Retrospetiva do ano de 2018

Por a 31 Dezembro 2018 13:14

Faltam poucas horas para novo o ano, e o que está prestes a ficar para trás foi cheio de momentos inesquecíveis, felizmente muito mais bons que maus. É hora de fazer uma rápida reflexão, olhar para o que correu melhor e pior, e já agora antever um pouco do que pode ser 2019.

Começando pela Fórmula 1, o ano fica marcado pelo quinto título de Lewis Hamilton, depois duma primeira metade de temporada em que a Ferrari deu boa luta e andou na frente. Erros de Sebastian Vettel e um super-Hamilton, fizeram a diferença. Talvez para o ano al uta possa ser equilibrada até ao fim, pois as diferenças entre os carros já se esbaterem muito.
Mas houve muito mais.
Logo no início do ano a Alfa Romeo regressou, fundindo-se com a Sauber, foi inevitável o divórcio da Red Bull com a Renault, ligando-se à Honda.
Daniel Ricciardo surpreendeu ao anunciar a troca da Red Bull pela Renault e menos surpreendente foi o anúncio do adeus de Fernando Alonso à F1. Mas talvez volte.
Monza marcou a quebra de um recorde, com Kimi Raikkonen, no Ferrari SF71-H, a registar uma média de 263.588 Km/h, batendo o anterior máximo, datado de 2004, registando a nova volta mais rápida da história da F1.
A FIA mostrou os conceitos que pretende ver implementados nos carros de 2021 e já no fim de época ficou a saber-se que Robert Kubica será piloto efetivo em 2019.

Velocidade
Na velocidade, houve muito e bom para contar. Tiago Monteiro prosseguiu a sua recuperação do acidente de Barcelona 2017, e regressou no fim do ano em Suzuka para o primeiro e único fim de semana de WTCR. Em 2019 deverá cumprir todo o campeonato.
Fernando Alonso e António Félix da Costa foram dois novos nomes no WEC, com o espanhol a ajudar a Toyota a acabar com os fantasmas de Le Mans.
Em Daytona escreveu-se uma das páginas de ouro do desporto nacional com o triunfo de João Barbosa e Filipe Albuquerque.
Num ano dominador da Toyota a única surpresa foi mesmo a desclassificação dos dois TS050 em Silverstone, com a vitória, surpresa, a ir para os Rebellion.
Vila Real recebeu pela primeira vez o WTCR, numa corrida marcada por um enorme acidente, que mandou pilotos para o hospital e vários carros para a sucata. No fim do ano, Gabriele Tarquini, aos 56 anos, venceu a primeira edição do WTCR.
A Volkswagen bateu o recorde de Pikes Peak com o seu I.D.R. EV, um protótipo elétrico, foi anunciada a W Series, uma nova competição de monolugares exclusiva para Senhoras, Gary Paffet voltou a ser Campeão no DTM, Miguel Ramos e Fabrizio Crestani perderam o título da categoria Pro-Am do GT Open no desempate por número de vitórias.
Custou, mas finalmente chegou o tão desejado e merecido triunfo de Filipe Albuquerque em casa, na ELMS.
George Russel (ART Grand Prix) foi Campeão de F2 e ruma à Williams em 2019. Mick Schumacher foi confirmado na F2 depois de vencer a Fórmula 3 europeia.
Já em dezembro, a nova era da Fórmula E arrancou na Arábia Saudita e António Félix da Costa ofereceu a vitória na estreia da BMW i Andretti Motorsport.
Em Portugal, a velocidade esteve pobre no seu pináculo, os TCR, com Pedro Salvador a deixar claro o seu talento a sagrar-se Campeão.

Todo-o-Terreno
No Todo o Terreno, logo em janeiro tivemos um treinador de futebol que também gosta de velocidades a estrear-se no Dakar. André Villas-Boas, numa edição em que os portugueses tiveram demasiados azares, entre eles Villas-Boas que foi parar ao hospital. Carlos Sainz, bisou na prova.
Por cá, esteve bem interessante o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno com cinco pilotos em condições de ser campeões absolutos antes da última prova, a Baja de Portalegre 500. João Ramos tornou-se o novo campeão nacional e Alejandro Martins assegurou a vitória na Taça Ibérica.

Ralis
Os ralis nacionais continuaram a crescer com a chegada do Team Hyundai Portugal, que trouxe consigo Armindo Araújo. No fim do ano, o título ficou nas suas mãos. Zé Pedro Fontes regressou depois duma longa recuperação, recebeu o novo C3 R5 e voltou às vitórias.
A meio do ano, um enorme susto com o acidente de Carlos Vieira e Jorge Carvalho, com o Hyundai i20 R5 a bater de lado numa enorme árvore e a parte lateral esquerda do carro a ficar completamente destruída, e muito pior do que isso, Carlos Vieira seriamente lesionado. Ainda hoje recupera.
Em termos desportivos, Ricardo Teodósio e José Teixeira concretizaram, no Rali de Castelo Branco, um sonho antigo, vencer um rali na geral, lutaram pelo título até à última prova, mas Armindo Araújo e Luís Ramalho venceram o Rallye Casinos do Algarve e sagraram-se Campeões de Portugal de Ralis.
No WRC, Sébastien Ogier saiu vencer duma equilibrada luta com Thierry Neuville e Ott Tanak, sagrando-se Campeão, na última prova, naquele que foi o sexto título da sua carreira. O ano foi muito interessante, o que é espelhado, por exemplo pelo Rali da Sardenha que terminou com uma diferença de 0,7 segundos entre Thierry Neuville e Sébastien Ogier. Ott Tanak alternou entre o azarado, o descuidado, e o absolutamente fantástico, vencendo várias provas seguidas após o verão.
Nota negativa para o despedimento de Kris Meeke, depois de mais um acidente ‘daqueles’, em que não morreu, porque não calhou.
Sébastien Loeb regressou ao WRC para realizar três provas. A ‘coisa’ correu tão bem que vai fazer seis com a Hyundai em 2019.
Perto do final do ano a Citroën anunciou Sébastien Ogier. Para o ano teremos o piloto que é Campeão há seis anos seguidos na equipa que pior esteve nos últimos dois anos. Plantel ainda mais equilibrado.
No ERC, Bruno e Hugo Magalhães venceram o Rali da Grécia acrescentando mais um grande feito ao seu rico palmarés e no final do ano, depois de ter sido vice-campeão em 2017, Bruno Magalhães voltou a subir ao pódio do Europeu de Ralis.
Outro facto digno de registo foi o regresso do Rali das Camélias, evento que ‘devolveu’ os ralis a Sintra e à região saloia.

Ralicross
No WorldRX, Johan Kristoffersson venceu 11 das 12 finais do ano, mas a temporada não acabou bem, com a debandada de várias equipas, devido a indefinição dos futuros regulamentos.

Motos
Nas motos, a meio do ano ficou a saber-se que Miguel Oliveira vai correr no MotoGP em 2019 com a KTM, o piloto luso lutou pelo título do Moto2 até ao fim com Francesco Bagnaia, e aos 25 anos, Marc Márquez escreveu mais uma página de ouro na sua carreira e na própria história do motociclismo de velocidade aos conquistar o seu sétimo título mundial, quinto nos últimos seis anos em MotoGP.
O ano acabou também com uma excelente notícia para Portugal, com Jorge Viegas a ser eleito o novo Presidente da Federação Internacional de Motociclismo.

Óbitos
Por fim, os momentos tristes. Logo no início do ano, José Rodrigues, um jovem piloto de ralis perdeu a sua luta contra o cancro, meses depois desapareceram Carlos Rodrigues, devido a um acidente de viação, o mítico apresentador do Rotações, José Pinto, em agosto faleceu Sergio Marchionne, líder da Ferrari. Pedro Queiroz Pereira, Pêquêpê também perdeu a vida, devido a uma queda. Por fim, perdemos ainda Paulo Ramalho, líder da PR MiniRacing, e Carlos Jorge Peres, um antigo piloto.

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