“Não há negociações para a F1 pois pensamos que o ‘timing’ ainda não é o adequado”

Por a 6 Agosto 2009 12:11

16V: Passados dez meses após a inauguração do Autódromo Internacional do Algarve, que balanço faz da actividade?

Paulo Pinheiro: O balanço é extremamente positivo. Nós, em menos de um ano conseguimos ter treinos de Fórmula 1, corridas do mundial de Superbikes, prova da Le Mans Series, A1GP, Internacional GT Open, FIA GT, GP2, portanto, conseguimos ter tudo excepto F1, todas as classes, apresentações de carros de F1, apresentações de motos de série, portanto, conseguimos chegar a todos os diferentes tipos de mercado, por isso o balanço é extremamente positivo.

16V: Que datas que considera mais importantes na, para já, curta história do Autódromo Internacional do Algarve?

PP: As datas mais importantes destes 10 meses de vida do AIA são claramente a data da inauguração, o Campeonato do Mundo de Superbikes, e os treinos de F1, com as apresentações da Renault e da Williams, aqui no circuito, em Janeiro. São duas datas muito importantes e que marcam dois marcos nesta nossa curta história. Penso que a prova de Le Mans Series e a GP2 vão ser datas importantes e que marcarão pontos de viragem no automobilismo nacional, com o facto de conseguirmos trazer a GP2 pois é a antecâmara da Fórmula 1.

16V: Já tínhamos falado sobre a falta de apoios monetários há algum tempo atrás. Como estão as coisas actualmente?

PP: Continua a ser muito difícil obter apoios monetários porque, como é óbvio, vive-se uma fase económica mundial difícil, portanto a situação não melhorou, antes pelo contrário está a ser ainda um pouco mais difícil. Estamos na expectativa que para 2010 possa haver uma alteração, mas de momento, pensamos que tudo se irá manter inalterado durante o próximo ano. Temos de trabalhar mais nesse sentido, arranjar patrocinadores pois só assim é que conseguimos trazer as provas de grande nomeada para este ano.

16V: Quer falar-nos de possíveis negociações relativas à possibilidade do AIA receber um Grande Prémio de Fórmula 1??

PP: Não há, neste momento, qualquer negociação entre a FOM e o AIA para acolher um Grande Prémio de Fórmula 1, infelizmente. Gostaríamos muito que isso pudesse acontecer, mas pensamos que ainda não é o ‘timing’ adequado.

16V: E relativamente a testes? Há alguma hipótese de regressarem os testes de F1 ao AIA?

PP: Relativamente a testes, há a perspectiva de regressarem em Fevereiro, no entanto, como imaginam, é algo que não podemos controlar, mas à partida também irá ser feita uma reserva para Janeiro de 2009.

16V: E sobre a localização no AIA, de fábricas relacionadas com automóveis de competição, como por exemplo, a A1GP, que já foi referida anteriormente?

PP: Em relação às fábricas que estamos em negociação para a produção de carros de corrida, e para a vinda de algumas equipas de diversas classes, continuamos a desenvolver todos os contactos, alguns deles bastante avançados, mas em virtude das dificuldades económicas que existem, para essas equipas, para essas marcas vão-se levantar alguns problemas, por isso, há que ter alguma paciência, e esperar para ver como vai evoluir o ano de 2009.

16V: Agora que vão entrar novas equipas na Fórmula 1 em 2010, o AIA estabeleceu negociações ou acordos com alguma delas?

PP: Não há qualquer contacto com as novas equipas de F1, portanto, não haverá nada a acrescentar a esse nível.

16V: É possível fazer uma previsão de como vai evoluir o AIA nos próximos cinco anos?

PP: É difícil prever como qualquer negócio vai evoluir nos próximos anos, especialmente num clima económico onde as coisas mudam tão rapidamente, portanto, é quase impossível dizer com exactidão como as coisas vão evoluir. O que nós podemos dizer é que temos um nosso plano e vamos tentar segui-lo à risca: o nosso plano passa por acolher grandes provas internacionais, a exemplo deste ano, em que tivemos ou vamos ter GP2, LMS, FIA GT e Superbikes e ainda a A1GP; estabelecer essas provas em que o público português se habitue a ir vê-las e que goste de as ver; continuar a angariar o mais variado tipo de testes de competição e de carros de série; crescer em número de sócios e tornar o autódromo em algo de muito importante para todos os portugueses que gostam de desporto motorizado e com isto tentar aproximar-nos do público. É esse o nosso objectivo, é as pessoas perceberem que este circuito foi feito para as pessoas que gostam de desporto motorizado, e que isso seja perceptível da maneira em que lidamos com todos.

16V: que balanço faz da equipa Parkalgar Honda até agora?

PP: O balanço é extremamente positivo. Ganhámos pela primeira vez três corridas. Estamos em segundo lugar no campeonato Mundial de Supersport, com o Eugene Laverty, portanto, claramente que vamos lutar pelo título até à última corrida aqui em Portimão. É claro também que se não houver patrocínios no próximo ano, será muito difícil continuar, por isso, vamos dar o nosso melhor e ver como tudo vai correr.

Gonçalo Cabral/16 Válvulas

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