, antigo designer da Bugatti, pesa 976 kg e mede 4,8 metros de comprimento, e dois de largura. Foi construído em fibra de carbono e está equipado com quatro motores elétricos de 300 kW cada, uma bateria de 540 kW. Espera-se que seja capaz de alcançar uma velocidade de 320 km/h. A tecnologia autónoma conta com dois radares, 18 sensores ultrassónicos, dois sensores óticos de velocidade, seis câmaras e um processador Drive PX2 da NVIDIA capaz de realizar mais de 24 triliões de operações de ‘Inteligência Artificial’ por segundo. Os carros serão iguais para todas as equipas, e a única componente que irá diversificar as corridas será o a forma como é programado o ‘software’ de inteligência artificial, que determinará a tática. No limite, se o programa fosse exatamente o mesmo para todos os carros (o que nunca irá acontecer), estes arrancarão da grelha, disputarão a corrida sempre com a mesma distância relativa e terminarão a corrida com a mesma margem com que arrancaram. Não haverá erros, nem nada que possa interferir na programação prévia. A tecnologia pode ser muito boa para o nosso futuro como seres humanos, mas deverão ser necessárias algumas gerações que possam gostar de corridas em que só existe fator humano agregado do “muro das boxes”…














