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Gunnar Nilsson, o último romântico da Fórmula 1 | AutoSport

Gunnar Nilsson, o último romântico da Fórmula 1

Por a 20 Novembro 2022 10:55

Todos os desportos têm os seus heróis românticos e a F1 também. Pode dizer-se, sem exagero, que o sueco Gunnar Nilsson foi o último desses pilotos, que fazem aquilo que fazem com imensa paixão e, muitas vezes, sacrifício das próprias vidas.
Nascido de uma família abastada, descobriu tarde essa paixão, já com 23 anos. Porém, tinha qualidades suficientes para ser competitivo – e, em 1975, venceu o campeonato britânico de F3, batendo o brasileiro Alex Dias Ribeiro. Reza a lenda que, nesse ano, enquanto este dava Bíblias de presente aos mecânicos, o sueco lhes dava revistas pornográficas…

Verdade ou mentira, porém, o certo é que, na segunda corrida do Mundial de 1976, era Gunnar e não o seu amigo Ronnie Peterson – que aliás lhe deu uma ajuda preciosa no seu caminho para a F1 – quem estava ao volante do Lotus. A entrada para a equipa inglesa foi consequência de um desaguisado entre Ronnie e Chapman; o Lotus era um carro pouco fiável, nessa altura e o cálice do grande sueco transbordou em Interlagos.

Curiosamente, o seu amigo Gunnar subiu ao pódio logo na segunda prova da tamporada e, no final, foi convidado por Colin a permancer na equipa. Aceitou, mesmo sabendo que o carro que aí vinha ainda poderia ser pior que o velho. Apesar disso, fez uma época notável, vencendo a encharcada prova de Zolder, na Bélgica. No final do ano, assinou com a Arrows e Colin foi buscar.

Ronnie Peterson. Porém, já nessa altura Gunnar se queixava de fortes dores de cabeça, que o faziam mesmo desmaiar. Mas, em vez de consultar logo um médico, preferiu terminar a época, e só então tentar saber o que se passava. O resultado foi terrível: tinha, em adiantado estado já, um cancro testicular. Nessa altura, a doença era fatal e o piloto apenas resistiu até Outubro de 1978, um mês depois de assistir ao funeral do seu amigo Ronnie. A sua mãe criou uma fundação com o seu nome, para investigação e tratamento da doença-que, graças a isso, é hoje apenas mortal em 10% dos casos.

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can-am
can-am
4 anos atrás

Era um exelente piloto que poderia vir a ganhar GPs.
Foi muito triste a sua morte tão rápida e dramática.

ernie
ernie
Reply to  can-am
4 anos atrás

Ele venceu um GP, com o Lotus 78, que em 77 se mostrou como o melhor monolugar (quase) pioneiro na sua tecnologia que usava flancos com a asa invertida.
Sou fan da Lotus de Chapaman, mas tenho que reconhecer, que o primeiro conceito com flancos de asa invertida (efeito de solo), foi iniciado com o March 701 ou 711, estou a falar de cor, e nem sequer vou fazer buscas.

ernie
ernie
Reply to  can-am
4 anos atrás

Perdi-me um pouco, e esqueci que estava a responder a um comentário. Fui tentar corrigir a coisa, mas já não cheguei a tempo…
As minhas desculpas caro can-am, mas de repente agi como se estivesse a escrever o meu próprio comentário e não uma resposta. Deixei-me levar completamente…

rodríguezbrm
rodríguezbrm
4 anos atrás

Já foi tema aqui no fórum, é pena não podermos recuperar ou aceder (será mesmo?) aos diversos comentários bem interessantes da altura.

ernie
ernie
4 anos atrás

Gunnar Nilsson foi muito bem convencido de que o conceito do Lotus 78 era rudimentar, mas era fantástico, tanto que acabou por ser proibido alguns anos depois, e nem hoje, 30 e muitos anos mais tarde, com a tecnologia que existe, é aceite de novo, sendo provavelmente a solução para as ultrapassagens na F1. Obviamente sem as vassouras do 78, ou as sais móveis do 79 e todos os seus imitadores, nem sequer todos os desenvolvimentos que o genial Colin Chapman fez, mal sucedidos por falta de dinheiro para desenvolver a tecnologia. Gunnar Nilsson não era melhor que o Ronnie… Ler mais »

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