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Felipe Massa: «A sorte não esteve ao meu lado» | AutoSport

Felipe Massa: «A sorte não esteve ao meu lado»

Por a 4 Julho 2007 18:06

Após a corrida de Magny-Cours, Felipe Massa estava claramente agastado, por considerar que tinha perdido uma prova que deveria ter ganho. O tempo perdido atrás de Ralf Schumacher e Wurz entre as voltas 31 e 36 foram decisivos, pois apanhou-os a lutarem por posições – os dois Red Bull, um Toyota e um Williams – e perdeu muito tempo. Por isso não tinha a vantagem necessária quando parou pela segunda vez, e foi aí que perdeu a corrida.

O que Massa não disse foi que a derrota lhe pesou mais por ter sido infligida pelo seu companheiro de equipa. Com a diferença pontual entre ambos a baixar para cinco pontos, a Scuderia vai continuar a adiar a decisão de apostar num deles para a conquista do título, e isso deixou-o muito contrariado, pois sabe que quanto mais tarde isso acontecer mais difícil vai ser alcançar os dois homens da McLaren:

«Olhando para Magny-Cours, com poucos dias para pensar no que ocorreu, não posso dizer que estou infeliz por terminar em segundo, depois de liderar a maior parte da prova. Na verdade, estou satisfeito por ter contribuído para a dobradinha da Ferrari, a primeira ao lado do Kimi. Mas fiquei um pouco decepcionado porque não era eu quem estava na frente no final da corrida.»

«Correu tudo bem naquela tarde, a não ser pelo facto de que, no momento-chave, não fui muito feliz e a sorte esteve toda do lado do Kimi. Mas é assim que acontece de vez em quando. Na qualificação ele ganhou uma volta a mais por ter sido o primeiro a entrar na pista, no início da corrida teve a felicidade de passar pelo Hamilton logo após a largada e depois ainda se deu bem quando fiquei preso no tráfego. Por isso é que não consegui vencer a prova, mas fora isso fui o mais rápido durante todo o fim-de-semana, conquistando a pole e a melhor volta da corrida. Infelizmente, a sorte não estava ao meu lado, mas fiquei satisfeito pelo grande resultado da equipa. Temos de manter a alegria e a concentração para obter mais resultados como estes até o fim da temporada.»

«Sobre o tráfego na corrida, o maior problema é que os monolugares que tentava ultrapassar estavam em luta directa. Sei que, quando você está disputando posições, não quer perder tempo, mas eu estava liderando e deveria ter a passagem facilitada. Naturalmente, torna-se ainda mais difícil quando você é o líder, porque é o primeiro a encontrar os retardatários. Depois que passei, eles viram outra Ferrari pelo retrovisor, entenderam a situação e abriram passagem muito mais rapidamente. Se um piloto estava envolvido em sua própria corrida, ele deveria me deixar passar e depois retomar sua disputa: é assim que deveria ser. Em França, vários carros mais lentos não foram correctos a esse respeito. Por mais de seis voltas vi as bandeiras azuis sendo agitadas para os carros à minha frente e eles não deram muita atenção para elas.»

«Vamos agora para o GP da Inglaterra, em Silverstone, e acho que nos daremos bem. Nosso carro é fantástico nessa pista e ele foi muito rápido nos testes que lá realizamos uma semana antes do GP da França. Estou convencido que seremos competitivos novamente. Claro que temos de estar atentos à McLaren, mas acho que poderemos estar um pouquinho à frente deles. Há uma boa possibilidade de chuva durante o fim-de-semana e gosto de pilotar nessas condições, embora o asfalto molhado transforme tudo numa espécie de lotaria. De uma maneira ou de outra, acredito que estamos bem “ no filme”. Ultrapassagens serão, mais uma vez, difíceis neste circuito, virtualmente impossíveis, mas em geral é um grande traçado e um dos mais desafiantes da temporada, com algumas curvas bastante rápidas. Pelo meu estilo de pilotagem e experiência em curvas velozes, adoro Silverstone, que me faz lembrar de outras pistas fantásticas, como Spa.»

«Para várias gerações de pilotos brasileiros, Silverstone é quase como uma segunda corrida em casa, já que as categorias de base dos campeonatos britânicos foram a escola que frequentaram quando chegaram à Europa. Sou um dos poucos brasileiros que começaram a carreira na Itália e não na Inglaterra, e fico satisfeito de ser um pouco diferente de alguma forma. Posso provar que não é apenas a Inglaterra que ajuda a formar pilotos para as categorias de ponta. Curti meus tempos na Itália, mas também gosto de Silverstone, que, em minha opinião, é a melhor pista da Inglaterra.»

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