O Grande Prémio da Alemanha foi o décimo evento do calendário do Campeonato do Mundo de Fórmula 1. À semelhança do que se tem vindo a verificar quase sempre ao longo da presente temporada, venceu um Mercedes, no caso, o de Rosberg. Em suma, um piloto alemão, venceu um GP alemão, num carro alemão. A par desta peculiaridade, esta podia ter sido apenas mais uma corrida, mas não o foi, devido à falta de público registada nas bancadas de Hokenheim que está a gerar preocupação e a despoletar opiniões em várias individualidades da Fórmula 1.
Senão vejamos: na Alemanha as bancadas tinham capacidade para 95 mil pessoas – nos úiltimos GPs têm estado lotadas – e o número de espectadores presentes cifrou-se em 52 mil. Um forte contraste quando nos três últimos GPs o público encheu as bancadas, com particular destaque para o Grande Prémio da Áustria que ‘acolheu’ 120 mil pessoas.
Neste contexto, o diretor executivo da Mercedes, Toto Wolff, entende que o ambiente de contestação que se gerou no início do ano face aos novos regulamentos, a par da falta de barulho nos monolugares, podem ter contribuido para a situação agora vivenciada. “Temos de entender os adeptos que criticam certos aspectos do desporto – devemos ter pontos a dobrar? Não, não devemos. O barulho do motor é tão bom como deveria ser? Não, não é. Existem muitas coisas para observar, mas definitivamente isto não precisa de uma revolução, precisa de uma evolução, e nós devemos estar abertos a todas as opções para orientar o desporto na direcção certa”, lembra o austriaco que acrescenta, “temos que analisar correctamente porque não existiram mais espectadores em Hockenheim. Foi uma pena.”
Já Eric Boullier, director de corridas da McLaren, alinha pelo mesmo diapasão, não sendo, no entanto, alarmista: “Para ser honesto, tem existido uma mudança na Fórmula 1, com muitas pessoas a reclamarem que não gostam das novas corridas. Precisamos de ter cuidado, mas não penso que isto tão dramáticos como têm dito.”









