Osella Squadra Corse: Allegro ma non troppo

Por a 13 Outubro 2011 15:10

Os construtores britânicos invadiram a Fórmula 1 no final dos anos 50, ocupando o lugar de marcas italianas como a Alfa Romeo, Maserati, Cisitalia ou OSCA, todas construtores de automóveis de estrada. Enzo Ferrari, o único resistente, chamava a estes projetos ‘garagistas’, por construírem os seus carros maioritariamente com componentes externos, incluindo motor e caixa de velocidades. Desde então, foram poucos os projetos transalpinos a tentar o sucesso na F1, e destes ainda menos seguiam o espírito ‘garagista’, comprovadamente mais eficaz.

Foi apenas nos anos 80 que surgiram equipas italianas capazes de construir carros de F1. A pioneira foi a Osella, uma marca conhecida das corridas de sportscars, onde conhecera vários sucessos no Europeu de 2 Litros e no Europeu de Montanha. A Osella estreou-se em 1974 na Fórmula 2, quando o fundador Enzo Osella tentou tornar-se um construtor para rivalizar o domínio da March, mas foi preciso esperar até 1979 para conhecer o sucesso, com três vitórias de Eddie Cheever. Isto abriu caminho para um ataque à F1 no ano seguinte, com o estreante Cheever.

A equipa teve que recorrer a pilotos pagantes em 1981, mas acabou por contratar o veterano Jean-Pierre Jarier para ajudar a desenvolver o FA1, que na sua encarnação original era demasiado pesado e tinha uma aerodinâmica pouco eficiente. A temporada de 1982 começou bem, com um quarto lugar de Jarier no GP de San Marino, prova boicotada pelas equipas com motor turbo, mas a morte do jovem Riccardo Paletti veio refrear os ânimos da equipa. Nos anos seguintes, a Osella tentou manter Piercarlo Ghinzani como piloto n.º 1 (conseguiu um quarto lugar em Dallas em 1984, os últimos pontos da equipa), ao mesmo tempo que forjava uma relação com a Alfa Romeo para fornecimento de motores, no que foi um erro estratégico, pois a venda da marca à Fiat acabou com o desenvolvimento do V8 turbo.

Em 1988, a Osella teve apenas um carro no Mundial, com Nicola Larini, e os motores Alfa Romeo rebatizados com o nome da equipa, que os desenvolveu sozinha. O fim da era turbo lançou a Osella para o campo dos clientes do motor Cosworth DFR e para uma série de falhanços nas pré-qualificações. Gabriele Rumi, dono da Fondmetal, comprou a equipa em 1990 para tentar recuperá-la, mas esta parou a meio de 1992.

Negócio de sucesso

Enzo Osella começou a carreira nos sportscars como team manager da equipa Abarth, com os carros a chamarem-se eventualmente Abarth Osella, vencendo o título europeu de 2 litros em 1972 com Arturo Merzario e em 1978 com Carlo Franchi. Mesmo com a equipa de F1, Osella nunca abandonou estas provas, obtendo sucesso como construtor no Europeu de Montanha, vencendo o campeonato em 20 ocasiões desde 1983. Ao mesmo tempo, a Osella tem dominado as pistas no Campeonato Italiano de Protótipos. A sua arma mais recente é o FA30, um monolugar de rodas tapadas, equipado com um motor Zytek de Fórmula 3000, com 450 cv. Mauro Nesti, Pasquale Irlando e Simone Faggioli são dos nomes mais associados à marca.

O veterano

Jean-Pierre Jarier chegou à F1 em 1971 com o apoio da Shell, mas foi apenas em 1973 que começou a sério, com a March. Conseguiu o primeiro pódio no ano seguinte com a Shadow, mas a partir de 1977 passou por um corrupio de equipas, incluindo a ATS, Lotus, Tyrrell e Ligier. Correu pela Osella em 1981 e 1982, terminando a sua carreira na F1 no ano seguinte.

Os construtores britânicos invadiram a Fórmula 1 no final dos anos 50, ocupando o lugar de marcas italianas como a Alfa Romeo, Maserati, Cisitalia ou OSCA, todas construtores de automóveis de estrada. Enzo Ferrari, o único resistente, chamava a estes projetos ‘garagistas’, por construírem os seus carros maioritariamente com componentes externos, incluindo motor e caixa […]

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