OPINIÃO: é preciso pensar melhor no que faz sentido para o ‘motorsport’

Por a 26 Março 2023 15:36

A ‘morte’ do eTouring Car World Cup, com o anúncio da Discovery Sports Events anunciou, que deixaria de promover a competição, é mais um bom exemplo da pouca ponderação de quem pensa neste tipo de competições sem analisar todos os cenários.

Em primeiro lugar, uma competição que tinha um número incrivelmente baixo de carros a competir, corridas que depressa acabavam, fruto ainda da pouca capacidades dos elétricos de competição poderem disputar provas, devido a baterias que ainda não têm autonomia suficiente para corridas mais longas.

Há muitas outras coisas que os carros de competição elétricos podem fazer, por exemplo o Mundial de Ralicross e um bom exemplo, a espetacularidade está lá toda, só é preciso dar tempo ao tempo. Mas para corridas em pista, ainda é muito cedo.

Basta ver a evolução que a Fórmula E teve ao longo dos tempo, e que começou com uma troca de carro a meio.

É certo que os elétricos de competição vão ter o espaço, resta dar tempo a tempo.

Como já vi alguém propor, seriam perfeitos para as rampas, e eu vou ainda mais longe.

Tendo em conta que o WRC está com dificuldades de crescer, porque não a FIA abrir as suas provas mundialistas para protótipos de estrada, fora das classificações dos ralis, somente para demonstração, em troços selecionados, de modo a que o público que fosse à estrada e visse na TV se fosse habituando ao que pode ser um caminho de futuro.

Claro que existiria sempre o risco desses carros tirarem um pouco de ‘palco’ aos que estariam em competição quer fossem Rally1, 2,3,4, ou 5, mas seria uma forma de dar ao público mais uma razão para ir para a estrada, seria curioso ver os andamentos, até porque existem protótipos elétricos de estrada muito variados em termos das performances que são capazes de fazer.

Resumidamente, seria algo diferente que chamaria mais à atenção para os ralis

Há várias empresas que fabricam carros de ralis elétricos ou que estão a trabalhar no seu desenvolvimento. Por exemplo a Stard, e Rudy Stohl, uma empresa austríaca que desenvolveu um carro de rali elétrico chamado Hiper MK1, baseado numa plataforma Ford Fiesta e tem uma potência de até 450 kW (603 cv) e uma autonomia de, até 200 km.

A Olsbergs MSE, empresa sueca que desenvolveu um carro elétrico de rallycross chamado Electrx, carro que tem uma potência até 250 kW (335 cv) e um binário de 510 Nm.

A Volkswagen Motorsport levou o VW ID.R a estabelecer um novo recorde em Pikes Peak International Hill Climb, em 2018 e detém o recorde do tempo da volta mais rápida no Nordschleife de Nürburgring para um carro elétrico. Facilmente fariam uma versão de ralis doutro qualquer seu carro.

No Extreme E usam-se SUV elétricos especialmente concebidos, construídos pela Spark Racing Technology.

Há inclusivamente já, carros de ralis elétricos, como o Opel Corsa-e rallye, mas a ideia seria protótipos potentes, com fortes andamentos, para causar impacto nos espectadores.

Quem não gostaria de ver carros tão potentes a dar espetáculo nos ralis, extra- competição? Quem não gostou de ver aquele Lancia Delta Evo-e RX?

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2 comentários

  1. manuel-jgswissoptigmail-com

    26 Março, 2023 at 16:31

    Verdade é necessário fazer algo ou o desporto motorizado vai morrer em meia dúzia de anos, mas para mim existem 3 grandes motivos que estão a destruir o automobilismo.
    1- O desporto automóvel passou de ser algo práticado por gente rica, para passar a ser praticada por gente muito,muito Rica.
    Basta ver os campeonatos nacionais. Parece uma feira de validades.
    2- E talvez o mais importante, não chega ao grande público. Bilhetes caros, transmissões 0 (nem TV ,nem no Youtube), páginas dos campeonatos mediucres ou inexistêntes.
    3- Electrificação (a verdadeira anedota), ninguém quer saber de fórmulas E ou qualquer campeonato a pilhas. Por exemplo o RX (meu desporto) dizer q tem popularidade actualmente é uma autêntica falácia. O WRX perdeu mais de metade da aficion.

  2. [email protected]

    27 Março, 2023 at 6:56

    E então em vez de se utilizar gasolina de competição, paga a peso de ouro e altamente tóxica. Trabalhar nos E fuels com preços atrativos, digamos que noventa por cento dos veículos de competição atuais, ganhavam uma nova vida.

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