VITÓRIAS SURPRESA NA FÓRMULA 1: TEAM PENSKE GP DA ÁUSTRIA 76
A Penske é conhecida sobretudo pelas suas vitórias nas 500 Milhas de Indianápolis, sendo a recordista com 16 triunfos, mas nos anos setenta andou também pela Fórmula 1, criando uma base em Poole, Inglaterra. Roger Penske conseguiu o financiamento para a operação e participou na temporada de 75, após ter participado em algumas corridas de 74, mas o PC1 Cosworth, o monolugar construído pela equipa para os Grandes Prémios, não se mostrou verdadeiramente competitivo, recorrendo o ‘Capitão’ a um March 751 para manter o seu piloto de eleição, Mark Donohue, em competição.
No entanto, no Grande Prémio da Áustria o infortúnio abater-se-ia sobre a formação de licença americana, quando Donohue se despistou nos treinos-livres, morrendo posteriormente das lesões sofridas. A equipa falhou a prova de Monza, mas John Watson ocupou o lugar do americano no Grande Prémio dos Estados Unidos, mantendo-o para a época seguinte.
Para 76 a Penske tinha um monolugar novo, o PC3, que posteriormente fora evoluído para PC4, passando a evidenciar alguma competitividade, o que permitiu ao barbudo irlandês conquistar dois terceiros lugares, mas sempre longe dos vencedores.
Contudo, isso haveria de mudar em Osterreichring, o circuito onde Penske vira no ano anterior o seu piloto, e amigo, Donohue, sucumbir. A prova austríaca disputava-se duas semanas depois do marcante Grande Prémio da Alemanha, onde Niki Lauda sofrera o seu terrível acidente, e a Ferrari decidira não realizar a deslocação até aos Alpes Austríacos, o que colocou de fora dois carros capazes de lutar pelos triunfos.
Por outro lado, a McLaren e a Penske realizaram uma sessão de testes em Osterreichring e, num fim de semana em que a chuva foi uma presença assídua, James Hunt garantiria a pole-position seguido de Watson na única sessão disputada com a pista seca antes da corrida.
No dia da corrida, a chuva voltou a ser uma ameaça, mas todos os pilotos arrancaram com slicks, tendo o irlandês assegurado o comando nos primeiros metros, seguido de Ronnie Peterson, ao passo que Jody Scheckter iniciava uma recuperação que o levaria ao comando na 10ª volta, já depois de o sueco ter suplantado o homem da Penske.
Contudo, na 12ª volta Watson voltava novamente, e deste feita, definitivamente, à liderança. O irlandês começou a destacar-se dos seus perseguidores, terminando com dez segundos de vantagem para Jacques Laffite, que subira ao segundo posto graças aos problemas de pressão de óleo de Gunnar Nilsson,
o terceiro, à desistência de Schekter e às dificuldades nos travões de Peterson, que o atrasaram.
Roger Penske vingava assim o desaparecimento do seu amigo Donohue um ano antes no mesmo palco, deixando definitivamente a Fórmula 1 no final da temporada, farto da Europa.
Por seu lado, Watson perdia a barba que o caracterizava, devido a uma aposta com o patrão.
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